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Nova edição do Comunica PET!

Edição especial da Semana da Comunicação 2013

Premiação do Intercom Manaus

Unesp de Bauru ganha prêmios em categorias de produtos no Intercom 2013

Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental

Mais uma parceria inédita na Secom 2013

Parceria entre Secom e interdesigners

Dois eventos terão atividades conjuntas durante a Semana da Comunicação 2013

Projeto Morrinho

Projeto dismistifica a visão da favela como um lugar somente de violência através de ações culturais

5 de junho de 2013

Jogos e Educação: uma parceria de sucesso?


ONG brasileira busca mostrar à população que jogos de videogame podem ser plataformas atrativas de aprendizado e produção de conhecimento.

Da Redação Sicom PET, por Rafael Rodrigues

Desliga o videogame e vai fazer algo que presta!
Provavelmente qualquer um que já teve um videogame na infância deve ter ouvido esse tipo de frase vindo da sua mãe, pai, avó ou qualquer outro “adulto responsável”. Tidos como entretenimento barato, os videogames sempre sofreram grande preconceito quanto ao seu papel social, por pais, professores e “especialistas” que pareciam não entender as vantagens que a nova tecnologia poderia trazer ao processo pedagógico. Mas, conforme um cada vez maior número de estudos parece indicar, os videogames podem ser, muito mais do que apenas simples entretenimento, sedutoras plataformas de aprendizado. E é com isso em mente que existe a Jogos Pela Educação.



Sobre a Jogos Pela Educação

A Jogos Pela Educação é uma ONG (Organização Não Governamental) fundada em 2010 por Jaderson Souza, à época mestrando em Tecnologia da Inteligência e Design Digital da PUC-SP. A ONG é uma instituição sem fins lucrativos que visa contribuir na educação de crianças e jovens através do videogame.
Segundo Jaderson: “a ONG nasceu de uma pesquisa acadêmica, realizada na PUC-SP, pelo Programa de Tecnologias da Inteligência e Design Digital, que foi concluída no ano de 2011. Basicamente, a ONG trata das possibilidades de construção de conhecimento a partir dos jogos.” A ideia surgiu da necessidade de se levar a campo as pesquisas que eram realizadas apenas em âmbito acadêmico, para que essas pesquisas pudessem não só serem experimentadas como também validadas. Com a intenção de dialogar com todos os envolvidos nos processos de educação – não apenas os jogadores, como também os pais, professores, diretores de escola e demais responsáveis – a ONG pretende considerar a importância das diferentes esferas educacionais e buscar soluções que atendam aos interesses e necessidades de todas elas, sem nunca deixar de lado o envolvimento com a cultura local, o conhecimento cultural, científico e artístico, sem deixar de respeitar os interesses e possibilidades de todos os envolvidos no processo.


O Trabalho

Então quer dizer que a ONG trabalha com aqueles joguinhos educacionais chatos que deixam as crianças entediadas? Não. Muito pelo contrário. Como o próprio nome já diz, o projeto busca trabalhar com jogos pela educação e não, necessariamente, jogos educacionais. Sem a necessidade de transmitir conteúdo “de apostila”, a ONG direciona seu foco para o trabalho social que os jogos podem oferecer como exercício de cidadania. Com atividades já realizadas em parceria com o SESC e com o Criança Esperança, o foco hoje é a Jornada Gamer, realizada em parceria com a Casa Clamor Cavanis, na Zona Norte de São Paulo. Segundo Jaderson, a Jornada Gamer consiste da vivência dentro de mundos virtuais onde, a partir dessa vivência, os jovens se deparam com diversas situações de aprendizagem. “O programa é o que mais se aproxima é o que mais se aproxima daquilo que consideramos interessante em termos de jogos e educação”, explica Jaderson. “Nossa principal tese é de que, com os jogos que já existem nós podemos, de modo inerente, buscar essas aprendizagens. Utilizar o jogo como ferramenta para servir a escola me parece uma forma não muito adequada de se utilizar essa plataforma.” Jaderson ainda faz um paralelo com o videocassete e o dvd, que não foram bem aproveitados pelos professores, tornando-se apenas ferramentas interessantes mas que não faziam muito sentido no processo educacional. Mas, senão com jogos educacionais, quais são os jogos que a ONG trabalha? “O Jornada Game trabalha com dois tipos de jogos: para o atendimento de crianças e adolescentes, com idades entre 7 e 14 anos, nós utilizamos o jogo Pokémon. E o segundo jogo é o League of Legends, para jovens a partir de 15 anos”, explica Jaderson. Enquanto com as crianças é idéia é principalmente trabalhar conceitos de cidadania e do seguimento de regras, utilizando as diversas regrinhas existentes no jogo, exportando-as para forma da plataforma virtual e criando paralelos na vida dessas crianças, com League of Legends o objetivo é praticamente trabalhar a idéia do esporte virtual, exaltando aspectos como o trabalho em equipe e a coordenação das ações.  Atualmente, a Jornada Gamer acontece no espaço da Casa Clamor Cavanis e contempla mais de 70 crianças e adolescentes de baixo e médio risco social. Ao contrário de muitos programas, a ONG faz um trabalho artesanal, prezando mais pela atenção aos detalhes e na construção de uma melhor experiência educacional para todos os participantes. Qualidade acima de quantidade, uma filosofia que por enquanto vem dado muito certo.


Gostei do projeto, como faço para conhecer mais?

Você pode saber mais do projeto através do próprio site da Jogos Pela Educação, ou visitando-os na Casa Clamor Cavanis, que fica na Rua Cajati, 65, na Freguesia do Ó, em São Paulo-SP. Também é possível entrar em contato através do email ongjogospelaeducacao@gmail.com

24 de maio de 2013

2 anos de PET-RTV!

Na última quinta dia 23 foi aniversario de 2 anos do PET-RTV! Nesse tempo conseguimos nos consolidar melhor na faculdade, além de termos nos tornado um grupo mais unido. Para nos lembrarmos dos velhos tempos convidamos o pessoal que participou da criação do grupo para dar seus depoimentos sobre a experiencia de participar de algo inédito na Faac. Confira!


 

23 de maio de 2013

Encontro entre PET's - PET RTV e PET-Ilha Engenharia Mecânica



O fim de semana do dia 14 foi de integração entre PET’s da Unesp. Nós aqui do PET RTV recebemos a visita do PET Mecânica da Unesp de Ilha Solteira para uma troca de experiências e atividades. 



No sábado de manha fizemos um bate-papo sobre o PET e apresentamos nossos trabalhos. À tarde, foi oferecida uma oficina de Première ministrada pelo PET RTV e à noite fizemos uma confraternização entre os grupos.
No domingo de manhã o PET de Engenharia ministrou uma oficina de LaTeX . Confira aqui algumas fotos tiradas durante o nosso encontro

22 de maio de 2013

XV Jornada Multidisciplinar explora novas linguagens midiáticas


Acompanhando as novas tendências da comunicação, edição desse ano se propõe a analisar as novas formas de produção de conteúdo nos meios audiovisuais

Da Redação Sicom PET, por Nathália Rocha

Aconteceu, entre os dias 14 e 16 de maio, a XV Jornada Multidisciplinar realizada pela Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Unesp Bauru. Tendo como tema “a linguagem nas mídias na era da convergência”, o evento contou com palestras em que foi discutida a situação atual dos meios audiovisuais, a linguagem utilizada nesses e as mudanças técnicas e comunicacionais pelas quais esses meios vêm passando.

A professora Suely Maciel, uma das responsáveis pela organização da atividade, comentou a abrangência do tema e a possibilidade de diferentes abordagens a partir dele. “Esse tema permite discutir tanto linguagem nas mídias, quanto linguagem das mídias, produção de texto, produção discursiva, aspectos do próprio trabalho dos meios, novas propostas de produção. Então é um tema bem aberto, que abarca um amplo leque de possibilidades de pesquisa”, completa a professora.

Para abrir o evento, o professor José Javier Marzal Felici, diretor do Departamento de Ciências da Comunicação da Universitat Jaume I, da Espanha, liderou palestra sobre a cultura visual contemporânea, que teve como objetivo abordar o estudo da imagem como um produto da sociedade de massas e como um artefato estético.

No segundo dia, de forma bastante descontraída, a professora Carlas Andrea Schwingel, jornalista, doutora em ciberjornalismo e mebro do departamento de Comunicação da Universidade Presbiteriana Mackenzie, e o professor João Batista Freitas Cardoso, professor do programa de Mestrado em Comunicação da Universidade de São Caetano do Sul falaram sobre a adaptação da linguagem aos meios em que é utilizada durante a palestra “Linguagens Múltiplas e Produção de Conteúdo”.

Para encerrar a jornada, o professor Wilton Garcia Sobrinho, doutor em Comunicação pela USP, e o professor da Fundação Getúlio Vargas, Rodrigo Chagas abordaram a comunicação sob um prisma mais mercadológico, falando sobre marketing e a nova configuração midiática.

Além das palestras, a programação da Jornada Multidisciplinar também contou com oficinas ligadas à comunicação e à produção audiovisual, como a de folkcomunicação e a de marketing móbile. O evento ainda contou com a apresentação de trabalhos e pôsteres.

20 de maio de 2013

Afinal, qual a relação do PET com o Banco Santander?

Da Redação SICOM PET,
por Giovani Vieira

Há cerca de um ano, o Grupo PET-RTV passou a desenvolver suas atividades de ensino, pesquisa e extensão no chamado Espaço Digital Santander Universidades, a tão famosa Sala Santander. A partir desse momento, uma série de especulações ganharam foco e muitos até acreditam em parceria do grupo com o banco espanhol. Aproveitamos o aniversário de dois anos de atividade d
o grupo para explicar essas e outras questões.

1. Exite parceria do PET-RTV com o Banco Santander?
Não há nenhum tipo de vínculo entre o projeto e o banco. 

O Programa de Educação Tutorial (PET) é um programa do Governo Federal criado em 1979 ainda sob o regime da ditadura militar. Nessa época, com denominação de Programa Especial de Treinamento, o PET era vinculado à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e . Logo em seguida, o programa passou a ser ligado à Secretaria de Educação Superior (SESu) do Ministério da Educação e em 2004 ganhou a atual denominação. 

Atualmente, o PET está sob a responsabilidade da Coordenação-Geral de Relações Estudantis da SESu. Para ter um grupo PET aprovado, cada Universidade precisa indicar um projeto para participar dos editais de seleção. A UNESP é a universidade com o maior número de grupos PET MEC/SESu. São trinta grupos em dezesseis unidades universitárias de dez campi.

O PET Interdisciplinar de Rádio e TV segue as mesmas orientações e normas dos grupos PET vinculados à SESu, mas não está ligado diretamente ao Ministério da Educação. Algumas Universidades, entendo a importância do programa para a melhora das dimensões da graduação, criaram bases para a constituição de seus PETs institucionais vinculados às Pró-Reitorias de Graduação. Cada ProGrad é responsável pela manutenção administrativa e financeira dos projetos selecionados.

A UNESP abriu edital de seleção para a criação de novos treze grupos com as mesmas características dos grupso MEC/SESu. As três unidades do câmpus de Bauru tiveram seus programas aprovados: o Interdisciplinar de Rádio e TV, na FAAC, o de Sistemas de Informação, na FC, e o de Engenharia Civil, na FE, sendo esse interrompido pela desistência do coordenador.

2. Mas por que o PET-RTV usa o Espaço Santander?
O Espaço Digital Santander Universidades faz parte de uma parceria do Portal Universia, pertencente à rede Santander, e as universidades brasileiras. De acordo com o convênio, o banco oferece o espaço laboratorial para os parceiros e esses destinam a sua utilização de acordo com as demandas específicas. 
A Sala Santander da FAAC foi inaugurada em agosto de 2011 na gestão do Prof. Dr. Roberto Deganutti e passou a ser utilizada como espaço laboratorial dos programas de pós-graduação da unidade.

Com a aprovação do Grupo PET, o Departamento de Comunicação Social buscou acomodar a equipe de bolsistas e colaboradores. Por ser um programa permanente e com demandas mais complexas, a conquista de um espaço era o primeiro passo para a consolidação do Grupo.

Por meio de conversas do chefe do DCSO e do tutor PET-RTV com a direção da Faculdade, a gestão organizativa  da estrutura do espaço laboratorial foi repassada para o grupo em agosto de 2012.

3. O PET-RTV não recebe nenhum financiamento do banco?
As parcerias entre PET e agências financiadoras são permitidas de acordo com o Manual de Orientações Básicas, mas, no momento, não há nenhum projeto construído conjuntamente. O banco também não repassa nenhuma contribuição financeira para o desenvolvimento das atividades do projeto.



17 de maio de 2013

Daqui a uma semana, o PET-RTV completa 2 anos!

Para iniciar as comemorações, relembre o que o projeto já produziu

Da Redaçção SICOM PET, por Mariana Caires

Presente na Unesp de Bauru desde 2011, o nosso PET sempre contou com a participação de alunos de diversas áreas de ensino. O grupo já teve estudantes de Jornalismo, Rádio e Televisão, Design, Relações Públicas e Ciências da Computação.

Ué, mas não era PET de Rátevê?

A produção do grupo, tanto em pesquisa, como em ensino e extensão é enquadrada na área audiovisual, por isso esse é o nome do nosso Programa de Educação Tutorial.

Explicada a dúvida, é hora de olharmos tudo o que o grupo já produziu nesses dois anos de existência. No início, o PET Interdisciplinar em Rádio e Televisão estudou diferentes possibilidades de produções e o primeiro produto que o grupo divulgou ao público foi este Portal.

Aqui no nosso espaço na internet, publicamos textos, vídeos e podcasts de assuntos variados, feitos colaborativamente por todos os petianos. No portal você encontra a cobertura das nossas atividades, tais como do grupo de estudo de Comunicação e Entretenimento e as oficinas que o PET promove.

Comunica PET

O Comunica PET é o nosso jornal Impresso, que existe desde abril do ano passado. Ele também está disponível online. Neste mês, o Comunica passou por uma reformulação: Aqui em baixo estão a primeira e a última edição do Comunica

COMUNICA PET DE ABRIL DE 2011


COMUNICA PET DE MAIO DE 2013

RADIOFÔNICO

Em parceria com a Rádio UNESP FM, o PET produz o programa Cidade Universitária, que informa o ouvinte duas vezes ao dia sobre os eventos acadêmicos de Bauru e de todo o Brasil.

Os petianos também estão preparando uma novidade no meio radiofônico, é o Programa INFO, que vai mostrar as novidades tecnológicas também na Rádio Unesp FM.

PROGRAMA ATALHO

No começo do ano passado, os petianos começaram a pensar em um programa informativo pela internet. Depois de quase quatro meses de estudo, foi produzido o primeiro Programa Atalho, sobre o Projeto Taquara:



Sete programas Atalho já foram produzidos para a internet e a partir de agora ele está sendo produzido para ser veiculado a partir de Julho pela TV UNESP.

ASSESSORIA

Por trás de tudo isso, ajudando a organizar e divulgar todo esse trabalho, está a Assessoria PET, que foi premiada na Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação (Expocom) no XVII Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sudeste, o Intercom Sudeste 2012.

Esse é só um resumo da nossa produção nos nossos dois anos. O grupo hoje conta com 17 bolsistas e 20 colaboradores.

Se você quer ser voluntário no Programa e produzir com a gente, fique atento aos nossos editais!

13 de maio de 2013

A computação nos desenhos animados

Da Redação SICOM PET, por Mariana Belo

O uso de computadores facilitou muito a criação do desenho animado e os movimentos ao longo das décadas ficaram cada vez mais reais.

Entre as muitas técnicas que surgiram, uma das que mais contribuiram para isso foi o keyframing, que consiste basicamente em dois desenhos: um definindo o ponto de início e outro o ponto de término do movimento onde o computador calcula transição entre um e outro de acordo com o tempo do filme. Essa técnica geralmente é utilizada em animações simples, sem muitos movimentos complexos.

O criador do processo foi Walt Disney, que desenhava vários quadros-chave e em seguida tentava desenhar vários quadros intermediários de forma que a sequência ficasse realista. O resultado dependia muito da habilidade dos animadores, que chegavam ao final por um processo de tentativa e erro, e várias vezes eram obrigados a alterar os quadros-chave para chegar a um resultado desejável.
Exemplo com 3 quadros-chave (keyframing) e 4 interpolações

No final da década de 70, uma nova técnica entra para o mundo da animação: O Motion Capture, processo que consiste em capturar movimentos de um ator real e jogá-los em um computador, em um modelo virtual. 

Conhecido também como Mocap, é muito utilizado pela indústria de filmes e videogames, para a construção de personagens e objetos 3Dque resulta em um movimento mais realista. 

Apesar de ser muito mais rápido, o processo ainda é muito caro, e em virtude disso é utilizado apenas por grandes estúdios. Um dos grandes problemas dessa técnica é a de não criar possibilidades para o animador. Para isso, são então criados parâmetros para a inserção de outras técnicas.


Exemplo das etapas do Mocap
Os sistemas de captura do Mocap estão divididos em cinco categorias: sistemas ópticos, acústicos, magnéticos, mecânicos e o último mais utilizado atualmente, de mapeamento. Nos quatro primeiros, o ator veste uma roupa que transmitirá para o receptor o movimento. No último, técnica mais recente, um mapeamento é feito por um laser, que envia para o receptor, no caso o computador, as dimensões desse ator, fazendo com que ele tenha mais liberdade de movimentos. 

Os filmes de animação nos surpreendem todos os anos. O sentimento a cada filme é de que a imagem e os efeitos estão tão reais e perfeitos que não podem melhorar. No entanto, as pesquisas no ramo da animação só aumentam, fazendo com que a evolução continue.














9 de maio de 2013

Comunica PET de cara nova!

O Comunica está de cara nova. Produzido pelo PET-RTV, a partir de agora o boletim será voltado para a produção audiovisual. Com edições temáticas, o Comunica PET abordará temas que vão desde a a industria cinematográfica até os mais diversos gêneros de filme.

Nesta edição, você ficará sabendo tudo sobre cinema Western, aqueles filmes de "bang bang" e cawboys que voltaram às telonas com "Django Livre'. As matérias desse mês são de Luana Rodriguez, Wanessa Medeiros e Rafael Rodrigues.


Curioso pra ver a nova cara do Comunica?

7 de maio de 2013

Unesp de Bauru paralisa atividades

Da Redação Sicom PET, por Jakeline Lourenço

Os estudantes da Unesp de Bauru paralisaram suas atividades nesta terça feira (07), como forma de protesto à aprovação do Pimesp pela universidade,  ao pequeno número de refeições que serão oferecidas pelo Restaurante Universitário a ser inaugurado em 2013, às condições de segurança e localização da Moradia Estudantil, ao atraso e ao corte de bolsas-auxílio, e também como forma de apoio aos campi de Marília e Ourinhos, que estão em greve.


Intervenções dos alunos no campus durante a paralisação

A paralisação foi aprovada em assembléia ocorrida no dia 30 de abril, que contou com a participação de cerca de 300 alunos das três faculdades do campus de Bauru:   FC, FEB e FAAC. A data escolhida foi o dia 07 de maio, pois nesse dia também ocorre o III Fórum de Extensão Universitária, evento que reúne as três unidades do campus com o objetivo de ampliar e valorizar as ações de extensão universitária e estimular a integração entre alunos e professores.

Apesar da paralisação, os alunos decidiram manter as apresentações de trabalhos no Fórum. Os participantes irão usar uma faixa preta amarrada no braço como ato simbólico de protesto durante o evento.

Para a paralisação foram programadas diversas atividades, como forma de debater, protestar e ocupar o espaço da universidade. Serão feitos grupos de discussões, oficinas, atividades e intervenções culturais e, ao final do dia, uma assembléia de encerramento vai debater e direcionar as ações a serem realizadas após a paralisação.

Grupo de discussão sobre a permanência estudantil, RU e bolsas realizado pela manhã

Mais detalhes sobre as reivindicações estudantis, o  posicionamento dos alunos e a agenda completa das atividades do dia  podem ser encontradas na página do movimento.

2 de maio de 2013

Murilo César Ramos discute regulamentação da comunicação em aula magna na Unesp de Bauru

Da Redação SICOM PET, por Wagner Alves

Professor criticou as políticas de comunicação no país

No último dia 24, o professor Murilo César Ramos, da Universidade Estadual de Brasília, veio à Unesp de Bauru para uma aula magna aos alunos do curso de Pós-Graduação em Comunicação. Um dos nomes mais conhecidos em termos de políticas públicas, Ramos discutiu a regulamentação da comunicação no país, levantando um histórico desde a Constituinte em 1986 até o atual Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação. 

Nessa ocasião, Ramos criticou as leis criadas desde a Constituição de 1988 que não dão respaldo aos jornalistas. De acordo com o professor, a lei é falha e não tem previsão de mudança, embora tramite em discussão, pois não é de interesse dos grandes conglomerados. 

A aula magna fez parte do curso de Pós-graduação em Comunicação da Unesp e contou com a presença do Vice-Diretor da FAAC, Marcelo Carbone Carneiro, de professores dos Departamentos de Comunicação Social e de Ciências humanas, e de alunos da pós-graduação e graduação da Unesp. Murilo César Ramos veio à faculdade a convite do professor Juliano Maurício de Carvalho.

29 de abril de 2013

Mídias Sociais e a comunicação multimídia

Da Redação Sicom PET, por Wanessa Medeiros

Timeline, curtir, compartilhar, twitar, hashtag, drive, groups...Essas são as novas vozes de comando do cenário comunicacional, as palavras de ordem para a divulgação de informações. A cultura de massa não está mais somente atenta às telinhas, mas também a um espaço cibernético, abstrato e complexo promovido pela internet. A Mídia Social elegeu Barack Obama, está revolucionando o jornalismo, está reinventando as propagandas e ainda é fonte de informação de todo tipo, da saúde à política.

Mas afinal, o que seriam as Mídias Sociais? Uma resposta simples pode ser dada a essa pergunta: é a comunicação de todos para todos; meios de relacionamentos. Vamos explicar melhor. 



Até pouco tempo atrás, a comunicação de massa era de um para todos, ou seja, da TV para o telespectador, do jornal para o leitor, da rádio para o ouvinte e assim por diante. Agora todos podem produzir e receber informação através da maior rede de comunicação do planeta: a Internet. Lógico que algumas ressalvas devem ser feitas: a credibilidade ainda não é equivalente aos meios tradicionais e a apuração de fatos e acontecimentos muitas vezes é insuficiente, mas o espaço promovido pela internet para debates sobre temas da atualidade e organização de movimentos de denúncia ou manifesto é incontestável. 

As pessoas, agora, usam a web como ferramenta de expressão, e passaram a perceber o seu valor e papel na sociedade enquanto consumidoras e produtoras de informação. É nesse âmbito que as mídias sociais servem como um canal de comunicação, uma vez que, por meio de artefatos simples, a divulgação de informação se torna eficaz e cria um sistema funcional de informar e formar opiniões. Dessa forma, a fronteira entre jornalistas e público está ficando cada vez menor, pois qualquer pessoa, independente da formação acadêmica, assume em várias situações o papel de produtor da notícia, transmissor de fatos e analista de conteúdo. 

A relação que era quase unidirecional dos meios para o consumidor, agora com o espaço proporcionado pela internet se torna mais democrática e dinâmica, já que o produtor de informação é também o consumidor. Diante disso, essa coexistência de material produzido pelos “internautas” e jornalistas de fato poderia se complementar, gerando pluralidade de assuntos, alcance do interesse público e aproximação dos fatos relatados à realidade dos cidadãos. 

Porém, nesse âmbito de sedução e apelo audiovisual, até mesmo as notícias mais informativas se tornam um ramo da publicidade, e a eficiência dessa inserção do consumidor no processo construtivo da informação é colocada em segundo plano. No intuito de atingir uma parcela significativa para determinada discussão, os profissionais de comunicação estão cada vez mais utilizando ferramentas de entretenimento, em detrimento de suportes técnicos já padronizados pela mídia tradicional. A utilização das mídias sociais é um exemplo disso, onde os meios mais tradicionais usam o ”interesse do público” para reformular a maneira de fazer informação, muitas vezes perdendo a essência e seriedade necessária para se transmitir um acontecimento, e atribuindo visões e interesses voltados para o entretenimento. Ou seja, a informação virou um objeto a comercializado em troca de audiência.

25 de abril de 2013

Museu de Imagem e Som de São Paulo é referência em tendências audiovisuais

Da Redação SICOM PET, por Pepita Ortega

Localizado na Avenida Europa, o Museu de Imagem e Som (MIS) de São Paulo é uma instituição  pública estadual que tem por objetivo registrar o som e a imagem na vida brasileira, com seus aspectos humanos, sociais e culturais. Ele conta com um acervo permanente, além de organizar exposições, oficinas e abrigar um laboratório de novas mídias, o LABMIS. 

O MIS foi a primeira instituição museológica do país que documenta a atividade oral permanentemente, e é uma das primeiras instituições culturais do Brasil a organizar e acomodar festivais de vídeo e mostras audiovisuais e de fotografia. Assim esse museu expõe tendências e obras contemporâneas, como a videoarte. 

Trabalhos visando à criação do museu começaram em 1967, e sua inauguração foi realizada três anos depois, em 1970. Em 1975 ele foi transferido para a sede atual, planejada pelos arquitetos Roberto Fasano e Dan Juan Antonio. A exposição que estreou as novas instalações foi Memória Paulistana, e contou com várias apresentações musicais. 

O museu foi criado com o intuito de colher, conservar e registrar a documentação produzida pelos novos suportes, como a televisão e o cinema. Essas produções, muitas vezes ligadas à manifestações culturais, eram desprezadas até então mas, com a criação do museu, foi criado um espaço onde o público teria maior acesso à elas. 

Uma das características do MIS é a tendência vanguardista, que pode ser observada até na arquitetura e decoração do prédio. O museu abriga e expõe obras de produtores culturais contemporâneos, como o artista chinês Ai Weiwei. 


Ai Weiwei ajudou na concepção do estádio Olímpico de Pequim, mais conhecido como ninho de pássaro.

O acervo do museu conta com mais de 200 mil peças e é de responsabilidade do Centro de Memória e informação do MIS (CEMIS). A população tem fácil acesso a essa coletânea, onde é possível consultar cópias do acervo através da midiateca, aberta de terça a sábado das 12h às 19h, e nos domingos e feriados das 14h às 18h. Para consultar objetos não disponíveis na midiateca é preciso realizar um agendamento. Há também o Banco de Dados do MIS online, que amplia as possibilidades de acesso às obras. O departamento de artes gráficas, criado em 1991, é o núcleo mais recente do acervo: ele reúne capas, folhetos, selos, adesivos e cartazes mostrando o trabalho de mais de 120 designers. 



O mês de maio é o mês da fotografia no MIS: haverá a exposição de fotografias de artistas que desenvolveram o panorama diverso dos séculos XX e XXI, como Chico Albuquerque, Willy Ronnis, Joakim Eskildsen e Carlos Ebert. Outro evento agendado para o mês é a inauguração da mostra Paquistão – Um País, Diversas Guerras, de Luiz Maximiano. Além disso, o local ainda abrigará o II Encontro Pensamento e Reflexão na Fotografia, que será realizado nos dias 6,7 e 8 de Junho, e que tem como objetivo refletir a criação fotográfica. 

Além de exposições, mostras e eventos o Museu de Imagem e Som também oferece diversas oficinas, seminários e concursos, gratuitos e pagos. As inscrições são realizadas através do site do museu, onde também é possível acessar a programação dos eventos que acontecerão no local. 


O Cinemis é um espaço permanente de lançamento de filmes inéditos


O MIS também abriga um laboratório para desenvolvimento de experimentos que combinam cultura e tecnologia, o LABMIS. Esse é o primeiro laboratório de novas mídias instalado em um museu público no Brasil; um centro de pesquisa de produção, onde são realizados cursos, palestras e workshops. O LABMIS conta com boa infra-estrutura e trabalha para aproximar as relações entre ciência, sociedade, arte e tecnologia. 

O museu de Imagem e Som de São Paulo fica na Avenida Europa, número 158, Jardim Europa. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11)2117-4777, ou através do site ou página no facebook do museu. O horário de funcionamento é de terça a sexta das 12h às 22h e das 11h às 21h nos sábados, domingos e feriados.


O Museu de Imagem e Som de Bauru 

Bauru também possui um museu do audiovisual, com um acervo de imagem e som que abrange a história de Bauru e do Brasil, além de objetos e mídias em geral. A ideia é promover o conhecimento da herança cultural, a apreciação de imagens, sons, inovações tecnológicas e cientificas, e disponibilizar à população o acesso à esse conhecimento. Ele tenta instigar o gosto do público para a produção bi e tridimensional midiática da cultura de Bauru, com um acervo que mostra o passado e a evolução da sociedade bauruense.


O acervo no MISB alia o contemporâneo com o tradicional


O Museu de Imagem e Som de Bauru fica na rua Rio Branco, número 3-16, Centro. O telefone para contato é (14)3232-4621. O MISB funciona de segunda à sexta, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Além disso, no terceiro domingo de cada mês é realizada a Feira Estação Arte, no pátio dos Museus Histórico e MISB. A programação conta com uma feira de artes e artesanato e passeios na composição da Maria Fumaça, como parte do projeto "Ferrovia para todos".

22 de abril de 2013

Iniciativas promovem e incentivam a leitura pelo mundo

Da Redação Sicom PET, por Maria Luiza Leopassi

Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, encomendada pelo Instituto Pró-Livro e divulgada em março de 2012, o brasileiro lê, em média, 4 livros por ano, e apenas dois deles até o final. A mesma pesquisa também revela que 75% da população nunca entrou em uma biblioteca. É nesse contexto, com apoio da agência Leo Burnett Tailor Made, que a Livraria da Vila e a Cesta Nobre (distribuidora de cestas básicas no país) lançam o Projeto Leitura Alimenta. A iniciativa convida a população a colaborar doando livros, que serão incluídos em cestas básicas e distribuídas a famílias de todo país. Para participar do projeto, que vai até 26 de abril, é só doar os livros em qualquer loja da Livraria da Vila ou contribuir com uma doação virtual, pois a renda obtida com o livro digital será 100% revertida na compra de livros reais, que serão inseridos em cestas básicas. 

Outras iniciativas como essa já foram implantadas pelo mundo todo. Em julho de 2011, com um compartimento traseiro que tem capacidade para armazenar até 150 kg de livros, a primeira “Bicicloteca” passou a atuar, levando um pouco de cultura a centenas de famílias em São Paulo. Já na Argentina, é o automóvel Ford Falcon de 1979, usado por militares na época da ditadura e reformulado pelo artista Raul Lemesoff, que carrega uma coleção de mais de 900 títulos e os distribui pelo país. Chamado de “Arma de Instrução em Massa”, a biblioteca móvel também incentiva outros artistas e instituições a espalharem conhecimento pela sociedade em que vivem. 

A Arma de Instrução em Massa

Parte de um projeto cultural que só deve ser concluído em 2014, a Fundação Alumnos47 adaptou um caminhão e também criou uma biblioteca móvel com 1200 livros. Foi uma alternativa rápida e eficiente de disponibilizar à população da Cidade do México o acesso a livros e à cultura.
Biblioteca Móvel da Fundação Alumnos47

Em Madrid, a campanha “Livros para a Colômbia”, promovida pela empresa Telepizza, convidava seus clientes a doar um livro usado e em bom estado cada vez que recebessem em casa o seu pedido. A iniciativa durou de janeiro a fevereiro de 2012, e mais de 120 escolas e bibliotecas foram contempladas. 

Em Nova York, o arquiteto John Locke criou uma minibiblioteca ao lado de um telefone público. Com o objetivo de promover encontros e trocas de experiências, lê-se na prateleira a frase take a book, leave a book (pegue um livro, deixe um livro).

Take a book, leave a book

A mesma ideia está por trás do projeto Little Free Library, que começou nos Estados Unidos e já se espalhou pela Europa, África, Ásia, Oceania e América Central. O projeto prevê a instalação de caixas de correio, capazes de abrigar alguns livros, e promover um espaço comunitário onde qualquer um pode pegar um livro e devolvê-lo depois de lido. Quanto mais pessoas contribuírem, melhor.


Little Free Library

No Brasil, os mecanismos de incentivo à leitura ainda são muito escassos, e boa parcela da população sequer tem acesso a bens culturais. Iniciativas como essas são importantes para estimular a leitura e promover a cultura em comunidades mais carentes. 


18 de abril de 2013

EDUTRETENIMENTO – O casamento perfeito entre entretenimento e educação

Ontem foi realizado mais um grupo de estudos do PET. O convidado desta vez foi o professor Marcos Américo que trouxe para discussão o seu tema de pesquisa

Da Redação SICOM PET, por Camila Nascimento David

Professor Tuca no Grupo de Estudos de Edutretenimento
O que é Edutretenimento? É exatamente a resposta que o professor veio trazer. Edutretenimento é uma área relativamente desprezada na academia, pouquíssimas pessoas pesquisam a respeito, conseqüência de uma visão antiquada a respeito do tema.

O professor Tuca define o Edutretenimento como um gênero, que contém vários formatos diferentes de programas. Mas o objetivo é lançar produtos que tenham como função entreter as pessoas e que ao mesmo tempo transmitem algum conteúdo. É despertar o interesse das pessoas em assistir, ouvir, jogar e etc para aprender.

No Brasil, apesar de existir uma visão distorcida a respeito desse gênero, principalmente no âmbito televisivo, um programa que conseguiu fazer este casamento foi a Vila Sésamo, que trazia informações educacionais básicas como escovar os dentes e atravessar a rua, e foi um grande sucesso nos anos 70.

Apesar de muitos acharem que a TV deve ter uma função social, informativa e educacional, para que não se torne um fator alienante, de manipulação da sociedade, a grande realidade é que a ela foi criada como objeto de entretenimento e não como um ambiente de educação formal. Acerca desta problemática o professor Tuca afirma “O remédio contra a manipulação dos meios é a educação”.

No âmbito televisivo quem mais soube explorar a ideia de E-E (Entretenimento – Educação) foi o vice-presidente da Televisa no México, Miguel Sabido, que ao assistir a exibição da novela “Simplesmente Maria” (1969) passou a estudar o conceito e criou técnicas junto com sua irmã e professora, Irene Sabido, para aplicar estes estudos na produção de novelas mexicanas com propósitos educacionais.

A aplicação destas teorias aconteceu entre 1970 e 1974 e foram obtidos benefícios sociais comprovados. As novelas abordaram temas como o planejamento familiar e o fortalecimento do papel feminino na sociedade, o que rendeu ao México uma queda de 34% na taxa de crescimento demográfico, e por consequência, o prêmio de População das Nações Unidas em 1986.

O método Sabido de produção se espalhou pelo mundo. No Brasil,  sofreu algumas adaptações e acabou se transformando no chamado Merchandising Social, onde emissoras já possuem um roteiro da novela definido, e tentam embutir nele algumas mensagens sócio-educativas.  Este método acaba diminuindo as chances de resultados eficazes na sociedade. 

Assim, a culpa da alienação dos indivíduos, segundo o professor Tuca “está sempre sendo transferida, mas não existem motivos para culpar as mídias”. Segundo ele, existem quatro fatores que podem falhar e ocasionar a alienação, e são eles: a escola e a família que são responsáveis pela educação, a falta de conhecimento e de interação com as novas tecnologias, e a falta de visão de futuro.


16 de abril de 2013

III Fórum de Extensão Universitária do Câmpus de Bauru

Da Redação Sicom PET, por Tayane Abib

No dia 7 de maio, a Unesp de Bauru realiza a terceira edição do Fórum de Extensão Universitária. A proposta do evento é reunir as três faculdades do campus, a de Ciências, a de Engenharia e a de Arquitetura, Artes e Comunicação, para ampliar e valorizar as ações de extensão universitária e também para estimular a integração entre alunos e professores. 

O encontro vai discutir sobre os novos rumos da extensão universitária da Unesp, na Conferência de Abertura ministrada pela Pró-Reitora de Extensão Universitária, Mariângela Spotti Fugita, e sobre a metodologia dos projetos de extensão, com  a professora Loriza Lacerda de Almeida, assessora da Pró-Reitora de Extensão. Além das palestras, o evento também contará com a apresentação de projetos de extensão em painéis, nos períodos da manhã e da tarde.

De acordo com o diretor da FAAC, Prof. Dr. Nilson Ghirardello, a programação do Fórum busca não só expor os projetos desenvolvidos pela Unesp, mas refletir sobre o aspecto social da extensão: “o foco é mostrar de que forma a extensão pode se vincular cada vez mais com a comunidade e também de que forma a gente pode ter pesquisa e extensão ao mesmo tempo”, ressalta.

Nos últimos anos, o investimento do governo e das faculdades em extensão têm crescido. Segundo a professora Maria Amélia Máximo de Araújo, Pró-Reitora de Extensão da universidade até o ano passado, a Unesp é a instituição que mais desenvolve projetos de extensão no estado de São Paulo atualmente. Em 2012, por exemplo, a Pró-Reitoria de Extensão da faculdade cadastrou mais de 1.420 projetos, que estão distribuídos pelos campi da universidade.

Em entrevista, a professora Maria Amélia comentou sobre o papel desempenhado pela extensão na formação universitária do estudante e também no desenvolvimento social das comunidades atingidas pelos projetos.


A extensão, juntamente com o ensino e a pesquisa, forma os pilares que sustentam a universidade pública. A Constituição Federal, inclusive, estabelece que esses três elementos não podem ser separados na vida universitária. Essa união busca garantir um equilíbrio entre os três fatores e assegurar a função social da universidade pública.

12 de abril de 2013

Comunica PET especial

Confira a edição especial do Comunica PET sobre o XIII Sudeste PET, encontro regional dos Grupos PET realizado entre os dias 28 e 30 de março de 2013 no campus de Ilha Solteira da Unesp.

9 de abril de 2013

Ação Solidária da Atlética Unesp Bauru

Da Redação Sicom PET, por Caroline Lima

Na última sexta feira (5), a Atlética da Unesp Bauru fez a entrega dos brinquedos arrecadados durante a campanha solidária Texugo da Páscoa. Os universitários passaram o período da manhã na creche do Projeto, localizada no bairro Parque das Nações. Foram feitas atividades de recreação com mais de cem crianças, que enfrentaram muita chuva e muito barro pelo caminho, para participar de um dia diferenciado na instituição de caridade.

As crianças foram divididas em turmas por idades. Dessa forma, as brincadeiras se desenvolveram até às 11 da manhã. Após isso as crianças de 2 a 5 anos comeram e foram para casa, exaustos e ansiosos pela hora do sono. Os maiores participaram da caça ao tesouro que levou aos esperados brinquedos.

A alegria existiu do início até o fim das atividades. Os brinquedos foram um complemento para o dia em que essas crianças dividiram muita felicidade e brilho nos olhos com todos ali.

Segundo a coordenadora do projeto aqui em Bauru, Joice Godoi, a presença de pessoas de fora motiva muito às crianças, já que ali é como se fosse um “oásis” para elas. É o lugar em que a meninada se diverte brincando muito.


8 de abril de 2013

Mídia e educação



Da Redação Sicom PET, por Fernanda Barban

A educação às mídias, que pressupõe a leitura crítica dos meios de comunicação, foi o foco da discussão de terça-feira (02/04) no Grupo de Estudos em Edutretenimento, ou Educomunicação, que teve a participação da professora Roseane Andrelo 


''A mídia ocupa lugar central na cultura jovem, as mensagens midiáticas não são transparentes e, logo, é preciso que o leitor tenha um referencial crítico para tirar proveito dessas mensagens – não só como consumidores, mas também como cidadãos'' , explica a professora Roseane em seu artigo Mídia-educação: da criatividade à livre expressão na escola

Então como tratar pedagogicamente as mídias nas escolas? Abordar os meios de comunicação em sala de aula para a criação de um senso crítico é muito mais do que simplesmente “inocular” nos alunos frases prontas do tipo “propagandas são manipuladoras”, “televisão emburrece”, ou direcioná-los para a “apreciação da alta-cultura”. Atualmente, os professores querem preparar os alunos para usarem, de modo mais consciente e proveitoso, os benefícios que as novas plataformas podem oferecer”, desenvolvendo inclusive uma referência crítica sobre seus próprios gostos.

“A mídia-educação, ou Media Literacy, como é chamada na visão inglesa, é conceituada como as atividades capazes de desenvolver nos cidadãos habilidades específicas para acessar, analisar, produzir informação, ter capacidade de argumentar e saber como influenciar leitores ativos das mídias, a fim de torná-los cidadãos mais participativos, críticos e conscientes.” ensina Roseane.

Alguns conceitos-chave que devem ser discutidos com os alunos são: a linguagem como produção de significado (diferenças de linguagem em jornais, revistas, internet, vídeos), o endereçamento (o público alvo desse produto analisado influenciou na maneira como é colocada a mensagem?), as instituições de mídia (dependendo do veículo ou da empresa o discurso sustenta ideologias?) e a representação (estereótipos, maneiras diferentes de representar o mesmo objeto dependendo do enfoque/ mensagem/ objetivo).

Um exemplo de estratégia pedagógica é a produção de conteúdos criativos utilizando as linguagens do som e da imagem (como a elaboração de um programa radiofônico ou uma fotoestória) trabalhando por meio de oficinas ou análises de músicas, imagens e textos. Um outro exemplo de atividade, desta vez sobre publicidade, pode ser vista neste link, que faz parte do livro didático interativo online Mídia na Educação, desenvolvido pela pesquisa''Media literacy no Ensino Médio: atividades de leitura e escrita com professores e alunos'', realizada na Universidade do Sagrado Coração (USC) de Bauru


“Embora sejam crescentes os programas de mídia-educação no Brasil, acredita-se que ainda há muito caminho pela frente, tanto na produção de livros teóricos, quanto de materiais didáticos, o fornecimento de equipamentos nas escolas e, principalmente, a formação de professores. Um dos problemas é que, entre o lançamento de políticas e a distribuição de recursos pedagógicos e a apropriação que professores e alunos fazem desses recursos, há uma longa distância.” opina a professora.






5 de abril de 2013

PET-RTV no Sudeste PET 2013

Da Redação SICOM PET,

Entre os dias 28 e 30 de março, o campus da UNESP de Ilha Solteira foi palco do XIII Sudeste PET, o maior encontro de Grupos PET da região Sudeste. Em três dias de encontro, cerca de 830 petianos se reuniram para a troca de experiências diante da temática central “Integração e Diversidade: Caminhos para a Educação Tutorial”. E o PET-RTV marcou presença.

O evento

O Sudeste PET faz parte da lista de eventos regionais do PET e é considerado como um fórum de discussões do Programa de Educação Tutorial, sobre o panorama da Educação em todo país e como um momento de encontro e troca de experiências entre os participantes. Depois de dez anos, o evento voltou a ser organizado pelos grupos PET da UNESP.

As três primeiras edições do encontro foram idealizadas por estudantes e professores da Universidade, logo em seguida outros grupos de diferentes Estados e instituições de ensino da região Sudeste passaram a organizar o evento de forma alternada e independente.

Em 2013, dos 45 grupos pertencentes à Universidade, 35 participaram da organização e marcaram presença pela primeira vez em Ilha Solteira. Os três dias de evento contaram ainda com a participação de outros 16 grupos de São Paulo, 67 de Minas Gerais, oito do Rio de Janeiro e cinco do Espirito Santo.

A parte acadêmico-científica do encontro contou com duas palestras na conferência de abertura, oito eixos temáticos por área e cinco grupos de trabalhos e discussão, atividade com os tutores presentes, além de exposição de painéis temáticos e da tradicional Assembleia com toda a comunidade petiana. Também foram organizadas confraternizações entre professores e estudantes para cada dia de evento.

Gustavo Vasconcelos, petiano do PET Engenharia Mecânica da UNESP de Ilha Soleira e membro da Comissão Organizadora do XIII Sudeste PET, destaca que o tema do evento foi pensado para a compreensão das singularidades existentes em cada Grupo PET como possíveis elementos de integração. Embora o Estado sede do próximo encontro ainda não esteja confirmado, ele reforça a ideia de levar a centralidade do tema para as próximas edições. “Essa foi a oportunidade para iniciarmos o planejamento de um evento que reforça a heterogeneidade dos Grupos PET”, destaca o petiano.

Participação do PET-RTV

O Grupo PET-RTV recebeu o convite para participar da organização do evento durante o Encontro Nacional dos Grupos PET (ENAPET) de 2012 realizado em São Luiz (MA). Desde então, os integrantes do projeto participaram de reuniões conjuntas com os demais Grupos da UNESP. Por meio do Sistema de Comunicação, o PET-RTV realizou todo o serviço de assessoramento na área com o envolvimento de todos os seus integrantes bolsistas e colaboradores.

Pré-evento

No pré-evento, a Assessoria de Imprensa projeto fez a divulgação do encontro por meios de seus mecanismos de Comunicação interna e externa, principalmente por meio das redes sociais. A página do Sudeste PET no Facebook ultrapassou a marca de 850 “likes”, número quatro vezes superior à página da edição anterior.

O Núcleo de Produção Radiofônico produziu uma série de boletins informativos com divulgação realizada pela Assessoria de Comunicação do PET-RTV.


O Núcleo de Produção em Design ficou responsável pela identidade visual, produzindo desde a logo do evento até faixas, ecobags, camisetas e canecas. 

  

O Núcleo de Produção em Audiovisual realizou a produção de um vídeo que foi utilizado na conferência de abertura do evento.


Durante o Sudeste PET

Quatro petianos representaram o PET-RTV em Ilha Solteira. Os estudantes fizeram toda a cobertura fotográfica do encontro em tempo real com postagens nas redes sociais do evento e do projeto, além de realizarem a captação de material audiovisual para a elaboração de um vídeo resumo.

No segundo dia de evento, os integrantes do projeto apresentaram o painel “A Experiência de Núcleos Convergentes e Multimidiáticos do PET-RTV”, um relato das atividades desenvolvidas nos quase dois anos do Programa.

O grupo também ficou foi responsável pela coordenação do Eixo Temático “Comunicação” durante o último dia de evento. A atividade contou com a presença de Grupos de variadas áreas e serviu para a troca de experiências e conhecimentos a respeitos dos projetos.

Pós-evento

Para o pós-evento, está previsto o lançamento de uma edição especial do Comunica PET, jornal em formato boletim que será disponibilizado em versões impressas e digitais. O Núcleo de Produção Audiovisual está finalizando um vídeo resumo de tudo o que aconteceu no evento para ser divulgado no e nas redes sociais de divulgação. Além disso, o PET-RTV planeja a execução de atividades conjuntas durante o ano com todos os contatos realizados durante o eixo temático de Comunicação
Canal YouTube do Projeto

A cobertura completa do Sudeste PET 2013 está disponível na página do Facebook do evento

Comunica PET de Abril

O Comunica PET é o boletim do grupo PET e do Departamento de Comunicação Social, produzido pelo SICOM PET, que traz as principais novidades do câmpus e da cidade na área de comunicação e tecnologias digitais, além de te manter informado sobre tudo que acontece no departamento dos cursos de comunicação. 
Na edição de Abril. você aprende um pouco mais sobre a arte do Stop Motion, fica por dentro da discussão sobre a mudança da grade curricular no curso de RP, e conhece o novo programa da TV Unesp, o Pau a Pixel. Tudo isso com matérias de Mariana Caires, Nathalia Rocha, Kelly De Conti e Millena Grigoleti


3 de abril de 2013

A emoção das fotografias arriscadas


Da Redação Sicom PET, por Caroline Lima

A fotografia é mais do que um mero recorte da realidade. As diversas vertentes dessa síntese de arte e técnica podem provar o papel fundamental que a foto tem para informar, vender, anunciar e emocionar as pessoas. 

Entre as referências para quem quer fazer uma boa fotografia são citados: Robert Frank que “recortava” com sua câmera uma visão estrangeira dos Estados Unidos nos anos 60, Cartier-Bresson, o pioneiro da técnica do fotojornalismo e Sebastião Salgado, que com suas fotos em preto e branco, foi capaz de mexer profundamente com as emoções de quem as vê. 



O repertório cultural e a vivência do cotidiano tiveram papel fundamental no sucesso dos grandes nomes da fotografia. Às vezes esses fatores são ainda mais importantes do que o próprio domínio da técnica. 

Recentemente, um grupo de jovens russos vem mostrando que fotografar é muito mais do que um mero clique. Eles refletem o comportamento de uma série de jovens, por meio do modo em que fotografam. Entram em lugares proibidos, como pontes, terraços de prédios altíssimos e construções. Não importa o tamanho do risco, parece que para esses fotógrafos aventureiros a emoção é a alma do negócio, no caso, a fotografia. 


Suas fotos são deslumbrantes. Esse deve ser o motivo principal de se arriscar tão inconsequentemente. Uma queda do topo de uma pirâmide do Egito poderia ser fatal. Dependendo do país, ser pego tirando fotos em local proibido pode resultar em prisão. Mas para esses jovens viajantes todo lugar é lugar e toda hora é a hora - basta ser surpreendentemente arriscado. 

Eles já fizeram fotos em Berlim, Dubai, Egito, Indonésia, sem ter um roteiro muito certo. O único ponto de ligação entre todas essas regiões é a beleza imensurável das paisagens, sejam elas urbanas ou naturais. 

As fotos de tirar o fôlego são compartilhadas em seus blogs  e redes sociais. E elas parecem reunir em uma única imagem todos os sentimentos dos jovens dessa geração. Correr riscos sem pensar nas consequências a troco da emoção do aqui e agora.

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