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Edição especial da Semana da Comunicação 2013

Premiação do Intercom Manaus

Unesp de Bauru ganha prêmios em categorias de produtos no Intercom 2013

Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental

Mais uma parceria inédita na Secom 2013

Parceria entre Secom e interdesigners

Dois eventos terão atividades conjuntas durante a Semana da Comunicação 2013

Projeto Morrinho

Projeto dismistifica a visão da favela como um lugar somente de violência através de ações culturais

Mostrando postagens com marcador mídias sociais. Mostrar todas as postagens
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23 de julho de 2014

A necessidade de reconhecimento: redes sociais e a realidade irreal

Da redação SICOM-PET, Wanessa Medeiros

Meio-dia: ir para a academia. Postado! 15 horas: ir ao shopping. Foto no Instagram. 20 horas: comer pizza com os amigos. Status compartilhado no Facebook. Você já reparou como que a nossa vida e de diferentes pessoas ao nosso redor estão mais acessíveis e romperam os limites entre o que é pessoal e público? O que mais assusta não é o fato dessa exposição exacerbada de nossas vidas pessoais está cada vez mais disseminada , mas o fato de isso ser uma escolha, isso sim assusta.

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(Créditos: Facebook ®)

Essa necessidade de reconhecimento e atenção de desconhecidos se tornou o objetivo de vida de muitas pessoas; se você faz, vive e sente tem que ter uma validação pelo ibope criado nas redes sociais. Pois não vale de nada ser feliz, amar, viajar, dançar se não for compartilhado com os outros. É como se fosse um desencantamento da própria vida, do mundo e de suas coisas. As pessoas estão vivendo um momento de carência afetiva coletiva em que “enquanto o sujeito pensa que está cercado por contatos e possibilidades por se ver tantos rostos disponíveis no canto e tão simples acesso com o mínimo esforço, a busca e a dificuldade para se obter atenção do outro diminuíram o valor dessa aproximação. O resultado é que as projeções e necessidades humanas de afeto (que não diminuíram e nem irão) são cada vez mais atiradas em um real vazio, em que o feedback é alimentado por um circuito neurótico que imagina o afeto, ao invés tê-lo de fato para sentir”, analisa o pscicólogo Rogério Henrique Gonçalves.

 

A grama do vizinho sempre é mais verde

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(Créditos: pensarparalelo.blogspot.com.br)

Será? A realidade exposta nas redes sociais também configura a nossa autoimagem, o que pensamos de nossas próprias realidades. Isso pode ser depressivo e angustiante já que a vida dos outros sempre parece ser melhor que a nossa. Mas será que as pessoas têm uma vida tão perfeita tal como é compartilhada no Facebook ou é apenas uma falsa edição de suas próprias vidas? 




Entenda como se constrói essa “falsa” realidade perfeita:


Ainda segundo o pscicólogo “estudos recentes tem discutido e muitos concordam que o uso prejudicial das redes sociais é diretamente proporcional ao tempo gasto nessa atividade, a auto-imagem das pessoas fica pautada sempre pelo “melhor do outro”, pois também é ponto convergente nas pesquisas que o que se imagina negativo (perceba novamente a atuação imaginária neurótica) fica escondido e agindo às escuras como medidor próprio de seu valor como pessoa, resultado: tanto os que ostentam viagens, namoros e condições como os que não postam mas acompanham atentamente tudo que é postado estão vulneráveis, os primeiros estão apenas escolhendo como querem ser vistos por outrem, e os últimos estão se espelhando em um modelo irreal e disfuncional de felicidade selecionada”.

O intuito deste post não é ditar o que é certo ou errado para se postar nas redes sociais, a liberdade de expressão é um direito e ainda é nosso maior trunfo. Mas o objetivo aqui é mostrar outro ponto de vista sobre o assunto e levantar discussões sobre um comportamento de carência coletiva que tem ganhado cada vez mais forças. Qual sua opinião?




4 de outubro de 2013

A mídia como ferramenta social

Da redação SICOM PET, por Víctor Barboza

No mês de junho de 2013, os meios de comunicação noticiaram os protestos ocorridos em todo o país, inicialmente em razão do aumento nos preços das passagens de ônibus em São Paulo, e que se expandiram para outros ramos da esfera social, tais como corrupção e a falta de investimento na educação no Brasil.

É interessante observar que a mídia falava sobre um acontecimento histórico que ganhou força e mobilizou milhões de pessoas, em grande parte, graças à ela própria. No entanto, tratava-se das interfaces digitais representadas principalmente pelas redes sociais como Facebook e Twitter.

Créditos: Valter Campanato / ABR
As manifestações não serviram apenas para expor a insatisfação da população diante do descaso político com as questões sociais em nosso país, mas também para mostrar o grande alcance e o poder que a mídia, especialmente a digital, tem em influenciar as ações das pessoas hoje em dia, não apenas em assuntos que visam o simples entretenimento, mas também aqueles que tenham valor social e agreguem no exercício da cidadania.

A relação entre as mídias e os movimentos sociais será tema de um Grupo de Discussão na Semana da Comunicação 2013. Para mais informações clique aqui

29 de abril de 2013

Mídias Sociais e a comunicação multimídia

Da Redação Sicom PET, por Wanessa Medeiros

Timeline, curtir, compartilhar, twitar, hashtag, drive, groups...Essas são as novas vozes de comando do cenário comunicacional, as palavras de ordem para a divulgação de informações. A cultura de massa não está mais somente atenta às telinhas, mas também a um espaço cibernético, abstrato e complexo promovido pela internet. A Mídia Social elegeu Barack Obama, está revolucionando o jornalismo, está reinventando as propagandas e ainda é fonte de informação de todo tipo, da saúde à política.

Mas afinal, o que seriam as Mídias Sociais? Uma resposta simples pode ser dada a essa pergunta: é a comunicação de todos para todos; meios de relacionamentos. Vamos explicar melhor. 



Até pouco tempo atrás, a comunicação de massa era de um para todos, ou seja, da TV para o telespectador, do jornal para o leitor, da rádio para o ouvinte e assim por diante. Agora todos podem produzir e receber informação através da maior rede de comunicação do planeta: a Internet. Lógico que algumas ressalvas devem ser feitas: a credibilidade ainda não é equivalente aos meios tradicionais e a apuração de fatos e acontecimentos muitas vezes é insuficiente, mas o espaço promovido pela internet para debates sobre temas da atualidade e organização de movimentos de denúncia ou manifesto é incontestável. 

As pessoas, agora, usam a web como ferramenta de expressão, e passaram a perceber o seu valor e papel na sociedade enquanto consumidoras e produtoras de informação. É nesse âmbito que as mídias sociais servem como um canal de comunicação, uma vez que, por meio de artefatos simples, a divulgação de informação se torna eficaz e cria um sistema funcional de informar e formar opiniões. Dessa forma, a fronteira entre jornalistas e público está ficando cada vez menor, pois qualquer pessoa, independente da formação acadêmica, assume em várias situações o papel de produtor da notícia, transmissor de fatos e analista de conteúdo. 

A relação que era quase unidirecional dos meios para o consumidor, agora com o espaço proporcionado pela internet se torna mais democrática e dinâmica, já que o produtor de informação é também o consumidor. Diante disso, essa coexistência de material produzido pelos “internautas” e jornalistas de fato poderia se complementar, gerando pluralidade de assuntos, alcance do interesse público e aproximação dos fatos relatados à realidade dos cidadãos. 

Porém, nesse âmbito de sedução e apelo audiovisual, até mesmo as notícias mais informativas se tornam um ramo da publicidade, e a eficiência dessa inserção do consumidor no processo construtivo da informação é colocada em segundo plano. No intuito de atingir uma parcela significativa para determinada discussão, os profissionais de comunicação estão cada vez mais utilizando ferramentas de entretenimento, em detrimento de suportes técnicos já padronizados pela mídia tradicional. A utilização das mídias sociais é um exemplo disso, onde os meios mais tradicionais usam o ”interesse do público” para reformular a maneira de fazer informação, muitas vezes perdendo a essência e seriedade necessária para se transmitir um acontecimento, e atribuindo visões e interesses voltados para o entretenimento. Ou seja, a informação virou um objeto a comercializado em troca de audiência.

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