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Parceria entre Secom e interdesigners

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Projeto Morrinho

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18 de abril de 2013

EDUTRETENIMENTO – O casamento perfeito entre entretenimento e educação

Ontem foi realizado mais um grupo de estudos do PET. O convidado desta vez foi o professor Marcos Américo que trouxe para discussão o seu tema de pesquisa

Da Redação SICOM PET, por Camila Nascimento David

Professor Tuca no Grupo de Estudos de Edutretenimento
O que é Edutretenimento? É exatamente a resposta que o professor veio trazer. Edutretenimento é uma área relativamente desprezada na academia, pouquíssimas pessoas pesquisam a respeito, conseqüência de uma visão antiquada a respeito do tema.

O professor Tuca define o Edutretenimento como um gênero, que contém vários formatos diferentes de programas. Mas o objetivo é lançar produtos que tenham como função entreter as pessoas e que ao mesmo tempo transmitem algum conteúdo. É despertar o interesse das pessoas em assistir, ouvir, jogar e etc para aprender.

No Brasil, apesar de existir uma visão distorcida a respeito desse gênero, principalmente no âmbito televisivo, um programa que conseguiu fazer este casamento foi a Vila Sésamo, que trazia informações educacionais básicas como escovar os dentes e atravessar a rua, e foi um grande sucesso nos anos 70.

Apesar de muitos acharem que a TV deve ter uma função social, informativa e educacional, para que não se torne um fator alienante, de manipulação da sociedade, a grande realidade é que a ela foi criada como objeto de entretenimento e não como um ambiente de educação formal. Acerca desta problemática o professor Tuca afirma “O remédio contra a manipulação dos meios é a educação”.

No âmbito televisivo quem mais soube explorar a ideia de E-E (Entretenimento – Educação) foi o vice-presidente da Televisa no México, Miguel Sabido, que ao assistir a exibição da novela “Simplesmente Maria” (1969) passou a estudar o conceito e criou técnicas junto com sua irmã e professora, Irene Sabido, para aplicar estes estudos na produção de novelas mexicanas com propósitos educacionais.

A aplicação destas teorias aconteceu entre 1970 e 1974 e foram obtidos benefícios sociais comprovados. As novelas abordaram temas como o planejamento familiar e o fortalecimento do papel feminino na sociedade, o que rendeu ao México uma queda de 34% na taxa de crescimento demográfico, e por consequência, o prêmio de População das Nações Unidas em 1986.

O método Sabido de produção se espalhou pelo mundo. No Brasil,  sofreu algumas adaptações e acabou se transformando no chamado Merchandising Social, onde emissoras já possuem um roteiro da novela definido, e tentam embutir nele algumas mensagens sócio-educativas.  Este método acaba diminuindo as chances de resultados eficazes na sociedade. 

Assim, a culpa da alienação dos indivíduos, segundo o professor Tuca “está sempre sendo transferida, mas não existem motivos para culpar as mídias”. Segundo ele, existem quatro fatores que podem falhar e ocasionar a alienação, e são eles: a escola e a família que são responsáveis pela educação, a falta de conhecimento e de interação com as novas tecnologias, e a falta de visão de futuro.


8 de abril de 2013

Mídia e educação



Da Redação Sicom PET, por Fernanda Barban

A educação às mídias, que pressupõe a leitura crítica dos meios de comunicação, foi o foco da discussão de terça-feira (02/04) no Grupo de Estudos em Edutretenimento, ou Educomunicação, que teve a participação da professora Roseane Andrelo 


''A mídia ocupa lugar central na cultura jovem, as mensagens midiáticas não são transparentes e, logo, é preciso que o leitor tenha um referencial crítico para tirar proveito dessas mensagens – não só como consumidores, mas também como cidadãos'' , explica a professora Roseane em seu artigo Mídia-educação: da criatividade à livre expressão na escola

Então como tratar pedagogicamente as mídias nas escolas? Abordar os meios de comunicação em sala de aula para a criação de um senso crítico é muito mais do que simplesmente “inocular” nos alunos frases prontas do tipo “propagandas são manipuladoras”, “televisão emburrece”, ou direcioná-los para a “apreciação da alta-cultura”. Atualmente, os professores querem preparar os alunos para usarem, de modo mais consciente e proveitoso, os benefícios que as novas plataformas podem oferecer”, desenvolvendo inclusive uma referência crítica sobre seus próprios gostos.

“A mídia-educação, ou Media Literacy, como é chamada na visão inglesa, é conceituada como as atividades capazes de desenvolver nos cidadãos habilidades específicas para acessar, analisar, produzir informação, ter capacidade de argumentar e saber como influenciar leitores ativos das mídias, a fim de torná-los cidadãos mais participativos, críticos e conscientes.” ensina Roseane.

Alguns conceitos-chave que devem ser discutidos com os alunos são: a linguagem como produção de significado (diferenças de linguagem em jornais, revistas, internet, vídeos), o endereçamento (o público alvo desse produto analisado influenciou na maneira como é colocada a mensagem?), as instituições de mídia (dependendo do veículo ou da empresa o discurso sustenta ideologias?) e a representação (estereótipos, maneiras diferentes de representar o mesmo objeto dependendo do enfoque/ mensagem/ objetivo).

Um exemplo de estratégia pedagógica é a produção de conteúdos criativos utilizando as linguagens do som e da imagem (como a elaboração de um programa radiofônico ou uma fotoestória) trabalhando por meio de oficinas ou análises de músicas, imagens e textos. Um outro exemplo de atividade, desta vez sobre publicidade, pode ser vista neste link, que faz parte do livro didático interativo online Mídia na Educação, desenvolvido pela pesquisa''Media literacy no Ensino Médio: atividades de leitura e escrita com professores e alunos'', realizada na Universidade do Sagrado Coração (USC) de Bauru


“Embora sejam crescentes os programas de mídia-educação no Brasil, acredita-se que ainda há muito caminho pela frente, tanto na produção de livros teóricos, quanto de materiais didáticos, o fornecimento de equipamentos nas escolas e, principalmente, a formação de professores. Um dos problemas é que, entre o lançamento de políticas e a distribuição de recursos pedagógicos e a apropriação que professores e alunos fazem desses recursos, há uma longa distância.” opina a professora.






14 de março de 2013

PET cria Grupo de Estudos em Edutretenimento

Da Redação Sicom PET, por Marjory Kumabe

A formação de um grupo interdisciplinar requer um esforço em dobro, para que a interação não ocorra de forma superficial. É muito fácil delegar funções específicas aos respectivos especialistas, difícil é criar um diálogo entre as frentes. Quando isso é alcançado, vemos uma produção criativa, inovadora e um compartilhamento de informações que transcende as oportunidades que a universidade, hoje, nos oferece.

Partindo desse princípio, o grupo PET RTV da FAAC, formado por alunos de Relações Públicas, Radialismo, Jornalismo e Design, se organiza planejando suas atividades pensando em como criar esse coletivo harmonioso. Seus projetos contemplam os três pilares: Ensino, Pesquisa e Extensão. E, para o ano de 2013, o grupo propõe um novo formato para as pesquisas realizadas.

Até então, os petianos precisavam cumprir a demanda de pesquisa anual de acordo com seu interesse temático. A opinião e a subjetividade dos bolsistas ainda são levadas em consideração, mas agora, todos compartilharão de um mesmo foco, construindo um espaço permanente para realização de estudos interdisciplinares de interesse comum.

Assim, foi criado um Grupo de Estudos PET e o tema escolhido para esse ano foi o Edutretenimento. O objetivo é promover a interação do grupo em um único projeto comum que transpassa todos os núcleos do PET, além de financiar o desenvolvimento intelectual em áreas não abordadas em aulas ou no currículo dos cursos participantes. Cada bolsista tem a liberdade de se aprofundar em subtemas ligados à sua área de atuação para contribuir com o conjunto de atividades do Grupo.

Agora, de que forma tudo isso afeta a comunidade acadêmica que não atua diretamente nas atividades do grupo? Bem, no fim de cada semestre, os bolsistas apresentarão na forma de seminários, artigos, pôsteres, mesas-redondas, oficinas, etc. o que estão aprendendo com os estudos, transmitindo assim o conhecimento adquirido. Então, qualquer pessoa que tem afinidade com a temática poderá acessar o conteúdo. O assunto te interessa? Fique atento à programação do PET aqui pelo site ou nas redes sociais Facebook e Twitter




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