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1 de junho de 2012

Doc. de animação: a subjetividade para mostrar o real

Por Renan Simão em
matéria originalmente publicada no blog e-Colab

Antes de começar esse texto, copio uma frase do jornalista e documentarista Bruno Natal sobre documentários:

“… porque documentário não um gênero, é uma linguagem.”


Posto isso, vamos ao texto.


Na última terça-feira, durante a Semana de Rádio e Tv da Unesp, foi realizada a palestra: “A expansão do cinema documentário: novas relações entre documentário e ficção” ministrada por Jenifer Serra, na sala 1 da FAAC. Não se atendo ao título genérico da palestra, Jenifer, formada em Produção Cultural e mestranda do programa Multimeios da Unicamp, aprofundou-se por um gênero de documentário: o de animação.

Formato caro ao cinema documental contemporâneo, o documentário de animação se tornou famoso em dois filmes: Valsa com Bashir (2008), Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro e Ryan (2004), vencedor do Oscar de animação. Tais produções têm em comum o fato utilizarem a animação para contar uma história real. Sim, a realidade pode ser representada de forma subjetiva e mostrar aspectos que o documentário objetivo não pode atingir. Esse foi o ponto da palestra.

Definições, Magritte e Ryan
Para delimitar seu campo de atuação Jenifer diz que o documentário é o cinema “que busca interrogar o real, o mundo histórico”. Também fala que a animação aparece “tradicionalmente como imaginativa, irreal”, mas utiliza recursos do cinema clássico para contar uma história. Por fim, define o documentário de animação: “linguagem que usa a representação subjetiva [persongens animados, bonecos, etc.] para mostrar temas, aspectos, histórias e sentimentos objetivos”.

René Magritte, pintor surrealista que confundiu os limites entre realidade e ficção, mostrava que tudo é representação: realidade e subjetividade caminham juntas. Um quadro, um texto ou um documentário são representações da realidade, sendo assim, impedidas de mostrar o real como um todo. Se não podemos mostrar a realidade como seu todo num documentário clássico, porque não lançar mão de recursos subjetivos da animação para representar aspectos objetivos que são impossíveis de se ver num filme convencional? Esse é o alvo do documentário de animação.

Como exemplo da discussão, Jenifer exibiu o curta-documentário de animação Ryan, com direção de Chris Landreth, de 2004. O filme faz uso de esquetes, pintura e animação 3D para contar a história real de Ryan Larkin. Larkin, um talentoso animador canadense que nos anos 80 criou peças de animação inovadoras de grande influência na produção de filmes de seu país sofreu com o fracasso profissional e 30 anos depois era facilmente encontrado morando nas ruas de Montreal devido ao vício em álcool e cocaína. Por meio de entrevistas e depoimentos verídicos, a animação conta a trajetória de Ryan, dialogando com seus amores, amigos, crises de criatividade, vícios e pobreza.

Mas o detalhe mais impressionante do curta é a representação dos personagens. Desfigurações do rosto mostram a degradação moral, demonstrações de raiva são tentáculos vermelhos que saem do cérebro e contornos roxos sobre o rosto lembram o amor dos entrevistados animados. “A imagem vista na tela é fruto das impressões coletadas nas entrevistas. Os detalhes dos corpos e expressões são subjetivos sim, mas tem profunda ligação objetiva com a história real”, observa Jenifer. Ela ainda conta que essa aproximação de realidade fantástica é chamada por pesquisadores de psicorrealismo.

Com convicção, a mestranda afirma que o documentário de animação deve ter uma leitura documentalizante, não se atendo à imaginação somente, e que “animação pode ser subjetiva mas tem compromisso sobre o real".

Agora, lembrando da frase do Bruno Natal lá de cima, realmente o documentário pode transitar por vários gêneros devido à sua linguagem abrangente e não se prender ao seu rótulo limitador de objetivo.

Veja na íntegra o curta-metragem Ryan:


16 de abril de 2012

Doc: "Quem se importa"




Exibição do filme "Quem se Importa" + debate com a diretora Mara Mourão na próxima quinta-feira, dia 19/04, 19h, no Senac.

"Quem se Importa", novo documentário de Mara Mourão aborda o universo dos empreendedores sociais. A produção percorre sete países pelo mundo e traz ao público um pouco do trabalho, das histórias de vida e das soluções inovadoras que empreendedores socias encontraram para problemas como evasão escolar, bullying, pobreza extrema, falta de noções básicas de saúde e outros.

Mara Mourão é uma diretora e roteirista brasileira. Foi diretora de mais de 200 comerciais, vários curtas e quatro longa metragens. Seus trabalhos são famosos por ter um impacto social. O filme "Doutores da Alegria" recebeu o selo da UNESCO por ser considerado um filme que Promove uma Cultura de Paz. Em breve, seu mais novo filme estará nas telas, o documentário "Quem se Importa", lançado em abril de 2012.

Informações do Senac.

3 de abril de 2012

Documentário debate efeitos da revolução tecnológica


Com duração de 15 minutos, “5 anos mudaram tudo” traz entrevistas com profissionais que
aproveitam as possibilidades criadas pelas novas tecnologias

Da Redação SICOM PET,
por Kelly De Conti.


A velocidade das mudanças tecnológicas é avassaladora. A cada dia, novos produtos são
criados e surgem maneiras diferentes de interagir com os produtores de informação. O
documentário “5 anos mudaram tudo”, ´produzido pela HOTWords, mostra essa capacidade
de evolução tecnológica que marca o século XXI.

Com cerca de 15 minutos de duração, o filme dirigido por Marina Bastos começa com trechos
de depoimentos do atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante a última
corrida eleitoral. Neles, Obama aponta a importância de se ter “liberdade irrestrita da troca
de informação”, sobretudo por meio de uma internet livre, ao contrário do que previam os
recém-criados projetos de lei SOPA e PIPA, que tramitaram no Congresso americano.

O documentário traz entrevistas com representantes de grandes empresas, como Romero
Rodrigues, co-fundador do site Buscapé, e Alex Banks, diretor geral da ComScore Brasil.
Em pauta, temas como as mudanças causadas pela internet e pelos novos dispositivos
tecnológicos, como iPads, smarthphones e outros. As redes sociais e a sua importância para a
interação entre produtores e consumidores de produtos e informações também foram foco do
trabalho idealizado por André Lefcadito e Gustavo Morale.

A íntegra do documentário está na área de vídeos do nosso blog.

20 de março de 2012

Hoje documentário "Palhaço.doc" no Sesc Bauru




Hoje, terça-feira (20/03), às 19h30 no Auditório do Sesc Bauru será apresentado o documentário "Palhaço.doc", trabalho que mostra os bastidores do filme "O Palhaço". Dirigido e protagonizado por Selton Mello, o filme foi um dos destaques do cinema nacional em 2012.
É a chance para os estudantes e pesquisadores na área de audiovisual de conhecerem mais sobre o processo de criação e produção da filme e seus realizadores. Após a exibição do documentário o diretor Marcelo Pontes estará presente para um bate-papo sobre a construção do filme "O Palhaço".




SERVIÇO: Sesc Bauru - Av. Aureliano Cardia, 6-71. Telefone: (14) 3235-1750
Mais informações na página do Sesc Bauru.

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