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19 de fevereiro de 2012

O futuro da TV: a caminho da reinvenção?

A discussão sobre o destino da velha mídia continua, especialmente com a chegada das Smart TVs e seus muitos recursos

Por Stephanie Kohn do Olhar Digital

Uma discussão que nunca sai de pauta é se a internet vai acabar com a televisão. Apesar de muito ter sido dito sobre o assunto, há ainda alguns pontos a serem abordados, especialmente com a chegada das Smart TVs, que apostam na integração com a internet, diversos aplicativos e outros recursos atraentes como reconhecimento de voz e gestos.

Em uma rápida pesquisa nas redes sociais do Olhar Digital, descobrimos que muita gente trocou a TV pela internet e os motivos são sempre os mesmos: falta de conteúdo interessante na programação das emissoras, principalmente na TV aberta, e abundância de conteúdo gratuito na internet. Fora isso, a possibilidade de escolher o que você quer assistir e a rapidez com que se acha qualquer coisa na web também chamam atenção dos internautas. Há ainda aquelas pessoas que precisam da interação que a internet oferece.

Mas, apesar de parecer que a batalha entre as mídias está perdida, ainda há muita esperança para a TV. A velha mídia está se reinventando por meio de um novo modelo, que chegou para tentar recuperar o espaço perdido. As chamadas Smart TVs - tão faladas aqui no Olhar Digital - apostam na união das qualidades de ambas as mídias. E parece que têm gerado resultado. 

Ao questionarmos nossos leitores sobre as televisões inteligentes a resposta foi, praticamente, unânime: somente a TV com internet poderia solucionar os problemas que geraram o abandono das telonas. Mesmo que os aparelhos ainda tenham preços mais salgados.

"As Smart TVs são um complemento necessário para se manter a tradição do 'ver tv', pois elas têm uma programação sob demanda e permitem compartilhar e interagir, tudo isso com uma ótima qualidade de imagem", comenta o leitor Reinaldo Del Fiaco, piloto privado e produtor de TV. Além disso, segundo o estudante de engenharia de produção, Fábio Gomes, o conceito da televisão inteligente é ótimo, principalmente pelos recursos extras como aplicativos, o conforto de acessar a internet do sofá e, ainda por cima, com uma tela bem grande.

A Samsung também compartilha da mesma opinião dos internautas: o futuro da TV é a Smart TV.
Por isso que a companhia está bastante otimista com o mercado de televisões conectadas para 2012. "No ano passado foram vendidos cerca de 2 milhões de aparelhos conectados em um mercado composto de 12 milhões de unidades de televisores. A parcela de Smart TVs vai ganhar cada vez mais destaque. Este mercado deve dobrar, chegando a 4 milhões de unidades em 2012", afirmou Rafael Cintra, gerente sênior de TVs e AV da Samsung. Além disso, o executivo acredita que, daqui dois ou três anos, as Smart TVs ultrapassarão as televisões convencionais em quantidade de unidades vendidas.

TV na nuvem
Daqui dois a três anos o mundo terá mais de 20 bilhões de dispositivos móveis, entre tablets, notebooks e smartphones, capazes de receber imagens de TV, segundo Ethevaldo Siqueira, especialista em tecnologia. No entanto, este cenário traz dois grandes desafios para as empresas, operadoras, indústria e governos: disponibilidade de banda larga para atender, principalmente, à demanda gigantesca de conteúdo de vídeo e o armazenamento do conteúdo. Ou seja, este armazenamento terá que ser, preferencialmente, na nuvem.

Este cenário de televisões na nuvem foi definido pelo diretor de engenharia da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), Emerson Weirich, como "hybridcast", uma padrão avançado de radiodifusão na era da banda larga. De acordo com ele, a adoção da nuvem dará a possibilidade de combinar a transmissão tradicional com a programação armazenada na nuvem, acessada por meio das Smart TVs. O telespectador poderá ver programas ao vivo ao mesmo tempo que revê um seriado ou novela que já foi transmitido. "A TV está se movendo para a nuvem e isto é inevitável, assim como a integração com a internet", conclui.

Na mesma linha, a Samsung apresentou durante a CES 2012, feira de tecnologia realizada em Las Vegas (Estados Unidos), o seu serviço em nuvem disponível nas novas Smart TVs da marca. O AllShare Play permite aos consumidores arrastar conteúdos manualmente para a nuvem ou diretamente para sua Smart TV e dispositivos móveis. O recurso contará com uma quantidade limitada de armazenamento gratuito.

A TV na internet
A internet dentro da TV é o futuro, mas a televisão dentro da internet é realidade há alguns anos. A TV UOL, por exemplo, foi criada em maio de 1997, um ano depois do início das operações do portal, e hoje já executa mais de 60 milhões de vídeos por mês.

Para Rodrigo Flores, diretor de conteúdo do UOL, esta união deu certo porque as pessoas se acostumaram com o mundo sob demanda que a internet proporcionou e a TV ainda não estava totalmente pronta pra isso. 

"O broadcast, aquela programação que é transmitida ao telespectador sem que ele tenha opção, ainda é dominante. Na internet é possível ver o que quiser, na hora que quiser. Além disso, a qualidade das conexões à internet deixou de ser um problema para a maioria dos internautas", comenta.

Mas, Rodrigo faz algumas ressalvas: ainda há muitos vídeos de má qualidade na rede e existe o complicador da ergonomia do dispositivo utilizado para acessar os vídeos via web. A maioria ainda acessa via computador, ou seja, não é o lugar mais confortável para assistir a vídeos longos.

Porém, estes empecilhos tendem a desaparecer no futuro, segundo o diretor. Para ele, a tendência é a convergência, em que a TV produzida na internet será vista no aparelho de televisão e as emissoras vão produzir mais conteúdo exclusivo para a web.

16 de fevereiro de 2012

Briga na TV paga é coisa de "cachorro grande"

via adNews

A TV paga estava morna, afastada do noticiário não fosse uma ou outra informação sobre briga de audiência ou crescimento de mercado. Até que a chegada do Fox Sports chacoalhou este cenário de uma maneira tão forte que acordou todos os "cachorros grandes" que nele moram.

O polêmico José Trajano, ex-chefe do jornalismo da ESPN, entrou na discussão que persiste porque Net e Sky ainda não se decidiram sobre abrigar ou não canal de esportes. Está em jogo uma parcela significativa de audiência: cerca de 10 milhões de pessoas, 70% dos assinantes do setor, que ainda não conhecem a cara da Fox Sports no país.

Trajano criticou o sentimentalismo em torno da situação da Fox, e fez questão de esclarecer que não há pequenos na disputa. “Dá a sensação que esse negócio de ligue para a sua operadora, faça seu pedido… Pelo amor de Deus. A ESPN é da Disney, a SporTV é da Globo, o Fox é do Murdoch. É briga de cachorro grande, não é café pequeno”, disse, na edição desta quarta-feira do “Pontapé Inicial”, da ESPN Brasil. “Espero que todo mundo tenha oportunidade de ter concorrência, só não podemos nos levar por essa espécie de sentimentalismo. O Fox é do Murdoch, gente, um dos caras mais ricos do mundo”, completou.

As discussões em torno do imbróglio estavam mais brandas e se intensificaram após a estreia dos times brasileiros na Libertadores da América, na semana passada. A expectativa de que os milhões de pessoas ficariam sem ver os jogos na TV paga não agradou a ninguém, muito menos aos torcedores e clientes de Net e Sky, que se sentem prejudicados com a briga de bastidores.

O reflexo da insatisfação já é sentido até no comércio. Donos de bares da capital paulistana têm sido cobrados por frequentadores habituais interessados em assistir aos jogos do torneio, conforme informa o UOL Esporte. A Globo é detentora dos direitos do evento para a TV aberta, mas só passa o chamado “filé-mignon” da competição, o que acaba por deixar o torcedor desfalcado de opções.

"Temos o pacote da Net. Tenho dez aparelhos de TV e um telão aqui, pago por ponto e gasto quase R$ 1 mil por mês. A gente está brigando com eles, eu pago tudo direitinho, e na hora que estou mais precisando não vou ter. A gente vive disso, recebemos todas as torcidas. Ando escutando: 'meu, dá um jeito nisso'. Graças a Deus o Corinthians vai passar na Globo", diz Sidney Elias, sócio-gerente do bar “Artilheiros”, em São Paulo, em entrevista a Bruno Freitas e Vitor Pajaro.

A Fox Sports estreou oficialmente em 5 de fevereiro, mas só conseguiu acordo com operadoras de pouca expressão, representantes de cerca de 10% do mercado, 1,3 milhão de assinantes. Transmitem o sinal da Fox Sports a CTBC, Nossa TV, Telefônica TV Digital TVA e a Oi TV.

23 de janeiro de 2012

Mercado de TV a cabo cresce 30,45% em 2011

A Anatel anunciou na última sexta-feira (20/01) que o mercado de TVs por assinatura está bombando: o setor fechou 2011 com um crescimento de 30,45%, se comparado a 2010.

Hoje, mais de 12,7 milhões de casas possuem TV por assinatura. Para se ter uma ideia, somente em dezembro de 2011, 301,7 mil novos assinantes passaram a ter TV a cabo em sua casa, 2,43% a mais que em novembro do mesmo ano. É um número grande e, se multiplicado pela média de 3,3 pessoas por domicílio, mostra que a TV a cabo atinge muito mais pessoas: cerca de 42 milhões. Mesmo assim, ela só chega a 21,2 casas a cada 100.

E, como já era de se esperar, a região Sudeste do país lidera nesse segmento. Mesmo apresentando ótimos crescimentos em outra áreas, a região tem TV a cabo em 30,9% das casas.

Distrito Federal e estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas, Rio Grande do Sul e Santa Catarina registraram números maiores que a média do Brasil.

11 de janeiro de 2012

Mercado de TV paga chegou a 12,4 milhões de assinantes em novembro

De acordo com os dados referentes ao último mês de novembro, o serviço de TV a cabo atingiu 12,4 milhões de domicílios, diz a Anatel. O crescimento no penúltimo mês do ano passado, de 275.597 assinantes, representa evolução de 2,27% em relação ao mês anterior e 30,54% em relação a novembro de 2010.

O DTH continua sendo a tecnologia que mais cresce e, consequentemente, abocanhou boa parte dos novos acessos de novembro: 229.374, contra 51.964 da tecnologia via cabo. Já o MMDS perdeu 5.741 assinantes. Percentualmente, o DTH ficou com 83,2% dos novos acessos e o cabo com 18,8%. 

Em dezembro de 2010, os serviços DTH representavam 45,8% do mercado nacional e os serviços prestados via TV a cabo perfaziam 51,0% do setor, conforme divulgado naquele mês. Ao fim novembro de 2011, a participação do DTH atingiu 54,1% da base e o serviço a cabo passou a responder por 43,9% dos assinantes, tendo assim o serviço DTH obtido 1,2 milhão de assinantes a mais do que o serviço prestado por cabo.

O Estado do Piauí, embora tenha registrado a maior variação entre o número de domicílios atendidos nos últimos 12 meses, com crescimento de 78,39% da base, ainda é a unidade da federação com menor penetração do serviço em novembro de 2011, com 5,1 de cada 100 domicílios.

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