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29 de abril de 2013

Mídias Sociais e a comunicação multimídia

Da Redação Sicom PET, por Wanessa Medeiros

Timeline, curtir, compartilhar, twitar, hashtag, drive, groups...Essas são as novas vozes de comando do cenário comunicacional, as palavras de ordem para a divulgação de informações. A cultura de massa não está mais somente atenta às telinhas, mas também a um espaço cibernético, abstrato e complexo promovido pela internet. A Mídia Social elegeu Barack Obama, está revolucionando o jornalismo, está reinventando as propagandas e ainda é fonte de informação de todo tipo, da saúde à política.

Mas afinal, o que seriam as Mídias Sociais? Uma resposta simples pode ser dada a essa pergunta: é a comunicação de todos para todos; meios de relacionamentos. Vamos explicar melhor. 



Até pouco tempo atrás, a comunicação de massa era de um para todos, ou seja, da TV para o telespectador, do jornal para o leitor, da rádio para o ouvinte e assim por diante. Agora todos podem produzir e receber informação através da maior rede de comunicação do planeta: a Internet. Lógico que algumas ressalvas devem ser feitas: a credibilidade ainda não é equivalente aos meios tradicionais e a apuração de fatos e acontecimentos muitas vezes é insuficiente, mas o espaço promovido pela internet para debates sobre temas da atualidade e organização de movimentos de denúncia ou manifesto é incontestável. 

As pessoas, agora, usam a web como ferramenta de expressão, e passaram a perceber o seu valor e papel na sociedade enquanto consumidoras e produtoras de informação. É nesse âmbito que as mídias sociais servem como um canal de comunicação, uma vez que, por meio de artefatos simples, a divulgação de informação se torna eficaz e cria um sistema funcional de informar e formar opiniões. Dessa forma, a fronteira entre jornalistas e público está ficando cada vez menor, pois qualquer pessoa, independente da formação acadêmica, assume em várias situações o papel de produtor da notícia, transmissor de fatos e analista de conteúdo. 

A relação que era quase unidirecional dos meios para o consumidor, agora com o espaço proporcionado pela internet se torna mais democrática e dinâmica, já que o produtor de informação é também o consumidor. Diante disso, essa coexistência de material produzido pelos “internautas” e jornalistas de fato poderia se complementar, gerando pluralidade de assuntos, alcance do interesse público e aproximação dos fatos relatados à realidade dos cidadãos. 

Porém, nesse âmbito de sedução e apelo audiovisual, até mesmo as notícias mais informativas se tornam um ramo da publicidade, e a eficiência dessa inserção do consumidor no processo construtivo da informação é colocada em segundo plano. No intuito de atingir uma parcela significativa para determinada discussão, os profissionais de comunicação estão cada vez mais utilizando ferramentas de entretenimento, em detrimento de suportes técnicos já padronizados pela mídia tradicional. A utilização das mídias sociais é um exemplo disso, onde os meios mais tradicionais usam o ”interesse do público” para reformular a maneira de fazer informação, muitas vezes perdendo a essência e seriedade necessária para se transmitir um acontecimento, e atribuindo visões e interesses voltados para o entretenimento. Ou seja, a informação virou um objeto a comercializado em troca de audiência.

8 de abril de 2013

Mídia e educação



Da Redação Sicom PET, por Fernanda Barban

A educação às mídias, que pressupõe a leitura crítica dos meios de comunicação, foi o foco da discussão de terça-feira (02/04) no Grupo de Estudos em Edutretenimento, ou Educomunicação, que teve a participação da professora Roseane Andrelo 


''A mídia ocupa lugar central na cultura jovem, as mensagens midiáticas não são transparentes e, logo, é preciso que o leitor tenha um referencial crítico para tirar proveito dessas mensagens – não só como consumidores, mas também como cidadãos'' , explica a professora Roseane em seu artigo Mídia-educação: da criatividade à livre expressão na escola

Então como tratar pedagogicamente as mídias nas escolas? Abordar os meios de comunicação em sala de aula para a criação de um senso crítico é muito mais do que simplesmente “inocular” nos alunos frases prontas do tipo “propagandas são manipuladoras”, “televisão emburrece”, ou direcioná-los para a “apreciação da alta-cultura”. Atualmente, os professores querem preparar os alunos para usarem, de modo mais consciente e proveitoso, os benefícios que as novas plataformas podem oferecer”, desenvolvendo inclusive uma referência crítica sobre seus próprios gostos.

“A mídia-educação, ou Media Literacy, como é chamada na visão inglesa, é conceituada como as atividades capazes de desenvolver nos cidadãos habilidades específicas para acessar, analisar, produzir informação, ter capacidade de argumentar e saber como influenciar leitores ativos das mídias, a fim de torná-los cidadãos mais participativos, críticos e conscientes.” ensina Roseane.

Alguns conceitos-chave que devem ser discutidos com os alunos são: a linguagem como produção de significado (diferenças de linguagem em jornais, revistas, internet, vídeos), o endereçamento (o público alvo desse produto analisado influenciou na maneira como é colocada a mensagem?), as instituições de mídia (dependendo do veículo ou da empresa o discurso sustenta ideologias?) e a representação (estereótipos, maneiras diferentes de representar o mesmo objeto dependendo do enfoque/ mensagem/ objetivo).

Um exemplo de estratégia pedagógica é a produção de conteúdos criativos utilizando as linguagens do som e da imagem (como a elaboração de um programa radiofônico ou uma fotoestória) trabalhando por meio de oficinas ou análises de músicas, imagens e textos. Um outro exemplo de atividade, desta vez sobre publicidade, pode ser vista neste link, que faz parte do livro didático interativo online Mídia na Educação, desenvolvido pela pesquisa''Media literacy no Ensino Médio: atividades de leitura e escrita com professores e alunos'', realizada na Universidade do Sagrado Coração (USC) de Bauru


“Embora sejam crescentes os programas de mídia-educação no Brasil, acredita-se que ainda há muito caminho pela frente, tanto na produção de livros teóricos, quanto de materiais didáticos, o fornecimento de equipamentos nas escolas e, principalmente, a formação de professores. Um dos problemas é que, entre o lançamento de políticas e a distribuição de recursos pedagógicos e a apropriação que professores e alunos fazem desses recursos, há uma longa distância.” opina a professora.






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