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Nova edição do Comunica PET!

Edição especial da Semana da Comunicação 2013

Premiação do Intercom Manaus

Unesp de Bauru ganha prêmios em categorias de produtos no Intercom 2013

Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental

Mais uma parceria inédita na Secom 2013

Parceria entre Secom e interdesigners

Dois eventos terão atividades conjuntas durante a Semana da Comunicação 2013

Projeto Morrinho

Projeto dismistifica a visão da favela como um lugar somente de violência através de ações culturais

Mostrando postagens com marcador Faac. Mostrar todas as postagens
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26 de setembro de 2013

Intercom de Manaus premia produtos da Unesp de Bauru

A petiana Mariana Belo faz parte da equipe vencedora e conta como foi produzir o programa infantil que mistura educação com entretenimento

Da redação SICOM PET, por Mariana Caires

Com o tema central “Comunicação em tempos de redes sociais: afetos, emoções, subjetividades”, no mês de aconteceu o maior Congresso da América Latina na área de Comunicação, a etapa nacional do INTERCOM.

Universidade sede da etapa da região sudeste em julho, a Unesp de Bauru foi em peso a Manaus para participar do Congresso do Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação) e para concorrer às premiações do XX Prêmio Expocom (Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação).Em cinco dias de evento, houve espaço para grupos de pesquisa e discussão, Colóquios, Seminários, Exposições de Produtos, Fóruns e atividades culturais.  (Confira aqui a programação completa)

Assim como acontece todo ano, a última noite do Intercom foi reservada às premiações e contou com muita festa. Para a alegria da comunidade da FAAC, os produtos unespianos foram os melhores em três categorias:

-Ficção Seriada – Telenovela, Séries Televisivas e afins , com o produto PERCEPÇÃO, apresentado por Ana Heloiza Pessotto;

- Projeto de assessoria de comunicação empresarial , com o projeto Ltia - Laboratório de Tecnologia da Informação Aplicada, apresentado por Giovanna Preti Salomoni;

- Programa laboratorial de TV , com o Programa Giramundo, apresentado por Mariana Barone Belo



Confira a lista completa dos vencedores do Expocom 2013

Uma das vencedoras do Expocom 2013 é a petiana Mariana Belo, que está no quarto ano de rádio e TV e participou da produção do Programa Giramundo desde o primeiro brainstorm. “O Giramundo começou como trabalho de uma disciplina no terceiro ano da faculdade, eu já tinha vontade de produzir para o publico infantil, e achei na internet uma pesquisa que mostrava que a maioria das crianças gostariam de saber sobre a vida de crianças de outros países. Então levei a ideia para a equipe e começamos a pensar juntos no programa”. Desde a ideia inicial, o programa passou por etapas de pré produção, produção e pós produção. Com o bom resultado obtido no estúdio da faculdade, a ideia foi levada para a TV Unesp e entrou na grade da emissora em 2012.



O Giramundo é um programa completamente destinado ao público infantil que mistura educação com entretenimento ao mostrar diferentes culturas em cada edição. Na etapa regional, o programa concorreu com outro do gênero infantil, mas na fase nacional da competição, os concorrentes eram todos jornalísticos. Para Mariana, o Giramundo foi o preferido dos jurados por ter um diferencial teórico, “acho que o grande diferencial do Giramundo foi ter sido pensado para a criança brasileira, pois a maioria dos produtos destinados a esse público, consumidos no Brasil, são de desenhos animados e importados. Isso faz com que o público-alvo seja pensado de forma genérica, não pensando no contexto cultural em que a criança vive”.

Ficou com vontade de assistir? Veja o episódio sobre o Brasil 


A primeira temporada do Giramundo teve oito episódios de 24 minutos, cada um com diferentes quadros que envolvem diversos aspectos de um país e seu povo, além de prender a atenção da criança. O programa é integralmente produzido no formato de TV digital e desde a paleta de cores até a escolha dos países retratados passaram por uma fase de análise teórica.

Mariana voltou de Manaus realizada com a conquista, “pra mim e pra toda equipe do Giramundo, ter esse prêmio é um reconhecimento muito grande do nosso trabalho, pois estávamos ainda no terceiro ano da faculdade, tivemos muito trabalho e com isso veio o resultado.”Além de Mariana, mais dez estudantes foram premiados com o projeto: Beatriz Alves Gonçalves, Bruna Gomes do Nascimento, Caio Guilherme Figueiredo, Caroline Rye Yamasaki, Cláudio Bierbaumer Avancini, Chélide Fernanda Teixeira, Ligia Carla Motta de Souza, Maria Luiza Furatori Leopassi (que também já participou do PET RTV), Tâmily Mitsueda e Shelsea Hüsch, orientados pela professora Ana Sílvia Lopes Davi Médola.

E será que o nosso PET teve influência nessa conquista? Segundo Mariana, "O PET teve influência sim, pois apesar de o Expocom ser uma competição de produtos, existe a parte teórica. Na parte da pesquisa o PET foi muito importante, pois já tinha escrito vários artigos e participado de muitos eventos acadêmicos”

Quer participar do próximo Intercom? A etapa da região sudeste de 2014 será na Universidade de Vila Velha - UVV 


Já o Congresso Nacional será em Foz do Iguaçu, no Unicentro.

25 de setembro de 2013

Democratização e regularização da mídia


Saiba um pouco mais sobre o tema que será discutido na conferência inaugural da SeCom 2013

Da redação SICOM PET, Laisla Rodrigues

A criação de uma nova lei de regularização da mídia no Brasil tem sido uma grande preocupação para os profissionais da área. O atual código brasileiro das telecomunicações tem mais de 50 anos de idade.
No final do governo Lula aconteceu a Confecom (Conferência Nacional de Comunicação) em Brasília, onde foram apresentadas várias teses. Inclusive contou com a presença e o apoio do ex-presidente. 
Porém, após a conferência, o assunto da regularização saiu do foco das atenções. A expectativa era de que o assunto ganhasse destaque no governo após a conferência e que fosse criado um projeto de lei, mas o público não teve outras notícias sobre o assunto em discussão desde então, apenas citações vagas sobre o tema.





Rádio e televisão são serviços públicos como quaisquer outros, apesar de serem concedidos para o setor privado. Portanto, precisam ter um conjunto de regras, que no Brasil quase não existem ou são desatualizadas. Não existem iniciativas do Congresso Nacional em dar andamento ao processo, já que boa parte de seus integrantes são concessionários de rádio e televisão e não tem interesse algum em dar continuidade aos trâmites.

Com a internet, o acesso aos recursos e produtos audiovisuais mudou de forma bem interessante, já que qualquer pessoa pode criar seu jornal na internet, por exemplo, sem quase nenhuma intervenção do Estado, ampliando o pluralismo e a diversidade. O problema, no caso do Brasil, é que ainda há uma condição muito desigual no exercício do direito à liberdade de expressão. A televisão tem um grande impacto e alcance que não podem ser deixados de lado. A internet cumpre um papel importante, mas a questão da regulamentação e distribuição das concessões de telecomunicações continua na lista de prioridades para garantir efetivamente a expressão livre nesses meios.


20 de setembro de 2013

Interdisciplinaridade na prática: Semana da Comunicação 2013

Reunião Geral da Semana da Comunicação reúne alunos de diferentes cursos da FAAC para discutir a organização do evento 

Da Redação Sicom PET, por Nathália Rocha

Estudantes de Jornalismo, Relações Públicas, Rádio e TV e Design unidos em uma sala. Haviam discordâncias e consensos, ideias interessantes surgindo, grande interação e, embora nem sempre seja possível a unanimidade, era inegável a democracia com que se discutia. Assim foi a reunião geral das comissões da Semana da Comunicação 2013, realizada na última quarta feira (13) com o objetivo de abordar as decisões tomadas até então, levantar novas sugestões para a programação do evento e seus componentes e fazer uma primeira avaliação sobre a organização. 



As comissões estão divididas em Executiva, de Programação, de Logística, Científica, de Cerimonial e Protocolo, de Comunicação, Cultural e de Contatos Externos. Reunindo alunos de diferentes cursos e projetos de extensão, reuniões como as de quarta antecipam a ideia geral do evento: o diálogo entre as diferentes áreas da cultura e da comunicação e o aprendizado interdisciplinar. Sólon Barbosa Veloso Neto, aluno de Jornalismo, integrante do grupo de estudos NeoCriativa e membro da Comissão Executiva ressaltou a importância desse diálogo. “A Semana de Comunicação reunirá muitos projetos e voluntários de cursos diferentes. Cada projeto tem suas particularidades, interesses e foco. Unir todos os projetos em um evento comum, portanto, implica na necessidade de um debate de ideias constante, dessa forma cada um deles terá seus interesses atendidos. Além disso, a semana só tem a ganhar com um debate intenso e politizado entre os alunos, atendendo à pluralidade da comunicação”, opinou o estudante. 

Um dos temas levantados ao longo da reunião foi a possibilidade de diálogo entre acadêmico e o mercadológico ao longo das mesas e debates que ocorrerão. Foi colocado que temas e convidados ligados à área acadêmica eram importantes pontos da programação, mas que, igualmente necessária era a abordagem mais mercadológica de modo a suprir algumas necessidades do curso e ampliar o contato dos estudantes com a realidade de suas futuras profissões. 

Giovani Vieira Miranda, estudante de Jornalismo, membro do PET e integrante da Comissão Executiva assinalou a confluência entre mercado e academia. “Na minha visão, aquilo que muitos denominam acadêmico não exclui as questões de mercado e vice-versa. Nós queremos que a SeCom 2013 faça a ligação entre o acadêmico, o profissional e o cultural. O que não podemos nos esquecer é que a Semana da Comunicação tem o propósito de integrar estudantes e professores em momentos que proporcionem reflexões a respeito das atuais discussões que cercam a Comunicação Social em nossa Universidade, na nossa cidade e de certa forma no nosso país”, acrescentou Giovani. 

Solon Neto também concordou quanto à possibilidade de diálogo entre as duas áreas, e apresentou sua visão sobre a importância do ambiente acadêmico. “A Universidade é a primeira oportunidade de gerar uma crítica construtiva ao mercado que os profissionais em formação podem ocupar. Trazer o mercado para dentro dos muros da universidade é atender uma necessidade dos alunos, e uma forma de construir uma crítica ao próprio mercado, e essa necessidade a academia pode suprir sem se subordinar ao mercado”, ressaltou o integrante do NeoCriativa. 

Embora ainda haja muito a ser discutido e resolvido, a primeira reunião e o clima de debate e conciliação presente ao longo dela foram uma boa base para dar início à organização do evento. A Semana da Comunicação está prevista para ocorrer entre os dias 21 e 25 de outubro e contará com mesas, debates e atividades culturais. Em breve teremos mais informações sobre o evento aqui no site, fique ligado!

11 de setembro de 2013

Programação da SeCom 2013 é apresentada ao Departamento de Comunicação Social da FAAC

Da redação SICOM PET, 
Camila Nascimento

Nesta quarta feira, o representante da Comissão Executiva da SeCom, Giovani Vieira, apresentou no departamento de Comunicação Social da FAAC (Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação) a programação da Semana da Comunicação 2013. 


Estavam presentes todos os professores do departamento, que lecionam para os cursos de Jornalismo, Radialismo e Relações Públicas. Os docentes parabenizaram a organização da semana, e firmaram o compromisso de elaborar atividades para que os discentes participem do evento, garantindo uma integração entre os cursos e a SeCom, além do aproveitamento máximo do evento. 

Para conferir a programação completa da Semana da Comunicação, clique aqui




19 de agosto de 2013

Envio de trabalhos para a SeCom 2013 termina na próxima sexta-feira

Da Redação SICOM PET, por Kelly De Conti

O prazo para submissão de trabalhos na Semana da Comunicação (SeCom) está terminando. Os autores que tiveram resumos aprovados têm até o dia 23 de agosto (sexta-feira) para enviar a segunda etapa. Os organizadores solicitam que os trabalhos sejam encaminhados em PDF pelo sistema de submissão do evento e em DOC ou DOCX (Word) para o e-mail trabalhos.secom@faac.unesp.br.

A SeCom acontece entre os dias 21 e 25 de outubro e vai reunir professores, estudantes e profissionais de todas as áreas da Comunicação Social. 

Confira as orientações para submissão da segunda etapa dos trabalhos:

1. Para a modalidade de COMUNICAÇÃO ORAL, há duas opções de envio nesta segunda etapa de submissão:


1.1 RESUMO EXPANDIDO: envio recomendado para aqueles que submeteram resumo simples na primeira etapa. O resumo deverá conter informações adicionais do trabalho. Deve conter entre 500 (mínimo) e 700 (máximo) caracteres (até duas páginas), conforme modelo disponível no site da SeCom (http://semacom.wix.com/secom2013). Os organizadores solicitam que os trabalhos sejam encaminhados em PDF pelo sistema de submissão do evento e em DOC ou DOCX (Word) para o e-mail trabalhos.secom@faac.unesp.br


1.2 ARTIGO COMPLETO: envio recomendado para aqueles que submeteram resumo expandido na primeira etapa de submissão. O paper deverá ter de 10 (mínimo) a 15 páginas (de 27 mil a 34 mil caracteres) com espaços entrelinhas de 1,5, incluindo referências bibliográficas, conforme modelo disponível no site da SeCom (http://semacom.wix.com/secom2013). Os organizadores solicitam que os trabalhos sejam encaminhados em PDF pelo sistema de submissão do evento e em DOC ou DOCX (Word) para o e-mail trabalhos.secom@faac.unesp.br


2. Para a MODALIDADE EXPOSIÇÃO DE PRODUTOS EM COMUNICAÇÃO: encaminhar um resumo expandido com informações adicionais do trabalho. Deve ter entre 500 (mínimo) e 700 (máximo) caracteres (até duas páginas), conforme modelo disponível no site da SeCom (http://semacom.wix.com/secom2013). Os organizadores solicitam que os trabalhos sejam encaminhados em PDF pelo sistema de submissão do evento e em DOC ou DOCX (Word) para o e-mail trabalhos.secom@faac.unesp.br


3. Para a MODALIDADE PAINEL: encaminhar o painel com a formatação solicitada por meio do sistema. Também é necessário enviar o resumo expandido da primeira etapa de submissão nos formatos .DOC ou .DOCX (modelos do Word) para o e-mail trabalhos.secom@faac.unesp.br



11 de março de 2013

Francisco Belda é novo professor da FAAC

Da Redação Sicom PET, por Luana Rodriguez

O curso de jornalismo ganhou um novo professor. Francisco Rolfsen Belda, graduado pela PUC em 1999, assumiu o posto de professor titular das disciplinas de “Planejamento Gráfico-Editorial em Jornalismo I, II, e III”.

O novo docente já foi gerente de internet e diretor do jornal Tribuna Impressa e do portal Araraquara.com e atua como professor e pesquisador na área de comunicação social. Entre os temas de estudo de Belda estão jornalismo científico, gestão de informação e mídias digitais.

Apesar de assumir o posto de professor da graduação apenas nesse ano, Belda trabalha na UNESP desde 2011 no campo da TV digital, na pós graduação. Além disso, em 2009, defendeu a tese de doutorado “ Modelo de conteúdos educativos para televisão digital interativa” em Engenharia de Produção, na USP, sobre programas educativos para televisão digital.

6 de março de 2013

Assembléia apresenta Rádio Unesp Virtual aos calouros

Projeto de extensão sintoniza teoria e prática

Da redação SICOM PET, por Mariana Caires

Na noite da última segunda feira (04/03), os coordenadores da Rádio Unesp Virtual apresentaram o projeto para os novos alunos da FAAC. A RUV está no ar desde 2004 como atividade de extensão da universidade e conta com programas nas áreas de jornalismo, esportes e entretenimento, todos produzidos por alunos de Comunicação Social da Unesp de Bauru. 



A Assembléia contou com presença em massa dos “bixos”, que conheceram a estrutura do projeto e saíram cheios de vontade de participar da Rádio Virtual. “Espero adaptar meus horários para entrar para a rádio, é uma ideia bem bacana para quem está no primeiro ano, porque vai aproximando o aluno do trabalho de verdade”, conta Nathalie Portela, caloura de Jornalismo. 




O projeto é realmente estimulante, todos os alunos podem ter alguma função na rádio. “É um projeto em que você pode começar como repórter, tornar-se editor de algum programa e depois de um tempo coordenar algum núcleo”, explica Bárbara Figueiredo, Coordenadora Geral da RUV. A estrutura da rádio é organizada em núcleos: Técnico, de Comunicação, de Vinhetas, de Programação, de Locução, de Esportes, de Entretenimento e de Jornalismo, este último, com diferentes editorias. Sobre o método de trabalho, Bárbara conta que cada editoria tem seu chefe de reportagem, que seleciona as pautas e as encaminha para um repórter com um deadline,  “o repórter envia as matérias para um editor, que monta o roteiro do programa, que então é gravado no nosso estúdio”. 

Os professores tutores do projeto são Juliana Betti, Roseanne Andrello, Juarez Xavier e Dino Magnoni, mas quem realmente toca a Rádio, explica Dino, são os alunos. 

A RUV é um espaço de aprimoramento das técnicas aprendidas em sala de aula e produz material colaborativo com responsabilidade social, sendo uma importante ponte entre a universidade e a comunidade. 

Nas próximas semanas, a RUV realiza oficinas de práticas radiofônicas e abre o processo de seleção dos novos participantes. Acesse o site da rádio, conheça a equipe e fique por dentro da programação!




28 de fevereiro de 2013

Programa Atalho - Matrícula dos Bixos 2013

A primeira reportagem de 2013 do Programa Atalho já está no ar!




Nossa equipe acompanhou a matrícula dos calouros dos cursos de Comunicação Social da FAAC/Unesp:

Assista ao programa:




Música:
Banda OBMJ - "O Guarani"




30 de novembro de 2012

“Somos um estímulo para comunidade e estudantes”

Dois universitários mostram que a graduação pode ser um celeiro de ideias para estender maior integração com comunidades carentes; media-metragem “Abel contra o muro” é um exemplo de projeto que ultrapassa os muros acadêmicos para alcançar visibilidade social


Colaboração,
por Isabel Namba, Matheus Martins Fontes e Pedro Zambon
Discentes do 7º Termo de Comunicação Social-Jornalismo da FAAC/Unesp


Fazer uma obra-de-arte não é fácil. Promover integração entre uma comunidade humilde com o público de classe média de uma universidade não se faz de um dia para o outro. E aliar as duas propostas, então? Com mente aberta para encarar o desafio, dois ex-alunos do curso de Rádio e TV da Universidade Estadual Paulista (UNESP), do câmpus de Bauru, conseguiram realizar o que muitos diretores e produtores sequer imaginam.

Produção “Abel contra o muro” teve o Jardim Niceia como
 palco das gravações
A produção do media-metragem Abel contra o muro fez parte do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Alexandre Borges e João Guilherme Perussi e visou à conexão do mundo estudantil com moradores do Jardim Niceia, bairro periférico bauruense, de maneira que houvesse a troca de experiências e o aprendizado mútuo entre duas parcelas distintas da sociedade. 

A ideia do projeto audiovisual surgiu em 2010, quando os dois, ainda na graduação, optaram por realizar o media-metragem no Niceia, comunidade localizada nas proximidades da Unesp. A escolha se deu pela participação de Alexandre, diretor de Abel contra o muro, no Observatório de Educação em Direitos Humanos da faculdade e da vivência com os moradores. 

O enredo conta a história de um adolescente chamado Abel que é criado preso dento de casa pela tia, sem contato com outras pessoas, nem mesmo com a possibilidade de frequentar o ambiente escolar. Para obter o contato com o mundo externo, o personagem utiliza um buraco no muro de sua residência. Essa passa a ser a única maneira de Abel ter conhecimento dos acontecimentos fora de sua realidade. Um dia, o garoto consegue escapar de sua tia, acaba conhecendo outros jovens e passa a viver novas experiências em busca de liberdade e na luta contra as mentiras ao seu redor. 

Nos bastidores, o próprio bairro foi palco das filmagens e ocasionou a participação dos moradores como figurantes e/ou atores, com oficinas de teatro oferecidas gratuitamente. De um projeto acadêmico, Abel contra o muro ganhou força no cenário municipal e passou a contar com o apoio de coproduções, parcerias cinematográficas e até contemplou uma visibilidade internacional, com a utilização de legendas em cinco idiomas (português, inglês, espanhol, italiano, francês e chinês). 

Segundo o produtor de Abel contra o muro, João Guilherme, o sucesso da obra permitiu que sonhos antes distantes, como a participação em festivais internacionais, pudessem ser encarados como objetivos possíveis de serem alcançados. 

A seguir, João conta mais detalhes sobre o media e também revela quais planos ele e seu parceiro foram obrigados a abrir mão pelo desfecho satisfatório da obra. Confira! 

Reportagem - Depois de um ano de produção e das apresentações em algumas cidades do interior paulista, incluindo também a grande São Paulo, pode-se dizer que Abel contra o muro é um sucesso? 
João Guilherme (JG) - Acredito que o projeto como um todo foi, sim, um sucesso. Mas não por bilheteria ou pelo número de espectadores. Obviamente, graças à repercussão que o filme ganhou, alcançamos um número grande de espectadores, principalmente pela exibição na TV aberta, mas o sucesso em si é o resultado da união de todas as pessoas envolvidas, e nisso contemplo todos os apoiadores, amigos, moradores do Jardim Niceia, professores e outros envolvidos. 

Reportagem - A intenção do media-metragem era aproximar a comunidade da Unesp com o Jardim Niceia, diminuindo o preconceito em relação à comunidade do bairro. Acredita que o objetivo foi alcançado? 
JG - O preconceito é algo muito difícil de ser eliminado em nossa sociedade, principalmente porque consumimos coisas que nos distanciam e nos segregam diariamente, mas acho que contribuímos para a comunidade poder enxergar que somos parte de um todo em que, na verdade, não há diferença, mas apenas uma questão socioeconômica que prejudica e aumenta essa distância. Acho que, para realmente estreitarmos os laços, há ainda uma necessidade de continuidade de outros projetos. Na verdade, o Abel funciona como um estímulo para comunidade e estudantes. 

Reportagem - Havia o interesse de legendar o filme em cinco idiomas (inglês, espanhol, italiano, francês e chinês). Isso, de fato, aconteceu? 
JG – Sim. O filme foi legendado nos cinco idiomas e, para isso, contamos com a ajuda de professores nos respectivos idiomas que, assim como outras pessoas, se apegaram ao projeto e viram nisso uma oportunidade de contribuir. 

Reportagem - O desejo de participar de festivais se concretizou? 
JG - O filme foi inscrito em vários festivais nacionais e internacionais, mas pela questão do tempo de duração, (59 minutos) foi algo que não nos enquadrou nem em média metragem e nem em longa, portanto dificultou nossa efetiva participação. Mas tivemos exibições em TV aberta, programas de TV, fizemos uma turnê pelo estado exibindo e dando workshop, além da exibição da Mostra do Filme Livre. 

Reportagem - Olhando o trabalho de vocês agora, há algo que vocês mudariam? 
JG - Acho que a única coisa que mudaríamos seria o tempo, mas acredito que seria maior, pois o projeto não permitiu que criássemos um curta. 

Reportagem - Profissionalmente falando, o que o futuro reservou a vocês? 
JG - Atualmente eu trabalho na TV e o Alexandre em uma produtora, mas realizamos projetos até hoje juntos, e estamos produzindo alguns curtas que possivelmente serão lançados no ano que vem.






22 de outubro de 2012

Jornalismo esportivo: informação ou entretenimento?

A união dos dois gêneros causa controvérsias no meio


Da Redação SICOM PET, 
por Jakeline Lourenço


Debate sobre coberturas esportivas na Semana de Jornal 2012,
         com Alessandro Abate e Thiago Simões. (foto: Fernanda Luz)
Muitos profissionais divergem quando o assunto é o limite entre jornalismo e entretenimento.  O jornalismo esportivo  tem mudado muito nos últimos anos, passando de coberturas simples e objetivas para programas com reportagens dinâmicas, com características que se aproximam cada vez mais da indústria do entretenimento.  Para muitos essas inovações foram muito importantes no sentido de renovar o estilo já batido com que o esporte era tratado.

Mas até que ponto podemos aproximar esses dois gêneros, que a princípio parecem caminhar por caminhos opostos, sem que se perca a credibilidade jornalística?

Sobre o assunto Alessandro Abate, editor do Lance! avalia que, apesar de todas essas mudanças, o jornalismo esportivo caminha para um gênero cada vez mais especializado. ‘’ De uns anos pra cá houve uma profissionalização muito grande.  Chegaram os canais esportivos, os jornais como o Lance!, as rádios que só falam de esporte, e  o esporte se tornou um negócio muito grande.  Quando isso se torna um negócio, com muita movimentação de dinheiro, todas as camadas têm que se profissionalizar’’

Thiago Simões, jornalista e comentarista da ESPN, ressalta que,  apesar de informativo, o esporte sempre foi uma forma de entretenimento para a população.  ‘’Eu acho impossível separar as duas coisas. O esporte é entretenimento, porém precisa ser um entretenimento com responsabilidade’’

Para os jornalistas, o equilibro parece ser encontrado quando o meio de comunicação entretém e agrada o publico, mas o conteúdo ainda se enquadra dentro dos parâmetros da informação jornalística. ‘’A gente a  precisa se profissionalizar, mas se profissionalizar para ser jornalista e fazer jornalismo, não entretenimento’’ finaliza Alessandro.

10 de outubro de 2012

Para contar boas histórias

Durante a Semana, a Jornal Jr traz palestrantes para dividir suas experiências com os alunos


Da Redação JornalJr,
por Caroline Lima


A cada ano a gestão de diretores da Jornal Junior muda, para que diferentes alunos possam participar desse projeto e ter a experiência atuar dentro de uma empresa junior de jornalismo. Diretores, trainees e repórteres exercem coberturas de eventos, produção de boletins e organizam as mais diversas atividades, durante o ano todo. Porém, a Jornal Junior somente ganha grande visibilidade diante dos alunos de jornalismo, da Faac e até mesmo dentro de todo o campus, durante a Semana de Jornal.

O evento é pensado e planejado meses antes de sua realização. Dezesseis alunos de jornalismo, orientados por dois professores tutores, fazem a apuração de nomes, indicados por alunos, para visitar a Unesp Bauru e deixar sua contribuição, contando suas histórias e experiências. Reuniões semanais são realizadas entre os membros da agência, para que tudo aconteça corretamente durante o evento. A vinda e hospedagem dos palestrantes, as inscrições, os materiais, o credenciamento da imprensa, a escolha dos temas, a mediação das mesas. Tudo isso é colocado em pauta nas reuniões. O trabalho é longo. Começa em meados de junho. 

O convite dos palestrantes nem sempre é viável. Alguns jornalistas de programas diários não podem assumir o compromisso de vir para o interior. Outros dizem que o diretor de redação não liberou a vinda. Outros se desculpam dizendo que gostariam imensamente de vir, mas por conta das grandes reportagens que escrevem estão ocupados demais ou não estarão no país no período da Semana. Recebidos todos os “nãos”, vem o prazer de ouvir o sim de algum convidado. Alguém que irá se deslocar de onde está e por algumas horas exercerá o papel do jornalista de contar histórias, mas de uma maneira diferenciada. 

Os receptores dessas trabalharão nos meios de comunicação. Alguns acabaram de chegar à universidade e estão no auge da paixão pela profissão, outros estão indo embora e cheios de dúvidas de como sairão de um espaço cheio de liberdade para entrar no mercado de trabalho. Talvez esses sejam os grandes responsáveis pelo “sim” recebido do palestrante. Por isso, os três dias que compõem a Semana de Jornal são o momento ideal para aproveitar ao máximo e ouvir atentamente o que os já “contadores de histórias” têm a dizer, e assim quem sabe os futuros jornalistas possam contar histórias tão boas quanto as deles.

Veja os bastidores da Semana de Jornal organizada pela Gestão 2011 da Jornal Jr:



4 de outubro de 2012

Três dias, quatro oficinas e cinco palestras

Em 2012 a Semana de Jornal está ainda maior e traz temas como fotojornalismo, jornalismo literário e jornalismo esportivo

Da Redação JornalJr,
por Caroline Lima






A terceira edição da Semana de Jornal acontece nos dias 17, 18 e 19 de outubro. O evento que já faz parte do calendário oficial da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC) ganhou proporções ainda maiores nesse ano. O evento tem três dias de palestras e oficinas. A abertura será no dia 17, às 19 horas com os convidados Tiago Simões, Alessandro Abate e José Carlos Marques trazendo o tema “O desafio das coberturas esportivas no Brasil”.

No período da manhã do dia 18 acontecerá a oficina de assessoria de imprensa com André Cintra e a primeira parte da oficina de Telejornalismo com a professora Mayra. À tarde, haverá a palestra com Ricardo Fela e Rodrigo Viana, convidados do PET. Para fechar o dia, o evento contará à noite com a mesa composta por Rodrigo Carvalho e Luíz César Pimentel abordando o tema Jornalismo Literário. No último dia da Semana acontecerão três oficinas no período da manhã sendo uma de Locução com Perla Muniz e outra de Diagramação, além da segunda parte da oficina de Telejornalismo. À tarde a palestra será protagonizada pelo fotojornalista Juca Varella. Para encerrar a Semana, a mesa noturna recebe Sérgio Lírio e Giuliana Miranda para debater “Os caminhos do Impresso”.

A Semana de Jornal procura trazer temas relevantes para os futuros profissionais da área. Durante os três dias, o evento aborta diferentes ramos da profissão e traz convidados para contar aos alunos suas experiências jornalísticas, sanar dúvidas e curiosidades. Além disso, a Semana de Jornal também procura agregar conhecimentos práticos através de oficinas. Durante três dias, os estudantes saem de suas costumeiras salas de aula e se reúnem em uma única e grande sala para ouvir, perguntar e aprender com renomados profissionais do jornalismo.

Desde 2010, a Semana de Jornal acontece consecutivamente. Naquele ano, considerado como marco inicial da consolidação da Semana, convidados como Tiago Dória, especialista em mídia e tecnologias emergentes, falou sobre o tema “Jornalismo Digital: mercado, consumo e interatividade”, em uma mesa com Fred Di Giacomo, editor do Internet núcleo jovem da Editora Abril e Luciana Moherdauir, professora doutora em
Processo de Criação nas Mídias. Os jornalistas Gabriel Priolli, Maurício Stycer e Matthew Shirts encerraram a Semana com o debate sobre “Linguagem, experimentação e criatividade: as inovações recentes no Brasil”.

Em 2011, a Semana de Jornal teve uma mesa com Rafael Chinaglia, da TV TEM, junto ao professor Juarez Xavier. O editor-chefe da revista Rolling Stone, Pablo Miyazawa trouxe suas experiências jornalísticas em uma palestra descontraída e cheia de perguntas. Os irmãos Anderson e Emerson Couto, criadores do blog Desilusões Perdidas com o personagem Duda Rangel, participaram de uma mesa junto ao jornalista literário Sergio Vilas Boas e no encerramento da Semana os jornalistas convidados foram Marcelo Torres, do SBT e Paula Akemi, da Rede Globo, abordando o tema “Cobertura de emergência”.






A Semana de Jornal é organizada pelos membros da Jornal Junior, sob a tutoria dos professores Juarez Xavier e Suely Maciel e recebe o apoio da Faculdade de Artes, Arquitetura e Comunicação, Departamento de Comunicação Social (DCSO) e Departamento de Ciências Humanas (DCHU).

2 de outubro de 2012

Debate entre candidatos à diretoria da FAAC



Da Redação ACI/FAAC-Unesp



No dia 03 de outubro, docentes, discentes e servidores técnico-administrativos estão convidados a participarem do Debate entre as Chapas concorrentes à diretoria e vice-diretoria da FAAC (“Experiência, Participação e Planejamento” e “Renovação e Participação”). O evento será às 20h, no Anfiteatro Guilherme Rodrigues Ferraz.

O debate será dividido em quatro momentos:

- 1º Bloco: Apresentação e considerações iniciais das chapas:
Cada chapa fará uma apresentação de 15 minutos a respeito de seus planos de trabalho, a ordem de apresentação respeitará a ordem de um sorteio.

- 2º Bloco: Debate entre as chapas:

Cada chapa fará duas perguntas para a chapa concorrente. As perguntas serão feitas alternadamente. Caso a chapa achar necessário, haverá réplica e tréplica.

- 3º Bloco: Debate das chapas com o plenário:

O plenário encaminhará questões à mesa por escrito, as perguntas serão dirigidas as duas chapas alternadamente. Serão sorteadas duas perguntas de cada segmento (docentes, discentes e servidores técnico-adminsitrativos) para cada chapa, totalizando seis perguntas direcionadas para cada chapa sobre temas relacionados ao universo da FAAC.

- 4º Bloco: Considerações Finais:

O mediador concederá a palavra às chapas concorrentes, seguindo a ordem da apresentação inicial, para suas considerações finais.

O Mediador será indicado pela Comissão Eleitoral e terá amplos poderes para interferir no andamento do Debate. Ele será assessorado por outros dois membros da comissão eleitoral, um para ajudar no acompanhamento da atuação das chapas e do público outro ficará encarregado de cronometrar as atividades.

Isto é jornalismo?

Semana de Jornalismo 2012 abordará os limites entre jornalismo e entretenimento

Da Redação SICOM PET, 
por Paula Monezzi

Você ficou curioso para saber o que levou a Fátima Bernardes a deixar o telejornal mais assistido do Brasil para fazer o programa de auditório matinal Encontro com Fátima Bernardes? Não consegue imaginar Fausto Silva num programa jornalístico? O que fez Pedro Bial optar pelo Big Brother? E o Datena, por quê foi parar em seus programas policiais? Acha estranho que jornalistas de renome como Marcelo Tas, Milton Neves, Paulo Henrique Amorim e Carlos Nascimento estejam no ramo de entretenimento?

Pensando nisso, o Grupo PET-RTV e a Jornal Junior realizam uma mesa-redonda na Semana de Jornalismo para discutir a relação entre jornalismo e entretenimento. A mesa tem como objetivo discutir as implicações da crescente relação entre as duas modalidades, não apenas na televisão, mas também nos demais meios de comunicação. Para discutir e tentar responder a essas perguntas, foram convidados Rodrigo Vianna e Ricardo Fela para a mesa redonda.

Rodrigo é jornalista há 20 anos. Iniciou sua carreira na TV Globo, no Jornal SPTV. Trabalhou para a Folha de S. Paulo, TV Cultura e desde 2007 está na TV Record de São Paulo, onde apresenta o Entrevista Record – Mundo e faz reportagens para o Jornal da Record. Além disso, possui o blog “O Escrevinhador” , no qual fala de temas como política, cultura e o papel da mídia. 

Ricardo Fela é formado jornalismo pela UNESP Bauru. Trabalhou como repórter e editor do caderno de Cultura do jornal Diário de Bauru, foi repórter do site de notícias Agência Interior, atuou no jornal Folha Popular, de Lençóis Paulista, foi chefe de reportagem e editor do Diário da Região, de Rio Preto, foi produtor do SPTV, na atual TV Tem de Bauru, além de produzir dois episódios do quadro Brasil Total, com Regina Casé. Atualmente é colaborador do site Overmundo, que traz notícias sobre cultura popular e arte independente brasileira e apresenta, produz e coordena o programa Revista de Sábado, da TV Tem. 

Sobre a mesa: 

Atualmente, um fluxo direcionado à indústria de entretenimento retira jornalistas do ramo, que até então seguia firmemente delimitado. As figuras dos jornalistas que resistiam a esse hibridismo estão cada vez mais fracas e isso nos leva a uma pergunta: até onde vai o telejornalismo e quando começa o tele-entretenimento? Os dois seguem para um mesmo rumo, são iguais? Porque programas como o Fantástico, Domingo Espetacular e Mais Você ganham a cada dia mais e mais clones? Ficou curioso? Então não perca! A mesa redonda acontece no dia 18, às 14 horas. Mais informações no PET, pelo telefone 3103-6066 ramal 6263 ou pela Jornal Junior, ramal 7067. 

Para quem quiser ir se preparando para a discussão, abaixo estão alguns vídeos que ajudam apensar sobre o tema:

26 de setembro de 2012

Programa Atalho - 'Plenária dos cursos de Comunicação Social da FAAC/Unesp'

A reportagem do Programa Atalho desta semana é sobre as eleições para a Diretoria da FAAC/Unesp. 

Nossa equipe fez a cobertura da plenária dos cursos de Comunicação Social, realizada pelo Departamento de Comunicação em conjunto com o Centro Acadêmico Florestan Fernandes (Cacoff).

O evento teve como objetivo reunir estudantes, professores e servidores para a elaboração de uma carta com propostas e reivindicações a ser encaminhada aos candidatos.




O calendário eleitoral completo está disponível AQUI

Veja também as propostas de gestão das duas chapas candidatas:
A) Chapa "Experiência, Participação e Planejamento"
B) Chapa "Renovação e Participação"

24 de setembro de 2012

FAAC realiza debate sobre os prós e contras do ENADE


Da Redação SICOM PET, 
por Gabriela Ferri

Depois de ingressarmos na universidade descobrimos um mundo paralelo, onde ideologias caem por chão, ou se confirmam e somam-se a outros argumentos. É nesse período também que começamos a assumir responsabilidades, como pagar contas, limpar o apartamento, e o mais importante, mostrar para a sociedade o que aprendemos ao longo desses quatro ou cinco anos.

Essa é a vida universitária sob a perspectiva dos alunos ingressantes e alunos concluintes, que devem realizar de tempos em tempos o ENADE, Exame Nacional de Desempenho de Estudantes. O exame faz parte do Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior) e possui como objetivo avaliar a qualidade dos cursos de formação superior de todo o país. 

Devido à importância dessa avaliação a diretora técnica acadêmica Angélica Parreira Lemos Ruiz decidiu promover um fórum para sanar as dúvidas sobre a avaliação.  A ideia surgiu depois de realizar um estudo sobre a qualidade dos cursos da FAAC e, buscando um diagnóstico a respeito das fraquezas dos cursos, notou que um dos problemas era o fato dos cursos de arquitetura, artes e comunicação não terem uma nota registrada no ENADE.

Para a aluna do quarto ano de Jornalismo Débora Cristina Concuruto Pavan a atitude do setor de graduação da FAAC de realizar o fórum é algo positivo. “Acho importante participar de um debate que explica para que serve a prova, o que ela mede, etc, para depois decidirmos se vamos boicotar ou não. Poucas pessoas têm conhecimento sobre a prova”, afirma.

Angélica notou que outros fatores também estavam sendo afetados pela não realização da prova. “Percebi que muitas contratações de professores não eram aceitas, e quando fui verificar descobri que isso acontecia por não termos nota no ENADE”, relatou.

Para auxiliar no debate, a organização do Fórum convidou o Professor Doutor Guaracy Tadeu Rocha.  Quando questionada sobre o  por que da escolha de Guaracy, Angélica explica: “A opção se deu pelo fato dele ser membro da Comissão para Estudo de Avaliação do Ensino Superior (Caes)  o que o torna uma pessoa que possui conhecimentos mais aprofundados sobre o ENADE, podendo trazer melhores esclarecimentos aos alunos”.

O debate acontece em dois dias, 27 e 28 de setembro, sendo no primeiro dia realizado às 19 horas e no segundo às 9 horas, no anfiteatro Guilherme Rodrigues Ferraz (Guilhermão) e é organizado pela diretoria técnica acadêmica FAAC e pela comissão permanente de ensino FAAC.

Quer se preparar para o debate?  E se posicionar a favor ou contra a realização da prova? Entre no portal http://portal.inep.gov.br/enade e leia um pouco mais.

A matéria a seguir explica um pouco mais sobre o que é e para que serve o ENADE


23 de setembro de 2012

Resultado das eleições para Reitoria da Unesp

Da Redação SICOM PET,

A chapa 'Excelência Institucional' obteve 89,61% dos votos válidos na consulta eleitoral para a Reitoria da Unesp realizada entre os dias 17 e 20 de novembro. A chapa única, composta pelos professores Julio Cezar Durigan, vice-reitor licenciado no exercício da reitoria, e Marilza Vieira Cunha Rudge, atual pró-reitora de pós-graduação licenciada, encabeçará a lista tríplice que será encaminhada ao Governador Geraldo Alckmin.

A diferença de votos ocorreu nas três categorias participantes: professores, técnicos administrativos e estudantes. Enquanto um voto de docente vale 70% da soma total de votação, os do corpo discente e os dos funcionários pesam 15% cada um. A proporcionalidade é definida com base na Lei de Diretrizes e Bases.

Para chegar ao resultado final, o total de votos de cada grupo foi dividido pelo número de eleitores do segmento. O resultado obtido, no caso dos docentes, foi multiplicado por 0,7 e, no caso de funcionários e alunos, por 0,15. Os números resultantes nos três segmentos foram somados para se obter o resultado final das eleições de quatro dias.

Entrevista com os candidatos eleitos:

Quem de fato escolhe é o Governador

Durigan e Marilza ainda não estão definidos em seus novos cargos, uma vez que a escolha é realizada pelo governador do Estado. O resultado da eleição será homologado no dia 02 de outubro, data em que serão elaboradas duas listas com três nomes cada, uma para reitor e outra para vice, indicados pelo Colégio Eleitoral.

João Grandino Rodas, atual reitor da USP, não foi o mais votado na eleição realizada em 2009. Na ocasião, o  diretor do Instituto de Física da USP São Carlos, Glaucius Oliva, foi o mais votado, com 161 votos, contra 104 votos dados a Rodas. Apesar disso, o então governador José Serra, em uma atitude inédita desde o término do regime militar, escolheu o segundo colocado na eleição para ser o novo reitor da Universidade.

Situação semelhante ocorreu em 1981, quando o então governador Paulo Maluf escolheu Antônio Hélio Guerra Vieira como reitor da USP. Vieira era o quarto colocado de uma lista de seis nomes, como previsto no processo eleitoral da época.

Resultados Unesp

O resultado geral da consulta realizada pode ser visualizado AQUI
E o resultado por unidade da Unesp AQUI

No câmpus de Bauru, o cenário numérico da eleição foi o seguinte:

Votos válidos:
Votos brancos:
 
A posse é sempre em janeiro. O novo reitor deverá dirigir a Unesp pelos próximos quatro anos, entre 2013 e 2016.

13 de setembro de 2012

RPJr conquista mais um prêmio no Intercom

Da Redação SICOM PET,
por Beatriz Haga e Kelly De Conti


Após passar pela classificação regional, a Empresa Júnior de Relações Públicas da Unesp, câmpus Bauru, venceu pela segunda vez consecutiva o prêmio de melhor “Organização de Eventos” no Intercom Nacional. O congresso deste ano foi realizado entre os dias 3 e 7 de setembro em Fortaleza, no Ceará. 

O trabalho apresentado foi o do Festival Cultural 20 Anos Rádio Unesp FM, organizado e executado pela gestão de 2011 da RPJr. O evento aconteceu nos dias 24, 25 e 26 de maio do ano passado, em comemoração ao aniversário de início das transmissões da rádio, e promoveu atividades culturais e educativas para Bauru e região, como shows, exposições, teatro e concurso de bandas. 

A trainee de Comunicação da gestão 2012, Bruna Mantuan, foi a responsável por apresentar o trabalho no Intercom. A estudante acredita que o prêmio é um reconhecimento do trabalho desenvolvido pela RPJr durante todos os seus anos de existência. “Quando conseguimos aliar tudo o que acreditamos em um único projeto e ainda ganhar o reconhecimento do Intercom, que é o maior encontro de comunicadores da América Latina, é um privilégio”, comemora. 

A empresa também pensa no futuro. A RPJr já está se preparando para selecionar os trabalhos que enviará ao Intercom Sudeste de 2013, que será realizado no câmpus da Unesp de Bauru. O prêmio conquistado no Congresso em 2011 foi com a 1ª Edição do Desafio Hora Extra, projeto voltado à preparação dos alunos para o mercado de trabalho através de atividades que simulavam a realidade.

Imagem: Arquivo pessoal

22 de agosto de 2012

Ativismo digital em rede

Da Redação SICOM PET,
Por Beatriz Haga

Os movimentos sociais ganharam espaço na internet e estão criando novas possibilidades de ação. Quem nunca recebeu um convite nas redes para participar de alguma causa, manifestação ou protesto? E não é só isso. Sites, blogs e fóruns estão sendo criados como ponto de partida para debates sobre segregação, impactos econômicos e formas de organizações políticas e sociais, em âmbito nacional e internacional.

Essa forma de articulação é chamada de Ativismo Digital e foi tema do “Curso de Mídias Socias”, organizado pelo Coletivo Digital em parceria com o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, no último sábado (18). O objetivo da atividade era fazer um diagnóstico de como se configura o ativismo digital hoje no Brasil.

O curso foi dividido em duas fases: a 1ª foi a apresentação do professor da Unesp, Juarez Xavier, sobre os aspectos teóricos conceituais das mídias radicais e como elas podem ajudar a organizar ações políticas mais avançadas; e a intervenção do jornalista Luis Nassif que discutiu as ações políticas possíveis do jornalismo militante nas redes, que procura criar um contraponto à informação produzida pela mídia hegemônica. A 2ª foi um trabalho da jornalista Kátia Furtado sobre ferramentas técnicas, operacionais, e softwares livres para mensurar como as atividades repercutem na rede.

Os participantes trocaram experiências e discutiram a política dos movimentos e das organizações, a gestão de pessoas, a mobilização de recursos e as possibilidades das plataformas móveis para o desenvolvimento do ativismo. “A ideia concreta do curso era, além de disseminar conhecimentos, ter a possibilidade de ampliá-los, mostrando que não basta estar na rede, é preciso estar na rede conectado”, explica Juarez. 

Outra pauta importante do evento foi a preparação para o “4º Encontro Nacional de Blogueiros”, previsto para 2014. A proposta feita pelo professor da Unesp é realizar um encontro regional em Bauru como preparatório para o grande encontro; “o nacional tem o objetivo de fortalecer o internacional, ampliando as redes. Nós queríamos fazer pequenas bacias de conexão em territórios menores”. 

Agora é esperar a resposta.

Foto: Barão de Itararé

15 de agosto de 2012

Pós-graduação da FAAC recebe professores da Espanha

Da Redação SICOM PET,
por Beatriz Haga e Gabriela Ferri


Ao consolidar o raciocínio e questionar os valores sociais efetivos baseados em textos legais e constitucionais, como dos direitos humanos e da infância e juventude, a professora doutora Catalina Norminanda Montoya encerrou a apresentação desta terça-feira (14) na sala 2A cujo tema era "Parámetros para medir la calidad de la comunicación: La calidad basada en valores". 

Doutora pela Universidade Autônoma de Barcelona, onde atua como professora titular, Norma, para os íntimos, é autora das obras: “La comunicación Audiovisual en la Educación” (2005), “La influencia de la Publicidad audiovisual en los niños” (2008) e “El papel de la inclusión comunicativa sobre el potencial de desarrollo” (2011). 

A exposição fez com que os alunos da graduação, pós-graduação e professores se questionassem: onde fica a opinião do receptor? A pesquisa realizada pelo Grupo de Cooperação Cientifica de Qualidade dos Conteúdos Audiovisuais (QC), apresentada por Norminanda, mostra exatamente esse ponto, o de como qualificar os conteúdos apresentados pelas produções audiovisuais na Espanha e no Brasil e saber, por exemplo, se uma novela está trazendo aos telespectadores valores bons ou ruins. 

Para a professora, assistir televisão é uma das principais atividades da grande parcela da população, que utiliza em média 3h30 do dia para consumo de produtos audiovisuais. Por isso, há uma ampla quantidade de conteúdo, com isso, a qualidade passou a ser questionada. “Uma produção audiovisual de qualidade é aquela que contribui para melhorar a qualidade de vida da população. É preciso avaliar a satisfação e a insatisfação do ser humano na formação dos valores”, esclarece. 

Através de pesquisas realizadas pela equipe, foi descoberta somente a existência de controladores de qualidade técnicos nas televisões espanholas e brasileiras. Os controladores de qualidade científicos são pouco utilizados ou inexistentes nas programações. Também foi constatado que os estudos de qualidade na televisão pública são diferentes dos da privada, pois a última está voltada muito mais para o lucro e audiência do que para a criação de debates e estímulo à cultura. 

O objetivo final do Grupo QC é criar um protocolo de controle de qualidade dos produtos audiovisuais, baseado nos valores humanos, sociais e educativos. A ideia é disponibilizar o produto gratuitamente para quem quiser consultá-lo. A iniciativa busca localizar a presença de valores nas mensagens audiovisuais e direcionar os conteúdos para determinados públicos, sem interferir na produção.

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