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Nova edição do Comunica PET!

Edição especial da Semana da Comunicação 2013

Premiação do Intercom Manaus

Unesp de Bauru ganha prêmios em categorias de produtos no Intercom 2013

Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental

Mais uma parceria inédita na Secom 2013

Parceria entre Secom e interdesigners

Dois eventos terão atividades conjuntas durante a Semana da Comunicação 2013

Projeto Morrinho

Projeto dismistifica a visão da favela como um lugar somente de violência através de ações culturais

Mostrando postagens com marcador TV Digital. Mostrar todas as postagens
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10 de julho de 2014

Desligamento da televisão analógica tem data definida no Brasil

Governo federal decidiu que o sinal da TV analógica começará a ser desligado em 2016 

Da redação SICOM-PET, Laisla Rodrigues

No último dia 23 (segunda-feira), o Ministério da Comunicação publicou no Diário Oficial da União a organização das datas do desligamento da TV analógica. De acordo com o cronograma, o desligamento terá início em 2016 e terminará em 2018. 

(Créditos: Viaeptv.com)


Em 29 de novembro de 2015 será realizado o projeto piloto no qual apenas o sinal do município de Rio Verde, no Ceará, será desligado. Seguindo lógica do início das transmissões da TV digital, as maiores cidades do país serão afetadas primeiro. Assim, A TV analógica começará a ser desligada em 2016, primeiramente em Brasília, São Paulo e Belo Horizonte. 

A partir do fim do programa de desligamento, as frequências usadas pela TV analógica ficarão liberadas no país para que sejam utilizadas nas transmissões de telefonia móvel e dados em alta velocidade. Isso será fundamental para liberar as faixas para as transmissões de banda larga 4G, que utilizarão as frequências até agora usadas pela televisão analógica. 

Daniel Slaviero, presidente da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV (Abert), em entrevista para O Globo, comentou a importância da realização do teste em Rio Verde, para conferir a dimensão dos problemas. Para ele, o maior problema deles (repetição de palavra) está na recepção da TV digital, já que a população de menor poder aquisitivo teria que possuir conversores e televisores digitais. Segundo O Globo, o governo federal afirmou que pretende desenvolver um plano de auxilio às famílias de baixa renda para a aquisição de conversor ou TV digital. 

24 de outubro de 2013

Conversando com a programação: as possibilidades da Televisão Digital

O futuro da TV Digital e a sua nova realidade a partir da internet serão alguns dos temas debatidos durante a SeCom 2013

Da Redação SICOM PET, por Nathália Rocha

Quem viu de perto, há sessenta e três anos, as primeiras imagens transmitidas em preto-e-branco através das cerca de 200 telinhas recém-espalhadas pelo país dificilmente conseguiria imaginar uma realidade marcada não só por imagens que beiram o real, mas também pela interação entre o expectador e aquilo que é transmitido.

A televisão digital chegou ao Brasil com uma promessa básica: melhoria da qualidade da imagem e do som. Assim como as primeiras televisões que chegaram ao país, trazidas por Assis Chateaubriand, o acesso a essa novidade, a princípio, também foi para poucos. Os preços abusivos fizeram com que se questionasse a possibilidade de popularização da nova tecnologia. Ainda assim, em pouco tempo termos como HDTV (high definition television, ou televisão de alta definição) se tornaram populares entre a população e vendedores.
Mas a nova tecnologia trazia outra promessa: a possibilidade de interação entre o cidadão comum e a informação transmitida. Em longo prazo, graças a maior banda de transmissão da televisão digital, pretende-se transmitir diferentes conteúdos através de um mesmo canal simultaneamente e informações de interatividade, como guias de programação e dados estatísticos.

Aplicativo "Segunda Tela" da Band traz informação extra sobre a programação exibida no canal


O professor Juliano Maurício de Carvalho, Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Televisão Digital da Unesp, afirmou que o país encontra-se em um período de transição do modelo analógico para o digital, e que a possibilidade de interação através do aparelho televisor ainda é uma promessa, uma realidade futura.

A internet, no entanto, se adiantou na concretização dessa promessa. Meio multi-plataforma por definição e cada vez mais marcado pela interatividade, o ciberespaço já engloba programações antes restritas à televisão, e carrega consigo não só a imagem e o som em alta definição, já possibilitados pela TV digital, mas também a interatividade e a mudança do papel da audiência diante de sua programação.

“Hoje a maioria das emissoras, dos conteúdos audiovisuais já têm apontado para uma integração e uma interação em um outro suporte midiático que não necessariamente a televisão e essa interação vai se dar no que se chama de ‘segunda tela’. Vai se dar em um segundo suporte, onde você interage por meio das redes sociais, por meio da internet como um todo, interage como um próprio programa. Ou seja, esse novo comportamento de assistir televisão fazendo uma outra atividade já é uma tendência”, completou o professor Juliano.

Esse novo modelo de digitalização e outras possibilidades para a tecnologia serão assuntos do Colóquio Mídia e Tecnologia, do Programa de Pós-Graduação em Televisão Digital, uma das atividades integradas à SeCom 2013. 

11 de abril de 2012

Sistema de TV Digital brasileiro será apresentado em feira internacional


Seminário sobre as experiências com o Sistema Brasileiro de Televisão Digital está na programação da NAB Show deste ano.


Da Redação SICOM PET,
 por Kelly De Conti.




Uma delegação irá representar o Brasil na NAB Show 2012, maior feira de radiodifusão do mundo, que ocorre no dia 17 de abril em Las Vegas. Os organizadores do evento convidaram o Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital (Fórum SBTVD) e a Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão (SET) para apresentar o seminário “ISDB-T Internacional”.

No evento, os brasileiros irão expor a tecnologia desenvolvida pelo país, em parceria com o Japão, para as transmissões de TV Digital. Além das características do ISDB-T, serão relatados os avanços conquistados nos últimos anos. As experiências com países que já adotaram o sistema nipo-brasileiro – como Peru, Costa Rica e Uruguai – também farão parte do seminário.

Essa feira costuma movimentar cerca de 18 bilhões de dólares e reunir mais de 90 mil profissionais de mídia e entretenimento de 150 países. A delegação brasileira contará com empresários do setor de telecomunicações, representantes do governo e radiodifusores. Entre eles, estarão presentes o gerente executivo da Anatel, Pedro Humberto de Andrade Lobo, o presidente do Fórum SBTVD, Roberto Franco, e o assessor da Secretaria de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Flávio Lenz.


Mais informações da NAB Show estão no site: http://www.nabshow.com/2012/default.asp




Industria Audiovisual en Espanha

Da Redação SICOM PET,
por Laura López Vargas
- estudante colaboradora da Espanha

Nunca antes se habían consumido tantos produtos audiovisuales como en la actualidad, el proceso de transformación resulta bastante complejo debido a numerosos factores que están alterando el tradicional sistema de vida de la maquinaria audiovisual. 

La Ley General de Comunicación Audiovisual (LGCA) del 31 de marzo de 2010, ha modificado radicalmente la industria audiovisual en España. 2010 fue un año clave para introducir elementos hasta ahora inéditos en la industria española como la prohibición de emitir publicidad en la Televisión Pública Española y la vía libre a la participación accionarial en más de una concesionaria que ha provocado ya todo un terremoto con la fusión de Telecinco y Cuatro (dos de las principales cadenas en abierto españolas). 

Estos nuevos procesos de concentración configuran un panorama empresarial semejante al que impera en países como Francia, Alemania o Reino Unido, donde encontramos diversidad de canales en propiedad de muy pocas manos. Esta concentración tiene aspectos muy negativos si tenemos en cuenta que a fin de cuentas el mensaje que el público recibe está construido por el mismo grupo de personas para diferentes audiencias y para la totalidad de los medios de comunicación, esto se traduce en un mensaje homogéneo que dista mucho de la transparencia informativa. La calidad del mensaje puede verse seriamente alterado si estas grandes concentraciones se siguen llevando a cabo tanto en España como en otros países vecinos.

El mercado audiovisual, centrado hasta hace poco tiempo en la televisión analógica, está migrando sus contenidos hacia nuevas plataformas tecnológicas tales como internet, telefonía móvil o la TDT, por ello, también la nueva televisión demanda profesionales capaces de liderar el modelo de televisión del futuro, formados para gestionar nuevos formatos de entretenimientos, técnicas de programación y comercialización en estas tecnologías.

Es de esperar que las nuevas reglas del mercado se impongan finalmente y acaben situando al negocio en una posición jurídica y de explotación similar a la de otros países europeos, mientras tanto, el sector tiene que afrontar el panorama actual y adaptarse al nuevo marco legal para la prestación de servicios, así como superar los retos del futuro, conviviendo con un modelo lleno de interrogantes en relación al negocio de las licencias y su arrendamiento o la sostenibilidad del modelo actual en las televisiones públicas, autonómicas y municipales.

El 3 de abril de 2010 se completó el apagón analógico culminando una transición al digital que abriría una nueva era audiovisual en España marcada por la multiplicación de canales y la fragmentación de audiencias, con el consecuente juego de alianzas y fusiones que aún hoy continúa.

Al multiplicarse las opciones que, con la llegada de la TDT, tiene el espectador, la fragmentación televisiva ha alcanzado su máximo apogeo, esto explica que las cadenas tradicionales hayan obtenido sus mínimos anuales. En cuanto a la publicidad y tras varios años consecutivos con retrocesos en cifras de inversión el año 2011 ha logrado estabilizar los números del año anterior con una cifra estimada alrededor de los 2.400 millones de euros, con un posible crecimineto del 2% más que en años anteriores.

El consumo individual de televisión (43% del total) sigue siendo el mayoritario seguido del consumo en pareja (39%) y en grupo (18%). Pese al empuje de nuevos soportes, el consumo de televisión crece de forma muy significativa para alcanzar los 234 minutos por perdona y día, confirmando que hasta el momento, internet y las nuevas tecnologías no afectan negativamente al visionado televisivo tradicional.

28 de março de 2012

Padrão nipo-brasileiro de TV digital é destaque na Costa Rica e em Angola

País africano discute a possibilidade de utilizar a tecnologia nipo-brasileira, enquanto
Costa Rica realiza a primeira transmissão de sua história


Ministro Paulo Bernardo
Da Redação SICOM PET, por Kelly de Conti.

Com previsão de desabilitar o padrão analógico em 2017, a Costa Rica testou o modelo de
televisão digital pela primeira vez em sua história no último dia 19. Para isso, utilizou o ISDB-
TB, tecnologia de transmissão desenvolvida pelo Brasil em parceria com o Japão. A veiculação
coube ao Canal 13, emissora pertencente ao Estado. Enquanto isso, o governo angolano
sinalizou, na última sexta-feira, a possibilidade de também usar essa tecnologia nipo-brasileira.

Os equipamentos utilizados na Costa Rica foram doados pelo Japão e instalados no vulcão
Irazú, que fica em uma região central do país. Para a presidente costarriquenha, Laura
Chinchilla, “este é um passo histórico que nosso país está dando”. Também estava presente o
vice-ministro do Interior e Telecomunicações do Japão, Tetsuo Yamakawa.

Já no país africano, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, representou o Brasil em
reunião com o vice-ministro de Telecomunicações angolano, Aristides Safeca. Nenhuma
decisão foi tomada, mas o representante de Angola apontou, em pronunciamento oficial, a
preferência pelo modelo nipo-brasileiro.

“Fizemos um estudo dos dois sistemas [nipo-brasileiro e europeu], durante quase três anos,
que resultou na recomendação técnica para que Angola escolha o ISDB-TB. Mas a decisão
técnica depende de uma decisão política que também leva em conta orçamento, estratégia
e planos de negócios”, admitiu. Ele ainda destacou outro aspecto que deixa mais próxima a
escolha pela tecnologia brasileira. “A TV Digital requer produção audiovisual, no que Angola
tem limitações, mas que pode criar facilidades, uma vez que nossos países falam a mesma
língua”.

O vídeo da reunião com o vice-ministro de Telecomunicações angolano pode ser visto em nosso canal no YouTube e na área de vídeos de nosso blog.

24 de fevereiro de 2012

Abertas inscrições para 'Curso PET de Cenografia Digital'


Estão abertas as inscrições para o curso de “Cenário Digital” organizado pelo Grupo PET/RTV e pelo Departamento de Comunicação Social da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Unesp, campus de Bauru. 

O curso tem a finalidade de apresentar aos participantes conhecimentos teóricos, técnicos e práticas profissionais necessárias para a produção de cenários físicos e virtuais para a TV digital. As aulas são encontros de estudo dos processos teórico-práticos sobre a produção cenográfica, da concepção de croquis, passando pela produção do desenho técnico, até as formas de construção de cenários físico ou computacionais. 

O repertório adquirido focará a produção de cenários digitais físicos e híbridos (físico e digital) que dê conta de explorar as especificidades da produção de imagem e da linguagem audiovisual da TV digital. A TVD incorpora apresenta imagens com melhor definição, recursos de interatividade e recepção em dispositivos portáteis, elementos que impõe novos desafios para a produção cenográfica televisual. 

A atividade justifica-se pela urgência da qualificação de profissionais capazes de lidar com as especificidades da linguagem e da técnica intrínsecas à produção audiovisual para TV digital. O objetivo didático-pedagógico é inserir a temática nos cursos de graduação em comunicação e áreas afins da FAAC-UNESP, cujos currículos ainda se concentram em produção cenográfica para a TV analógica. 

O curso de Cenografia Digital conta com o apoio do Departamento de Comunicação Social e será ministrado pela arquiteta e semioticista Profa. Dra. Daniele Fernandes, docente colaboradora do Grupo PET/RTV e destina-se à professores, estudantes de graduação e de pós-graduação da Unesp, principalmente os de Radialismo, Relações Públicas, Jornalismo, Design, Arquitetura, Artes, Computação, Engenharia, Educação, Pedagogia e profissionais do mercado interessados em produzir cenografia para TV digital.

CRONOGRAMA:

Inscrições:
Para se increver, é preciso preencher a ficha de inscrição disponível no link abaixo, imprimir, entregar no Departamento de Comunicação Social nos horários de atendimento juntamente com a taxa de R$ 50,00.
Total de Vagas: 30
Inscrições até 07 de março


Ao final do curso, o participante receberá certificado com carga horária de 32 horas.


FICHA DE INSCRIÇÃO


Grupo PET-Rádio e Televisão
Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação
Departamento de Comunicação Social
Contatos:
Telefone: 3103-6066 Ramal: 7204
Portal de Notícias: www.petrtv.com.br
Twitter@PET_RTV

20 de fevereiro de 2012

Governo deve deixar exigência do Ginga apenas para 2013

Por Samuel Possebon do TELA VIVA News

Ao que tudo indica, o decreto que estabelecerá o Processo Produtivo Básico (PPB) de televisores com o middleware Ginga está pronto para ser publicado e, segundo fontes do governo, deve isentar a indústria de incluir o Ginga nos equipamentos produzidos este ano. Em compensação, a partir de 2013, o percentual de televisores com Ginga deverá ser de 75% sobre toda a base, ou seja, tanto sobre televisores conectados quanto sobre televisores sem conectividade. Será possível abater dessa cota em 2013 até 15 pontos percentuais caso haja estoque de equipamentos com Ginga produzidos em 2012. Se confirmados os percentuais, já que esta semana ainda havia alguma movimentação junto às principais autoridades envolvidas, a mudança é significativa em relação ao que o governo esperava publicar em janeiro. Na época, o portal Convergência Digital informava que a ideia do governo naquele momento era exigir 30% de televisores com Ginga ainda este ano, 60% em 2013 e 90% em 2014.

A aposta do governo é que o Ginga será alavancado por uma profusão de aplicativos abertos e, sobretudo, aplicativos de governo eletrônico que serão embarcados nos televisores e devem ser produzidos com financiamento do governo. Mas as mesmas fontes reconhecem que ainda não existe muita clareza sobre a questão do canal de retorno. Ainda que seja possível um bom grau de interatividade simulada (aquela em que o usuário na verdade interage com dados armazenados na memória do dispositivo), dificilmente isso terá apelo no crescente ambiente de TVs conectadas, em que cada fornecedor tem o seu próprio middleware e ecossistema de desenvolvimento de aplicativos. Mais do que isso, com a perspectiva de televisores com sistema operacional Android, que é aberto a desenvolvedores (ainda que do lado do fabricante a Microsoft tenha entrado com diversas ações de cobrança de royalties), o governo sabe que terá que enfrentar uma disputa global no desenvolvimento de aplicativos. O cenário tende a se complicar caso surjam esse ano televisores com sistemas operacionais da Apple e Microsoft embarcados, como já apostam analistas.

Segundo integrantes do Forum TV Digital ouvidos por este noticiário, o Ginga é importante do ponto de vista das emissoras de TV para que os radiodifusores assegurem autonomia na interatividade, mas eles mesmos acreditam que o ideal seria exigir o middleware apenas em TVs conectadas, justamente por conta da crescente necessidade de um canal de retorno.

Segundo apurou este noticiário, para resolver o problema do canal de retorno, o governo chegou a cogitar colocar alguma obrigação de acesso à rede LTE das teles no edital de 2,5 GHz, mas avaliou que não haveria tempo para definir um modelo. Há ainda a expectativa de que a banda U da faixa de 2,5 GHz, que tem 15 MHz de largura e será destinada a aplicações do governo, possa um dia ser utilizada para isso. Ou que no bojo de um debate sobre o futuro da faixa de 700 MHz, em 2013, fique mais claro que alternativas poderão ser buscadas para uma interatividade plena que independa de um acesso do cidadão à Internet. Mas tudo isso está longe de uma definição.

19 de fevereiro de 2012

O futuro da TV: a caminho da reinvenção?

A discussão sobre o destino da velha mídia continua, especialmente com a chegada das Smart TVs e seus muitos recursos

Por Stephanie Kohn do Olhar Digital

Uma discussão que nunca sai de pauta é se a internet vai acabar com a televisão. Apesar de muito ter sido dito sobre o assunto, há ainda alguns pontos a serem abordados, especialmente com a chegada das Smart TVs, que apostam na integração com a internet, diversos aplicativos e outros recursos atraentes como reconhecimento de voz e gestos.

Em uma rápida pesquisa nas redes sociais do Olhar Digital, descobrimos que muita gente trocou a TV pela internet e os motivos são sempre os mesmos: falta de conteúdo interessante na programação das emissoras, principalmente na TV aberta, e abundância de conteúdo gratuito na internet. Fora isso, a possibilidade de escolher o que você quer assistir e a rapidez com que se acha qualquer coisa na web também chamam atenção dos internautas. Há ainda aquelas pessoas que precisam da interação que a internet oferece.

Mas, apesar de parecer que a batalha entre as mídias está perdida, ainda há muita esperança para a TV. A velha mídia está se reinventando por meio de um novo modelo, que chegou para tentar recuperar o espaço perdido. As chamadas Smart TVs - tão faladas aqui no Olhar Digital - apostam na união das qualidades de ambas as mídias. E parece que têm gerado resultado. 

Ao questionarmos nossos leitores sobre as televisões inteligentes a resposta foi, praticamente, unânime: somente a TV com internet poderia solucionar os problemas que geraram o abandono das telonas. Mesmo que os aparelhos ainda tenham preços mais salgados.

"As Smart TVs são um complemento necessário para se manter a tradição do 'ver tv', pois elas têm uma programação sob demanda e permitem compartilhar e interagir, tudo isso com uma ótima qualidade de imagem", comenta o leitor Reinaldo Del Fiaco, piloto privado e produtor de TV. Além disso, segundo o estudante de engenharia de produção, Fábio Gomes, o conceito da televisão inteligente é ótimo, principalmente pelos recursos extras como aplicativos, o conforto de acessar a internet do sofá e, ainda por cima, com uma tela bem grande.

A Samsung também compartilha da mesma opinião dos internautas: o futuro da TV é a Smart TV.
Por isso que a companhia está bastante otimista com o mercado de televisões conectadas para 2012. "No ano passado foram vendidos cerca de 2 milhões de aparelhos conectados em um mercado composto de 12 milhões de unidades de televisores. A parcela de Smart TVs vai ganhar cada vez mais destaque. Este mercado deve dobrar, chegando a 4 milhões de unidades em 2012", afirmou Rafael Cintra, gerente sênior de TVs e AV da Samsung. Além disso, o executivo acredita que, daqui dois ou três anos, as Smart TVs ultrapassarão as televisões convencionais em quantidade de unidades vendidas.

TV na nuvem
Daqui dois a três anos o mundo terá mais de 20 bilhões de dispositivos móveis, entre tablets, notebooks e smartphones, capazes de receber imagens de TV, segundo Ethevaldo Siqueira, especialista em tecnologia. No entanto, este cenário traz dois grandes desafios para as empresas, operadoras, indústria e governos: disponibilidade de banda larga para atender, principalmente, à demanda gigantesca de conteúdo de vídeo e o armazenamento do conteúdo. Ou seja, este armazenamento terá que ser, preferencialmente, na nuvem.

Este cenário de televisões na nuvem foi definido pelo diretor de engenharia da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), Emerson Weirich, como "hybridcast", uma padrão avançado de radiodifusão na era da banda larga. De acordo com ele, a adoção da nuvem dará a possibilidade de combinar a transmissão tradicional com a programação armazenada na nuvem, acessada por meio das Smart TVs. O telespectador poderá ver programas ao vivo ao mesmo tempo que revê um seriado ou novela que já foi transmitido. "A TV está se movendo para a nuvem e isto é inevitável, assim como a integração com a internet", conclui.

Na mesma linha, a Samsung apresentou durante a CES 2012, feira de tecnologia realizada em Las Vegas (Estados Unidos), o seu serviço em nuvem disponível nas novas Smart TVs da marca. O AllShare Play permite aos consumidores arrastar conteúdos manualmente para a nuvem ou diretamente para sua Smart TV e dispositivos móveis. O recurso contará com uma quantidade limitada de armazenamento gratuito.

A TV na internet
A internet dentro da TV é o futuro, mas a televisão dentro da internet é realidade há alguns anos. A TV UOL, por exemplo, foi criada em maio de 1997, um ano depois do início das operações do portal, e hoje já executa mais de 60 milhões de vídeos por mês.

Para Rodrigo Flores, diretor de conteúdo do UOL, esta união deu certo porque as pessoas se acostumaram com o mundo sob demanda que a internet proporcionou e a TV ainda não estava totalmente pronta pra isso. 

"O broadcast, aquela programação que é transmitida ao telespectador sem que ele tenha opção, ainda é dominante. Na internet é possível ver o que quiser, na hora que quiser. Além disso, a qualidade das conexões à internet deixou de ser um problema para a maioria dos internautas", comenta.

Mas, Rodrigo faz algumas ressalvas: ainda há muitos vídeos de má qualidade na rede e existe o complicador da ergonomia do dispositivo utilizado para acessar os vídeos via web. A maioria ainda acessa via computador, ou seja, não é o lugar mais confortável para assistir a vídeos longos.

Porém, estes empecilhos tendem a desaparecer no futuro, segundo o diretor. Para ele, a tendência é a convergência, em que a TV produzida na internet será vista no aparelho de televisão e as emissoras vão produzir mais conteúdo exclusivo para a web.

16 de fevereiro de 2012

Briga na TV paga é coisa de "cachorro grande"

via adNews

A TV paga estava morna, afastada do noticiário não fosse uma ou outra informação sobre briga de audiência ou crescimento de mercado. Até que a chegada do Fox Sports chacoalhou este cenário de uma maneira tão forte que acordou todos os "cachorros grandes" que nele moram.

O polêmico José Trajano, ex-chefe do jornalismo da ESPN, entrou na discussão que persiste porque Net e Sky ainda não se decidiram sobre abrigar ou não canal de esportes. Está em jogo uma parcela significativa de audiência: cerca de 10 milhões de pessoas, 70% dos assinantes do setor, que ainda não conhecem a cara da Fox Sports no país.

Trajano criticou o sentimentalismo em torno da situação da Fox, e fez questão de esclarecer que não há pequenos na disputa. “Dá a sensação que esse negócio de ligue para a sua operadora, faça seu pedido… Pelo amor de Deus. A ESPN é da Disney, a SporTV é da Globo, o Fox é do Murdoch. É briga de cachorro grande, não é café pequeno”, disse, na edição desta quarta-feira do “Pontapé Inicial”, da ESPN Brasil. “Espero que todo mundo tenha oportunidade de ter concorrência, só não podemos nos levar por essa espécie de sentimentalismo. O Fox é do Murdoch, gente, um dos caras mais ricos do mundo”, completou.

As discussões em torno do imbróglio estavam mais brandas e se intensificaram após a estreia dos times brasileiros na Libertadores da América, na semana passada. A expectativa de que os milhões de pessoas ficariam sem ver os jogos na TV paga não agradou a ninguém, muito menos aos torcedores e clientes de Net e Sky, que se sentem prejudicados com a briga de bastidores.

O reflexo da insatisfação já é sentido até no comércio. Donos de bares da capital paulistana têm sido cobrados por frequentadores habituais interessados em assistir aos jogos do torneio, conforme informa o UOL Esporte. A Globo é detentora dos direitos do evento para a TV aberta, mas só passa o chamado “filé-mignon” da competição, o que acaba por deixar o torcedor desfalcado de opções.

"Temos o pacote da Net. Tenho dez aparelhos de TV e um telão aqui, pago por ponto e gasto quase R$ 1 mil por mês. A gente está brigando com eles, eu pago tudo direitinho, e na hora que estou mais precisando não vou ter. A gente vive disso, recebemos todas as torcidas. Ando escutando: 'meu, dá um jeito nisso'. Graças a Deus o Corinthians vai passar na Globo", diz Sidney Elias, sócio-gerente do bar “Artilheiros”, em São Paulo, em entrevista a Bruno Freitas e Vitor Pajaro.

A Fox Sports estreou oficialmente em 5 de fevereiro, mas só conseguiu acordo com operadoras de pouca expressão, representantes de cerca de 10% do mercado, 1,3 milhão de assinantes. Transmitem o sinal da Fox Sports a CTBC, Nossa TV, Telefônica TV Digital TVA e a Oi TV.

9 de fevereiro de 2012

EBC prepara teste piloto de Ginga com canal de retorno

Fonte: Telesíntese

A Empresa Brasileira de Comunicações está preparando um teste piloto para oferecer serviços públicos através do sinal de TV digital aberta usando o middleware de interatividade Ginga e com possibilidade de canal de retorno para que o usuário também possa enviar informações. O objetivo é usar os resultados do piloto na elaboração de um projeto nacional que será apresentado ao governo para impulsionar o uso do Ginga através da TV pública e “criar uma política de estado”, afirmou o superintendente de suporte da estatal, André Barbosa Filho.

Barbosa participou nesta quinta-feira (9) de um debate sobre TV digital na Campus Party, em São Paulo, onde defendeu a necessidade da TV pública levantar a bandeira da interatividade na TV aberta, uma vez que as emissoras comerciais não têm interesse na tecnologia por não haver um modelo de negócios consolidado para a publicidade com Ginga. “Quem tem que tocar esse projeto é a TV pública: é quem vai prestar os serviços públicos, é quem não depende da receita da publicidade. A TV pública é a sociedade na casa da pessoa”, disse ele.

Os testes devem ocorrer nos próximos 6 meses em 3 cidades de diferentes tamanhos, e contarão com o apoio da Telebras, que fornecerá a rede de canal de retorno. Entre as propostas em estudo está a possibilidade de entregar conversores de TV digital embarcados com Ginga e aplicativos de serviços públicos como SUS, Previdência e Caixa a beneficiários do Bolsa Família, e a partir daí medir e analisar o uso dos aplicativos pela população. A EBC também planeja abrir editais para o desenvolvimento dos aplicativos que serão usados no piloto.

Outro plano em análise citado pelo superintendente é o de reservar um pequeno porcentual da receita de grandes estatais como Petrobras para investimentos em publicidade interativa, que use o Ginga, nas emissoras comerciais. “Você precisa criar um modelo de TV que permita a convivência entre a publicidade antiga e a interativa”, disse Barbosa.

Frequências

Barbosa também comentou que a EBC está trabalhando para reaver as faixas de canal UHF de 60 a 68, que seriam reservadas para o sinal digital das TVs públicas, mas ocupam a disputadíssima frequência dos 700 MHz, atualmente usada para a TV analógica, mas que é reivindicada pelas operadoras para uso no serviço de telefonia móvel 4G. O superintendente, no entanto, não quis dar mais informações.

11 de janeiro de 2012

A vida através da tela

“O videografismo é uma área de trabalho multidisciplinar”. Foi com essa frase que os videografistas da TV UNESP André Turtelli Poles e Lucas Silveira de Azevedo deram início à oficina “Videografismo na TV Digital”, no terceiro dia do II Simpósio Internacional de Televisão Digital (SIMTVD).
Isso porque a equipe de videografismo da TV UNESP é composta por pessoas formadas em vários cursos diferentes, cada membro com suas especificidades. André é formado em Design e Lucas, em Propaganda e Marketing.

A palestra inicial da oficina foi sobre as características da TV Digital. De acordo com Lucas, a digitalização da TV se baseou na cada vez mais freqüente inclusão tecnológica das novas gerações. “Hoje, nossa vida é através da tela. Estamos sempre na TV, no celular, no computador, nos tablets. Foi por isso que a digitalização da TV foi pensada”, afirma.

O videografismo, identidade visual de um produto audiovisual, existe há muito tempo e surgiu na televisão analógica. É trabalho de videografistas produzir infográficos, vinhetas, bases de GC e todos os outros elementos gráficos do vídeo. A diferença na TV Digital são os recursos de alta definição, que proporcionam ao telespectador uma experiência mais rica e completa. 
Na oficina, não faltaram exemplos de vinhetas e nem o passo-a-passo de sua produção. A apresentação das vinhetas de programas como Unesp Informa e Som e Prosa, da TV UNESP, foi acompanhada de rápidos tutoriais e fotos de making of.

Depois da explicação teórica, os oficineiros partiram para a prática. Os participantes da oficina foram convidados a produzir uma pequena vinheta com duração entre cinco e dez segundos. O apoio dos videografistas foi importante para a passagem das idéias do papel para programas como Photoshop e After Effects.

Laís Mondeli, Jornal Jr. Unesp

Velha Mídia, novas possibilidades

Possibilidade, mobilidade, interatividade. Com essas palavras, os participantes do mini-curso “Desenvolvendo Aplicativos Interativos para TV Digital e Múltiplos Dispositivos” responderam a pergunta “o que é TV Digital para você?”, feita na abertura do curso pelo doutorando em TV Digital Alan Angeluci.

O laboratório onde o curso aconteceu reuniu um grupo heterogêneo: estudantes e pesquisadores de Ciências da Computação, Jornalismo, Matemática, Rádio e TV e Relações Públicas comprovaram a afirmação de Alan de que, nos estudosem TV Digital, todas as áreas são bem-vindas.

Alan falou sobre a estrutura da TV digital hoje e as inúmeras possibilidades de interação que ela já possibilita e as que vai poder utilizar no futuro. A potencialidade do sinal digital, que segundo as estimativas só cobrirá todo o território nacional em 2016, pode ser vista em alguns exemplos de vídeos e imagens que o pesquisador trouxe.Em São Paulo, canais como Globo, Record e SBT já disponibilizam alguns programas com recursos interativos. A interação pode ocorrer em um capítulo de novela, na qual o telespectador assiste à história e, ao mesmo tempo, vê a descrição de cada personagem, ou durante o jogo de futebol, quando o torcedor pode acompanhar a partida enquanto confere a tabela de classificação do campeonato. “As emissoras estão em uma primeira etapa de experimentar as aplicações”, explicou Alan.

Aproveitando os exemplos, Alan organizou uma atividade prática, na qual os participantes do mini-curso puderam utilizar ferramentas simples para confeccionar um projeto de aplicação interativa para o telejornal Fala Brasil da Record. Usando os programas fornecidos pelo pesquisador, mesmo quem não domina programação conseguiu dispor elementos visuais na tela e relacioná-los, criando uma enquete e um box de informação sobre o programa.

As novidades na área são muitas e prometem crescer cada vez mais. Alan garante que as inovações tecnológicas mudam a forma de se fazer TV, mas as características dessa mídia continuam as mesmas. Citando uma charge do Angeli, Alan garante que não importa se é digital ou analógica: o importante é ter conteúdo.

Regiane Folter, Jornal Jr. FAAC/Unesp

TV pública se encarrega de incluir Brasil na Era Digital

Imagine-se à beira do rio Amazonas, ao lado da mata densa num ponto isolado da civilização. Agora pense se seria possível mandar um e-mail através de uma TV. Se você respondeu que não, você errou. Em alguns anos, a tecnologia da TV digital será lançada e a abrangência de uma rede de internet sem fio tornará possível o envio de um e-mail pela tela da televisão até de pontos isolados do país.

A tecnologia que possibilita essa façanha é o WiMAX. Uma espécie de banda larga semelhante ao WiFi que se diferencia por cobrir até 70km de raio de atuação e permite a radiodifusão. A tecnologia será difundida em cidades de até 100 mil habitantes.

Num país em que mais de 68% da população não tem acesso à internet e 98% das casas possuem televisão, a TV será uma grande opção para a inclusão da sociedade ao mundo digital.

“Para popularizar a TV digital nós temos que baixar custos. Ano que vem no ano da Copa a gente espera que as empresas baixem os custos de seus equipamentos”, diz o doutor em comunicação pela ECA/USP e atual assessor da Casa Civil da Presidência da República, André Barbosa Filho. Ele ainda lembra que a TV digital não oferece apenas melhor qualidade de imagem, como a participação do espectador na produção de conteúdo.

O assessor se refere às opções de participação através da nova TV. O usuário pode acessar a internet, ler livros e até interagir com a tecnologia do celular. “A rede pública é a melhor alternativa para os projetos inclusivos da TV digital. As TVs comerciais não pretendem usar a interatividade plena.”, garante.

Barbosa ainda afirma que a verdadeira interação do espectador, enviando informações para a programação e participando das atrações será vista na TV pública. A expectativa para a implementação do projeto é para meados de 2010. Agora, a interação pela TV digital, também será direito de todos.

Jornal Jr., FAAC/Unesp

TV Digital é destaque no GP da multimídias

Os congressistas do GP de Conteúdos Digitais e Convergência Tecnológica demonstraram grande interesse pelo universo digital, nesta sexta-feira, dia 3. Os temas abordados foram plataformas digitais como TV e rádio digital, celulares, games, I-Pods, Palms e computadores. Todos os participantes voltaram suas expectativas para o mercado digital no Brasil.

Entre as monografias apresentadas, a necessidade de explorar a Internet como veículo de informação foi considerada primordial na atualidade. Foram mencionadas tentativas já realizadas pela mídia, para atrair determinada parcela da população. Ao exemplo, a comercialização de produtos relacionados à televisão na internet, que representa o meio de comunicação da massa e mais rentável.

A utilização de ferramentas especializadas em outras áreas, não só na comunicação, mas também design, softwares e tecnologia da informação foram mencionados por Fernando Ramos Gelonese durante sua exposição. O ex-aluno da UNESP de Bauru, formado em Rádio e TV, trouxe um trabalho conjunto de seis profissionais, envolvendo pessoas da área de comunicação e design. Ele ainda contou da utilidade do seu projeto, “A criação de um modelo de aplicação interativa é uma oportunidade de acelerar a resolução de problemas na área televisiva”.


Ainda na sessão, outro fator foi discutido, TV digital como produtora de conteúdo. “Atualmente a preocupação social e cultural é maior, perante a tecnologia e comércio”, disse Carlos Eduardo Marquioni, doutorando em UTP.

Outras universidades trouxeram seus trabalhos, A UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) – Ondas de Impacto da TVD, sinal analógico para digital; Universidade do Maranhão – Personalizar para interagir; UNICAMP (Universidade de Campinas) – Educação e conteúdo Digital.

Principais objetivos da TV Digital

Duas atividades do II Simpósio de Televisão Digital aconteceram na manhã do dia 11, das 8h às 10h. Uma delas ocorreu na sala 70 da FAAC (Faculdade de Artes, Arquitetura e Comunicação) e tinha como tema central o “Desenvolvimento de Conteúdos Digitais Multiplataforma” e foi apresentada por Leonardo Enrico, Fernando Ramos e mais quatro pessoas, todos produtores de multimídia da TV Unesp. A outra apresentação ocorreu na sala ao lado, a 71, tratava do “Acervo Ibero-Americano de Televisão Digital” e foi apresentada pelo professor Juliano Maurício e pelo aluno Pedro Zambon.

Ambas as exposições trataram da utilização da tecnologia para a melhoria da prestação de serviços. A diferença é que a TV Unesp preza, em primeiro lugar, pela utilização das diversas mídias (áudio, escrita, imagem) para melhorar a execução dos seus programas e serviços. Visa-se também a conquista da interatividade com o telespectador. O portal da TV Unesp tenta manter a conexão entre os programas do canal e o contato mais forte entre o internauta e os produtores da notícia.

Já o projeto do professor Juliano Maurício visa, principalmente, facilitar a vida do pesquisador, do mais experiente àquele que está na iniciação científica. O site do projeto possui uma série de bibliografias nas normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas e Técnicas). O cientista pode também compartilhar as suas produções no site para aumentar o acervo do endereço eletrônico. Essa página, entretanto, limita-se a colher bibliografias que estejam relacionadas ao tema da Televisão Digital no contexto Ibero Americano.

Pedro Borges, Jornal Jr. FAAC/UNESP

América Latina se une para desenvolver a TV Digital

Nações se unem em torno da tecnologia para escolher os melhores caminhos para a transição.

Dando continuidade às atividades desenvolvidas durante o II SIMTVD, será realizada, no dia 10, uma mesa de debates sobre “Tecnologias e Desenvolvimento da TV Digital”, com coordenação da professora Dr. Vânia Cristina Pires Nogueira Valente do Programa de Pós-Graduação em Televisão Digital da Unesp com os convidados Luiz Valle da Universidade de Palermo, Eduardo Winter do INPI, Edson Costa de Barros Carvalho Filho da Universidade Federal de Pernambuco e Eduardo Martins Morgado, também do Programa de Pós-Graduação em Televisão Digital da UNESP.

A transição para a TV Digital tem provocado profundas alterações, não só no Brasil, mas em toda a região latino-americana que também passa por essa fase de mudanças. O diretor da Pós-Graduação em TV Digital da Universidade de Palermo, Luiz Valle, relata que essa transição tem permitido que, pela primeira vez, essas nações trabalhem juntas para escolher um mesmo padrão de tecnologia. ‘’A TV Digital aparece com uma semente que pode dar origem a uma integração regional similar a da União Europeia’’, arrisca o professor.

A implantação da TV digital se encaixa em um fenômeno mais amplo de envolvimento do estado para desenvolvimento de redes de telecomunicações e serviços, como por exemplo, o Plano Nacional de Banda Larga no Brasil e o Plano Nacional de Telecomunicações ‘Argentina Conectada’. As proporções entre setor público e setor privado envolvidos nos projetos variam de acordo com cada país, mas em todos eles tem-se visto um papel cada vez maior do Estado e das universidades, tanto públicas quanto privadas. “Eventos como o SIMTVD têm a virtude de permitir a interação entre os setores acadêmicos e empresariais dos países da região. Isso gera uma oportunidade para troca de experiências, produzindo uma cooperação de valor inestimável”, completa Luiz Valle.

A médio e a longo prazo, há de ser visto que os países latino-americanos são capazes de desenvolver todo o potencial da TV Digital e das comunicações de banda larga, fazendo com que essas tecnologias possam melhorar a qualidade de vida da população e aumentar a integração com a comunidade global.

Quem quiser discutir e acompanhar essas e outras possibilidades de desenvolvimento de tecnologias da TV Digital, é só se inscrever e acompanhar a mesa de debates que começa às 9h30 no auditório da central de salas da FAAC, na Unesp de Bauru.

Jakeline Lourenço, Equipe PET de Jornalismo

Mercado de TV paga chegou a 12,4 milhões de assinantes em novembro

De acordo com os dados referentes ao último mês de novembro, o serviço de TV a cabo atingiu 12,4 milhões de domicílios, diz a Anatel. O crescimento no penúltimo mês do ano passado, de 275.597 assinantes, representa evolução de 2,27% em relação ao mês anterior e 30,54% em relação a novembro de 2010.

O DTH continua sendo a tecnologia que mais cresce e, consequentemente, abocanhou boa parte dos novos acessos de novembro: 229.374, contra 51.964 da tecnologia via cabo. Já o MMDS perdeu 5.741 assinantes. Percentualmente, o DTH ficou com 83,2% dos novos acessos e o cabo com 18,8%. 

Em dezembro de 2010, os serviços DTH representavam 45,8% do mercado nacional e os serviços prestados via TV a cabo perfaziam 51,0% do setor, conforme divulgado naquele mês. Ao fim novembro de 2011, a participação do DTH atingiu 54,1% da base e o serviço a cabo passou a responder por 43,9% dos assinantes, tendo assim o serviço DTH obtido 1,2 milhão de assinantes a mais do que o serviço prestado por cabo.

O Estado do Piauí, embora tenha registrado a maior variação entre o número de domicílios atendidos nos últimos 12 meses, com crescimento de 78,39% da base, ainda é a unidade da federação com menor penetração do serviço em novembro de 2011, com 5,1 de cada 100 domicílios.

Faltam Profissionais Especializados em TV Digital

Samsung, Philips, RF Telavo e Linear dizem que devem aumentar as contratações, mas salientam que quem vai precisar de mais mão-de-obra são as radiodifusoras. Há uma carência tremenda de profissionais especializados em TV Digital no mercado e fabricantes como a Philips, Samsung, RF Telavo e Linear concordam que a demanda ainda vai aumentar.

“Se houvesse oferta de mão-de-obra, contrataria hoje pelo menos 50 profissionais, principalmente na área de radiofreqüência”, ressalta o diretor executivo da RF Telavo, Jakson Alexandre Sosa. Para solucionar o problema e diante do fato de que as universidades não têm cursos voltados para a área, a empresa diz que está formando sua própria mão-de-obra. “Varremos as faculdades do estado de São Paulo e não achamos ninguém, então partimos para buscar pessoas no nosso centro no Rio Grande do Sul”, conta.

Segundo ele, o problema é que, como de praxe, depois do treinamento e de as pessoas ficarem lapidadas as emissoras as levam embora. “As radiodifusoras têm várias facetas e muitas áreas que precisam de especialistas, como em produtos e aplicativos de middleware que formam um cenário amplo que as fazem ter mais problemas que nós”, afirma.

Na Samsung o problema da falta de profissionais só não é maior, segundo Benjamin Sicsú, vice-presidente da companhia, porque a empresa possui um centro de pesquisas que ajuda na formação de pessoas. “Quem tem institutos desse gênero precisa treinar e contratar com antecedência”, explica. Apesar disso, ele diz que a empresa deverá aumentar o número de contratações e que a preocupação é especialmente com profissionais que entendam de semicondutores, porque “os profissionais de eletrônica são muito bons”, avalia.

A Philips conta que também não tem sofrido tanto porque acredita que ainda não chegou a hora em que precise de pessoas realmente especializadas. “Os produtos mais imediatos já estão prontos, como o set up box – talvez em dezembro e em 2008 é que precisaremos de mais desenvolvimento interno”, acredita Walter Duran, diretor de tecnologia da empresa.

De acordo com o executivo, quem realmente vai sofrer com a falta de profissionais são as radiodifusoras, que demandarão profissionais para o desenvolvimento do Ginga. “A chave do ouro está no middleware, que fica entre o sistema operacional e o hardware e vai determinar as aplicações”, descreve.

A Linear, fabricante nacional de equipamentos de transmissão de sinais para TV, contratou recentemente 23 pessoas para a linha de montagem e seis para desenvolvimento dos primeiros transmissores. O executivo diz que é difícil principalmente encontrar pessoas para o desenvolvimento, porque não existe formação para isso. “E a demanda ainda vai aumentar muito depois do início oficial das transmissões”, aposta.

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