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26 de maio de 2012

Aumento no consumo de crack preocupa poder público

Droga tem consumo crescente e governos municipal e federal ampliam medidas de combate ao uso

Colaboração
por 
Amanda Pioli, Felipe Mateus, Luciana Fraga  

Discentes do 7º Termo de Comunicação Social-Jornalismo da FAAC/Unesp 


O crack já é a droga ilícita mais consumida no estado de São Paulo. De acordo com uma pesquisa divulgada em 2011 pela Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, ele foi apontado como a mais usada, citado em 31% das respostas. Esse número só é menor que o de consumo de álcool, droga lícita, que totaliza 49% das respostas. A preocupação gerada pelo aumento do uso leva às medidas adotadas pelos municípios e pelo governo federal.

A estimativa da Polícia Militar de Bauru é de que existam cerca de 70 pessoas na cidade que vivem em função do crack - os traficantes. O número preocupa ainda mais quando são considerados os usuários: mais de dois mil. Grande parte dessas pessoas se acumula nas proximidades da linha férrea, localizada em baixo do viaduto, no cruzamento da rua 13 de Maio com a avenida Nuno de Assis. O local é conhecido como a “cracolândia bauruense”. 

Em reportagem publicada no dia 6 de junho, o Jornal da Cidade de Bauru mostrou uma outra faceta do crack, o abandono. Usuários passaram a utilizar tubulações do Departamento de Água e Esgoto (DAE) depositadas em uma área próxima ao Rio Bauru. 

O major Flávio Kitazume, subcomandante do 4º Batalhão da Polícia Militar do Interior (4ºBPMI), afirma que o uso das drogas contribui muito para a ligação dos usuários a atividades criminosas. “O crack é uma droga que vicia rapidamente e causa uma dependência muito forte”, aponta. Segundo o major, “quando o indivíduo não tem mais dinheiro para comprar as pedras, ele parte para o roubo, inclusive dentro de casa, e para a prostituição”. 

Kitazume ainda observa que a maior preocupação da PM é detectar os pontos de venda para poder combater o tráfico. Para ele, algumas medidas colaboram com a diminuição do uso da droga. “As campanhas desenvolvidas trabalham com a conscientização da sociedade. A educação familiar, no entanto, é fundamental para auxiliar no tratamento de dependentes e afastar possíveis novos usuários do vício”, adverte. 

Iniciativas na cidade 

Para combater a disseminação do crack, Bauru conta com algumas operações realizadas pela Secretaria do Bem-Estar Social (SEBES). Entre elas, estão a “Enfrentamento ao crack”, que já acontece há alguns meses, e o “Projeto Revitalizar”. 

As operações são realizadas durante o dia, não abrangendo, portanto, todos os usuários. A “Enfrentamento ao Crack” percorre locais predeterminados no período das 6h às 9h da manhã, para retirar as pessoas das ruas, e levá-las a locais seguros, e depois encaminhá-las ao o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Creas Pop). Tal limitação no horário exclui do recolhimento os usuários de drogas que voltam a esses locais de risco apenas à noite. 

Para tentar ampliar a atuação das instituições, Darlene Têndolo, secretária do Bem-Estar Social, informou, em entrevista ao Jornal da Cidade, que o Creas Pop, responsável por encaminhar os moradores de rua a entidades assistenciais, vai receber reforço para poder atuar 24 horas. Por enquanto, o centro atende até as 17 horas. 

Os projetos coordenados pela SEBES não são os únicos desenvolvidos na cidade. O “Alimentando Corpo e Alma” sai às ruas nas sextas-feiras à noite, buscando usuários de drogas que queiram ir, por vontade própria, procurar assistência no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas de Bauru (Caps Ad). Além do encaminhamento, o grupo de voluntários distribui comida e cobertores. 

Políticas Federais 

Em todo o Brasil, o governo federal também atua no combate ao crack. Um dos órgãos responsáveis pelo combate às drogas no país é a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad). Segundo o portal do Ministério da Justiça, a atuação é feita em três frentes: pesquisas para saber o panorama atual, a capacitação de profissionais para lidar com o tema e projetos que trazem informações e ampliam o acesso aos recursos locais existentes para prevenção e tratamento. Só neste ano, segundo o site da Senad, houve financiamento de R$375 mil para a área de pesquisas e projetos. 

Uma outra iniciativa do governo federal é o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, instituído em 2010. Ele prevê apoio quanto à prevenção do uso, o tratamento dos usuários e a reinserção dos dependentes na sociedade. 

Dentro desse Plano, há a mais nova campanha de combate ao Crack, lançada pela presidente Dilma Rousseff, intitulada “Crack, é possível vencer”. A campanha teve um investimento de R$4 bilhões do governo, segundo o portal da secretaria. Dessa quantia, R$6 milhões se concentraram na implantação de mais Centros Regionais de Referência, responsáveis pela capacitação dos profissionais quanto à prevenção do uso e o tratamento dos dependentes. Outras ações também visadas pela campanha são o policiamento das áreas de uso de drogas e as ações preventivas nas escolas e comunidades. 

(Colaboraram: Ana Cláudia Tripoloni, Brunara Ascêncio, Bruno Sisdelli, Camila Franzoni, Lucas Gandia, Mariane Bovoloni, Matheus Fontes, Mirela Dias, Odelmo Serrano e Tainá Goulart)

25 de maio de 2012

FIAA: Perfil Dennis de Oliveira


No dia 28 de maio, durante a mesa-redonda "Políticas Públicas de Estado na Produção Cultural", junto de Francisco Sierra, está Dennis de Oliveira. Conheça-o.


Parte acadêmica:

Professor da Universidade de São Paulo no curso de Jornalismo da ECA e nos Programas de Pós Graduação em Direitos Humanos da Faculdade de Direito/São Francisco e de Mudança Social e Participação Política da EACH/USP-Leste. Vice-chefe do departamento de Jornalismo da ECA. Coordenador do CELACC (Centro de Estudos Latino Americanos sobre Cultura e Comunicação), membro do Conselho Científico do NEINB (Núcleo de Pesquisa e Estudos Interdisciplinares sobre o Negro Brasileiro). Consultor ad-hoc do CNPq e Fapesp. Autor do livro "Mídia, Cultura e Violência" (São Paulo: Celacc, 2010) e editor da revista ExtraPrensa.

Fora da universidade:
Dennis de Oliveira é colunista da Revista Fórum, uma publicação de natureza independente que surgiu durante o Fórum Social Mundial de 2001 em Porto Alegre e é importante espaço de reportagens e debates à margem das pautas dos grandes veículos de comunicação. Para conhecer mais do conhecimento e posicionamento político-independente de Dennis, basta segui-lo no Twitter ou no Facebook. 



FIAA: Perfil Francisco Sierra Caballero

Por meio de entrevista do Observatório do Direito à Comunicação, conheça o professor e pesquisador Francisco Sierra Caballero. Ele e outros profissionais destacados estarão presentes no dia 28 de maio para a mesa "Políticas Públicas de Estado na Produção Cultural". Abaixo, confira a entrevista na íntegra em que Francisco Sierra disserta sobre, entre muitos assuntos, a força da comunicação como mudança social.




A comunicação como cooperação produtiva


A pouca idade de Francisco Sierra Caballero parece não ter acompanhado sua produção intelectual. Apesar de ser considerado um dos mais novos pesquisadores latinos colaboradores com o pensamento crítico no campo das TIC, ele já possui mais de 20 livros publicados e quase 40 artigos inseridos em revistas científicas, tendo ganhado renome internacional com pesquisas sobre as tendências das políticas de comunicação educativa na construção da Sociedade Global da Informação. 



Sierra é professor da Universidade de Sevilha e diretor do Centro Iberoamericano de Comunicação Digital e do curso de pós-graduação em Comunicação e Desenvolvimento Local. Doutor em Ciências da Informação, o investigador espanhol é membro permanente da International Association for Media and Communication Research (IAMCR). Dentre suas principais publicações estão “Apuntes para uma Historia de la Comunicación Educativa” (2002), “Crítica de la Economía Política de la Comunicación y da Cultura” e “Políticas de Comunicación y Educación (2006)”.


Em entrevista ao Boletim de Notícias da Rede Eptic, Francisco Sierra defende a necessidade de formulação de políticas públicas de comunicação educativa e diz que o conhecimento não deve ser tratado como mercadoria, mas sim socializado. O pesquisador acredita que as TIC e suas inovações implicam mudanças nas relações sociais e que se torna necessária a construção de políticas locais e regionais de comunicação. Ele ressalta a importância das investigações da Ulepicc na construção de um novo modelo social de comunicação como cooperação produtiva e afirma que a participação da comunidade nos processos inovativos deve ser vista como planejamento de desenvolvimento e de mudança social.

EPNOTÍCIAS - Ao abordar o processo histórico da comunicação educativa em um de seus livros, o senhor aponta a comunicação, a educação e o desenvolvimento como sendo três paradigmas importantes para a concretização de um universo discursivo de liberdade do saber e do conhecimento. Como fazer uso pedagógico dos meios de informação em uma estrutura internacional oligopolizada, que promove a mercantilização do saber e do conhecimento?
Francisco Sierra - Eu acredito que são muito importantes as experiências locais no apoio à luta dos movimentos sociais, a uma socialização do conhecimento com as tecnologias da informação e da comunicação, a uma democracia participativa radical. Também é muito importante o projeto de redes interurbanas, projetos em que essas experiências locais tenham conexão com outras experiências de socialização das novas tecnologias. Quando eu falo que há uma individualização de políticas públicas é porque estes projetos estão desconectados com projetos de mobilização social para a conquista do desenvolvimento equilibrado e igualitário. É muito importante a cooperação entre territórios, a cooperação entre movimentos sociais, a cooperação entre atores, o intercâmbio e a troca de experiências profissionais.


Como atingir a universalização do conhecimento através da comunicação?
A primeira condição é que os próprios canais, os meios de comunicação sejam públicos, para a socialização e universalização do conhecimento que não seja uma mercadoria. A idéia é que a cultura e a comunicação não sejam tratadas como uma indústria, não se rendam à lei do valor, à mercadoria. É preciso trocar a lógica da mercadoria por uma lógica de serviço público, de interesse público. Na prática, isso se faz através de políticas públicas, que por sua vez, não podem ser nacionais, mas sim supranacionais, a exemplo do Mercosul e União Européia. Deve ser feito um projeto de regulação transnacional, sem esquecer as especificidades locais, pois cada região tem que se voltar para sua tradição, seu modelo de desenvolvimento e necessidades sociais.

Quais as problemáticas e benefícios da introdução dos novos sistemas de informação e de comunicação no setor educativo?
Eu destacaria dois problemas. Um deles é de adaptação em nível de inovação tecnológica. Isso é uma problemática para o sistema educativo porque a tecnologia de ponta, mas avançada, é muito cara para um sistema público, com pouco financiamento. O segundo problema é que os sistemas formais de ensino de educação superior da universidade devem reformular seu modelo de organização, seu modelo institucional. Isso traz problemas porque são instituições tradicionais, muito resistentes a mudanças organizativas. Mas é preciso reorganizar porque as TIC’s implicam em mudanças das relações sociais, da relação professor-aluno, da relação entre pesquisador e comunidade. 

Como o senhor vê a relação entre as ações do Estado, das empresas privadas e das universidades?
A interação entre sistemas, ciência e tecnologia, sob o ponto de vista do desenvolvimento local, abre um debate para pensar como o pesquisador vincula seu trabalho com a comunidade, com a empresa, com o desenvolvimento territorial. Esse pensamento já tinha sido formulado nos anos 60, mas na década de 80, com a política neoliberal, foi abandonado. Agora, coloca-se novamente em discussão a relação entre desenvolvimento científico e desenvolvimento territorial. Em alguns lugares, tem sido criadas cidades do conhecimento, que integra o setor privado, universitário e público, os sistemas de ciência e tecnologias e demais atores sociais, como poderes públicos e movimentos sociais. A função é monitorar idéias e articular os vínculos. Na Espanha e União Européia, por exemplo, estamos pensando na agenda do século XXI, nas políticas culturais para o desenvolvimento local. Está muito avançada esta reflexão, mas os observatórios são escassos.

Mesmo com as tendências da rede global de informação e as contradições observadas com o discurso público liberal sobre a comunicação e democracia, o senhor acredita que se pode construir um novo modelo social de comunicação como cooperação produtiva?
É possível. O debate deve ser até 2010. Tem-se uma crítica da política pública para reformular os princípios da economia política liberal e das políticas funcionais ao capitalismo cognitivo. Por outro lado, é preciso fazer um trabalho de articulação social com as comunidades, com os cidadãos, para que sejam conscientes de como essas transformações da comunicação e do conhecimento afetam nas suas vidas, em seu cotidiano. É um trabalho de pedagogia política, pedagogia para a democracia. Vários pesquisadores chegaram à conclusão que o projeto de política de educação tem que ser para a cidadania, informação e conhecimento.

Por que a comunicação educativa é um campo estratégico para a configuração dos modelos de desenvolvimento regional?
Porque o capitalismo cognitivo depende diretamente da ciência e tecnologia. Mas é necessário haver mediação, que é a educação. A troca de conhecimento e pesquisa é uma questão positiva. Descobriu-se que a riqueza das nações depende do sujeito do trabalho, das comunidades, de sua cultura, de sua criatividade, o que os economistas ortodoxos denominavam ‘valor agregado’, da cultura de produção. Esses são os elementos que distinguem a produtividade de uma economia. A idéia central depende de como se qualifica a força de trabalho, como isso se reflete no desenvolvimento e como seriam as instâncias da ciência e tecnologia no desenvolvimento regional. É nesse processo que o papel da comunicação educativa é vital, pois promove a socialização das tecnologias da informação e a criatividade da inovação científica e tecnológica. Se os trabalhadores precisam das tecnologias da informação, deve-se educa-los sob as perspectivas de políticas públicas.

Com a globalização midiática e a conseqüente concentração dos setores da indústria cultural, acaba acontecendo um processo de reconstituição dos poderes públicos, em que o Estado cede às empresas privadas a função de administração dos serviços de interesses públicos. Quais são as alternativas de mudança da comunicação frente aos discursos liberais e qual o papel dos movimentos sociais nesse processo?
Do ponto das alternativas, nós que formamos a ULEPICC estamos trabalhando no que denominamos de agenda ULEPICC, agenda de políticas públicas, um dos objetivos fundamentais é a mudança da comunicação, partindo-se da idéia de que a comunicação é um direito humano, não uma mercadoria, e de que as políticas públicas sejam planejadas em escala global. Daí um debate importante do movimento CRIS, movimento pró direito da comunicação à sociedade da informação global. Nós da ULEPICC temos reforçado que é preciso uma mudança na comunicação com formulação de políticas públicas que não sejam planejadas em nível nacional, mas em nível supranacional. Por isso a ULEPICC é um coletivo latino, que engloba toda a América Latina, Espanha, Portugal, colegas latinos da França, Itália, Canadá, com essa missão global de que existe essa divisão internacional do trabalho cultural. Então se a cultura desses países deve posicionar-se de forma a construir políticas públicas em conjunto, políticas de cooperação internacional, se quer apurar o papel da comunicação e desenvolvimento. Os movimentos sociais também devem trabalhar politicamente a comunicação. O Fórum Social Mundial tem formulado políticas em matéria de comunicação, mas os movimentos sociais em geral, não trabalham com missões comunicativas dialógicas, participativas e democráticas, nem tampouco têm um discurso sobre o papel central da comunicação para subdivisão social e das lutas sociais. É necessário que os movimentos sociais sejam conscientes da comunicação e operem em escala regional e também em escala supranacional, com as políticas públicas dos Estados.

Em um dos seus artigos, o senhor diz que as forças políticas e sociais devem começar a definir políticas locais e regionais de comunicação. Como isso pode ser alcançado na América Latina e na União Européia, em que o livre fluxo de informação tem causado graves problemas, dentre eles a redução das taxas de produção local e dos espaços próprios de difusão audiovisual?
Evidentemente os poderes públicos locais, por si sós, não podem mudar as condições de desenvolvimento local ou regional. É preciso alianças interurbanas, inter-regionais, mas é preciso ter políticas locais porque hoje as políticas públicas são nacionais, mas não havia descentralização, e o capitalismo global obriga a descentralização. O Estado é mínimo e as esferas regionais têm papel central para fazer frente às mudanças das políticas neoliberais, às mudanças da competitividade industrial e econômica. É preciso ter uma política de comunicação e cultural para fazer estratégias inteligentes. Para se ter uma idéia, no período entre 2004 e 2006, não Europa, não houve políticas locais de comunicação nem tampouco políticas regionais. Na América Latina, pelo pouco que conheço, vê-se Estados muito centralizados. Não é o caso do Brasil, mas é o caso do México e do Chile. As entidades locais e regionais só querem competência apenas, competência para se chegar ao desenvolvimento territorial e que também formule políticas culturais para um equilíbrio e aproveitamento dos seus próprios recursos.

No caso da Internet, o problema é de brecha digital ou participação?
De participação, porque a brecha digital pressupõe que cidadão é usuário, consumidor de um bem que não é público, mas sim mercadoria. Então à indústria cultural interessa que a demanda cresça. A internet basicamente não é um problema. O importante é saber que papel tem esses cidadãos no planejamento da mudança tecnológica, da inovação tecnológica, dos usos das tecnologias da informação sobretudo para o desenvolvimento regional ou comunitário, que papel tem a produção de conteúdos, a organização dos sistemas de educação e informação e a geração do conhecimento. As políticas públicas nunca fomentam a participação. Entende-se a participação como acesso, como consumo, mas a participação deve ser vista como planejamento de desenvolvimento e de mudança social. A Unesco, quando fala de indicadores de acesso digital, está falando de participação, mas na prática não faz nenhuma política ou esforço ou projeto com participação do povo para articular comunitariamente conhecimento. As políticas de comunicação normalmente confundem acesso de informação com participação. O acesso se faz com políticas da brecha digital, diferentemente da participação, que implica aceso, formação, criação e autodeterminação, capacidade de controlar os próprios recursos, as próprias tecnologias, os próprios conhecimentos comunitários.

Como a rede de pesquisadores da ULEPICC está participando das formulações de políticas públicas para um modelo de desenvolvimento da comunicação?
Desde o ano 2000, a ULEPICC vem trabalhando com movimentos sociais, por exemplo, com o Fórum Social Mundial de Porto Alegre. Na Espanha também estamos trabalhando com a plataforma de defesa da televisão pública, com as organizações sociais. Fazemos com que as pesquisas de economia política crítica e as propostas de políticas públicas democráticas de comunicação sejam debatidas com os movimentos sociais.

Quais as contribuições das suas investigações na área?
A mais importante é o livro que publiquei em 2006, “Políticas de Comunicación y Educación”, porque, tradicionalmente, quando os pesquisadores da pedagogia ou da comunicação pensam em comunicação educativa como missão política, como uma positiva utilização das novas tecnologias para a educação, para o ensino superior e educação básica, mas não é uma questão política. O primeiro estudo global, com um traçado histórico sobre as políticas públicas de convergência entre o setor educativo e comunicativo foi este estudo que publiquei. Essa é uma contribuição importante para mudar a visão dos educadores e dos comunicólogos que frente à sociedade do espetáculo, dependem da comunicação educativa para valorizar. Há uma economia da comunicação educativa, há uma mudança nesse setor educativo pelas indústrias culturais, as quais também têm interesse na comunicação educativa. Tiveram interesse na época da televisão educativa via satélite e agora com a internet e a tele-educação. Isso é um apanhado de economia crítica e das origens da comunicação educativa como intervenção interdisciplinar.

24 de maio de 2012

CartaCapital traz reportagem sobre o envolvimento de Veja com empresário contraventor

Carlinhos Cachoeira teria usado a revista para promover a imagem de Demóstenes Torres

Colaboração
por Felipe Mateus; Bruno Sisdelli; Matheus Martins Fontes; Mirela Dias
Discentes do 7º Termo de Comunicação Social-Jornalismo da FAAC/Unesp


A revista CartaCapital publicou, na sua edição do dia 9 de maio, uma reportagem que responsabiliza a revista Veja pelo fato de ter mantido ligações com o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos (conhecido como Carlinhos Cachoeira), cujas consequências têm implicações no Executivo, Legislativo e Judiciário federais. As informações vieram à tona após a divulgação de gravações telefônicas entre Cachoeira e o jornalista Policarpo
Jr., diretor da sucursal da Veja em Brasília. 

De acordo com a reportagem (“Os desinformantes” - edição 696, p. 30-34), o ex-diretor da Construtora Delta, empresa alvo de denúncias em um suposto esquema de corrupção, obtinha e fornecia à publicação da editora Abril informações que serviam de base para matérias de denúncia, usando a revista para prejudicar adversários e atender aos seus próprios interesses políticos. CartaCapital afirma que Cachoeira contava com a ajuda de Veja para promover a imagem do senador ex-filiado do DEM, Demóstenes Torres, aliado do contraventor. 

Sem citar a CartaCapital, Veja respondeu à reportagem na edição do dia 16. A matéria “A incômoda liberdade de imprensa” (edição 2269, p. 62-69) informa que essas afirmações fazem parte de um plano dos envolvidos no escândalo do mensalão do PT para prejudicar a revista da Abril, uma vez que esta teria contribuído para levar o esquema de corrupção à Justiça.

Capa da revista Carta Capital 

23 de maio de 2012

FIAA: Perfil Donny Correia


Continuando a nossa sequencia de perfis... No dia 30 de maio será realizada a mesa "Economia Política da Produção Cultural" e mais um dos convidados especiais do FIAA é Donny Correia. Conheça-o seguindo dois releases, um vídeo e um comentário.

O primeiro: Poeta e cineasta. É mestrando em Estética e História da Arte pela USP. Publicou os livros O eco do espelho (2005) e Balletmanco (2009), e dirigiu os curtas Braineraser e Anatomy of decay (2008) e Totem (2010), além dos videoclipes High Shot e Macabea, da banda inglesa SEVERIN. É gerente de programação da Casa Guilherme de Almeida.

Confira aqui o videoclipe de Macabea:

O segundo: (26/04/1980, São Paulo - SP). Poeta e tradutor. Morou em Londres entre 2000 e 2003, onde editava uma coluna de entrevistas no jornal Brazillian News, dedicado à comunidade brasileira na Inglaterra. Tem poemas publicados na Zunaí e no Paralelos, dentre vários sítios de literatura e na Internet. Traduziu poemas de Liz Lochhead, John Masefield e William Sharp. Atualmente é coordenador cultural da Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, e vem estudando a fundo a poesia galesa antiga e contemporânea.

Chance de ver a convergência entre poesia, literatura e narrativas audiovisuais e suas implicações econômicas de produção e distribuição. Não perca!

22 de maio de 2012

FIAA 2012 - Stella Puente


No dia 30 de maio, durante o Fórum Ibero-Americano de Audiovisual, será realizada a mesa "Economia Política da Produção Cultural" composta pelos professores Marcos Américo e Francisco Machado Filho, o poeta e cineasta Donny Correia e a presença estrangeira da socióloga argentina Stella Puente.

A pesquisadora é bacharel em sociologia da UBA, Universidade de Buenos Aires. Na atualidade é consultora em indústrias culturais. Dirige a Pós-Graduação em "Gestão das Indústrias Culturais" na Universidade Três de Fevereiro e é coordenadora da Neo TV Lab (laboratório de novas tecnologias aplicadas à televisão) da mesma universidade.

Foi Diretora Nacional de Política Cultural e Cooperação Internacional na Secretaria da Cultura da Argentina e subscretária das Indústrias Culturais de Buenos Aires em que implementou políticas voltadas a empresas de cunho cultural da cidade.

É frequentemente convocada para dar conferências, cursos e seminários, nesta temática cultural, em universidades, congressos e organismos nacionais e internacionais. Escreveu artigos em jornais e revistas especializadas. É autora do livro "Industrias Culturales", editora Prometeu, 2007.

O vídeo abaixo é uma entrevista com Stella durante o "4º Encuentro Internacional NeoTvLab" e faz um panorama da lógica de produção cultural frente à mudança das novas tenologias. Serve também para "practicar el español".

Foto: divulgação



Convidados do FIAA debaterão políticas públicas voltadas para produção cultural

Fórum começa no dia 28 de maio e reúne profissionais brasileiros e estrangeiros

Da Redação SICOM PET,
por Kelly de Conti


No primeiro dia do Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos (FIAA), a temática central abordará um aspecto decisivo para a qualidade dos produtos culturais: as políticas públicas desenvolvidas pelo governo.

O foco, porém, não será apenas no Brasil. Para isso, um convidado estrangeiro participará do evento. Professor da Universidad de Sevilla, Francisco Sierra Caballero é líder do Grupo Interdisciplinar de Estudos em Comunicação, Política e Mudança Social (COMPOLITICAS). Outro que vai contribuir com o debate será Dennis de Oliveira, professor da Universidade de São Paulo (USP). Ele trará sua experiência como coordenador do Centro de Estudos Latino Americanos sobre Cultura e Comunicação (CELACC) e membro do Conselho Científico do Núcleo de Pesquisa e Estudos Interdisciplinares sobre o Negro Brasileiro (NEINB).

Na mesma mesa estará o professor Juliano Maurício de Carvalho, diretor do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) e professor da pós-graduação e graduação da Unesp. Ele também é líder do Laboratório de Estudos em Comunicação, Tecnologia e Educação Cidadã (Lecotec). O professor Juliano comentou sobre os objetivos do FIAA. Confira no podcast abaixo.


Para conhecer um pouco mais o professor Francisco Sierra Caballero, acompanhe o vídeo abaixo:




“O Brasil precisa de uma reforma política”, afirma Majô

Colaboração,
por Brunara Ascêncio, Camila Franzoni, Lucas Gandia, Luciana Fraga, Odelmo Serrano 
Discentes do 7º Termo de Comunicação Social-Jornalismo da FAAC/Unesp


Majô foi secretária da Educação de Bauru em 2009
Maria José “Majô” Jandreice não é figura nova na cena política de Bauru. Ao se mudar para a cidade em 1983, passou a acompanhar de perto a política local. Majô já atuou como vereadora por quatro mandatos e foi secretária de Educação. Nesta entrevista, a atual presidente do PCdoB regional e coordenadora política de 20 municípios vizinhos faz um balanço histórico do movimento político de Bauru, da polêmica do financiamento de campanhas com dinheiro público e da importância da imprensa na atuação dos políticos. 

Quando o movimento político da cidade passou a agir de forma diferente dos governos anteriores?

No meu entendimento, em 1982 há um dos primeiros grandes movimentos políticos na cidade. Foi nesse ano que se elegeu o (Edison Bastos) Gasparini. Ele era um militante político e já tinha até sido preso. Posso dizer que ele rompeu com a tradição de outros prefeitos que eram muito ligados ao regime militar. Esse cenário eu começo a acompanhar mais de perto em 1983, porque até então eu morava fora, na região do Vale do Ribeira. 
O Gasparini morreu de câncer no primeiro ano de governo e entrou em cena o seu vice, o (José Gualberto) Tuga (Martins Angerami). Apesar de ter sido uma prefeitura de arrecadação muito pequena, foi possível visualizar um divisor de águas na cidade. É um novo momento, de aumento da participação política e de crescimento dos sindicatos. Além disso, tentou-se resolver algumas políticas públicas que até então não existiam. Foram construídas 13 unidades de saúde e 30 escolas municipais. A cidade viveu um boom de políticas públicas. E assim vai criando demanda, vai trazendo gente e também investimento. 

Qual foi o momento de maior tensão política de Bauru? 

Em 1997, no segundo mandato do (Antônio) Izzo Filho. Durante o segundo ano de governo, há uma grande crise na Câmara Municipal. Entre os anos de 1997 a 2000, nós não fizemos outra coisa a não ser Comissões Especiais de Inquérito e Comissões de Cassações. Nós chegamos a umas 12 ou 13 Comissões Especiais de Inquérito. Foi cassado um vereador e foi aberto um processo de cassação do prefeito. Ele foi cassado, voltou e foi cassado novamente. 
A crise política se instalou e, com isso, vieram problemas econômicos e de gestão política. Você tem um retraimento econômico porque é um momento de tensão política, então a iniciativa privada também se retrai. E o município tem uma arrecadação muito pequena. Você tem problemas e mais problemas na área da saúde, da educação, enfim... É um momento em que você não tem nada sendo produzido para a resolução desses problemas. Instalou-se um grande desânimo na população, um grande descrédito político porque, ao mesmo tempo em que há respostas da Câmara, das classes organizadas, também há passeatas, polícia e estudantes na rua. Foi um momento de muita participação política do povo, mas também houve grande turbulência. 

Como você analisa a atual conjuntura política de Bauru? 

O Rodrigo (Agostinho) vem como um jovem, mas que não dá conta de responder politicamente aos anseios e de resolver questões que ainda existem na cidade. Nós temos pouca interação de partidos como o PCdoB, PT e PSB, uma câmara acanhada e não vemos a participação popular na política municipal. Além disso, Bauru não consegue romper com questões de longa data, como a especulação imobiliária, a preservação do ambiente, a questão da terra urbana. Temos uma cidade de serviço, em que a população depende das políticas públicas, de cultura, desenvolvimento social, esporte. 
A cidade ainda está acanhada, mesmo considerando esse momento de rompimento político, ela está aquém do que ela poderia ser. Por outro lado, na atual gestão algumas questões foram retomadas, como a volta dos investimentos do governo federal, o desenvolvimento de uma série de projetos. O crescimento da cidade é inegável. 

A oposição tem se organizado para voltar ao governo nas próximas eleições municipais?

Vamos para um momento eleitoral em que há o decaimento das nossas forças, em que o governo está juntando os partidos da esquerda como PT, PCdoB e outros partidos como o PP e o PPS. É uma colcha de retalhos que não sei onde vai dar. E do outro lado o PSDB, que tem seu representante maior no Estado e que não tem candidato aqui. Vai ser praticamente uma eleição plebiscitária. É uma cidade de forças ocultas, que vem de alguns lugares e elas continuam dando as cartas, o que torna isso mais difícil de combater. Aí que me assusta. 
O Rodrigo não tem uma política de grupo. Nós ficamos preocupados porque pensamos que o PSDB não precisaria estar no governo para governar. No município, o partido não tem pessoas com poder de votos, mas me amedronta se isso não é uma diretriz ou uma decisão de que não precisaria estar dentro do governo para governar. 


Como você acha que se dá a relação da imprensa local com a política de Bauru? 


Se você fizer uma pesquisa de como se comportava a imprensa da cidade e como se comporta hoje, você vai perceber uma grande diferença. Antes eles faziam um jornalismo investigativo, denuncista, tinham um papel importante na política. Hoje em dia não existe muito essa preocupação. Parece que não tem muita disputa política, parece que está tudo bem e por isso vão-se levando as coisas do jeito que está. 

Em 2010, a imprensa se posicionou contrária ao projeto de lei que regulamentaria a abertura do comércio nos finais de semana. Qual a sua opinião referente ao projeto? 

A imprensa ajudou muito, cumpriu um papel muito importante. Essa questão do projeto do comércio tem uma série de implicações e isso vem sendo discutido na Câmara. Eles colocam a questão trabalhista e a questão legal. Do ponto legal a Câmara não pode legislar sobre isso, porque ela vai interferir num assunto que é de regra da iniciativa privada, das questões trabalhistas, existe a legislação trabalhista para isso. 
A Câmara pode politicamente debater, mas ela não pode decidir, e nem o prefeito pode dizer se o comércio vai abrir ou não no final de semana. Na minha época eles fizeram uma manifestação em frente à Câmara, o sindicato estava lá também, eles queriam o direito a ter dias de folga, de descanso. E a imprensa estava do lado deles, ajudaram nessa manifestação, colocaram o assunto para ser debatido e acho isso muito importante. 

Você já declarou que houve uma grande pressão da imprensa para tirá-la do governo. O que você quis dizer com isso? 

Foi no primeiro ano do governo do Rodrigo, a imprensa foi muito crítica, mas isso foi importante para ajudar a resolver algumas questões. Eu passei muito apertada com a imprensa, assim como outros. Apertada no sentido de a imprensa vasculhar a secretaria, querer saber sobre recessos, coisas administrativas. 
Foi muito difícil para mim porque eu estava na secretaria, mas havia pessoas que estavam com dúvidas em relação ao que eu estava fazendo lá, se eu fiz alguma besteira lá dentro. E para mim politicamente isso foi uma derrota, foi muito difícil porque naquele momento houve pedidos para troca de secretários. De qualquer modo, a imprensa ajudou a administração a mudar o tom do secretariado. Eu não sei por que, mas havia motivo para tirar uma pessoa. 
Isso é uma visão pessoal minha, mas eu acho que no primeiro ano do governo do Rodrigo a imprensa teve um comportamento de mostrar as dificuldades que havia na administração, já que todo mundo que assumiu esse governo tinha pouca experiência política e dificilmente dá-se importância à dificuldade que os eleitores têm, às suas denúncias. E a imprensa é quem dá respaldo às demandas da população, que precisa de um espaço para divulgar suas denúncias. 

Mas e a influência da imprensa para tirar alguém do cargo? 

Eu acho que agora o Rodrigo se firmou mais, mas no começo nós nos pautamos muito pela imprensa porque ela pauta os problemas da população, em muitos casos ela foi investigativa e eu acho que a gente passou a usar isso como referência. Quando a gente chegava, a primeira coisa que fazíamos era abrir o jornal. E acredito que isso é errado, que nós temos que ter a imprensa como aliada, mas não nos pautarmos somente nela. 

E quanto à questão de financiamento das campanhas políticas, você acredita que existe uma boa fiscalização? 

Hoje você tem leis rígidas de controle de doações das campanhas, os candidatos, os partidos tem que prestar contas de onde vem o dinheiro que usam nas campanhas. E hoje, qualquer pessoa tem acesso a esses documentos pela internet. Porque para uma campanha você precisa de recursos, então os candidatos podem ter doadores. Eu mesma tive alguns, eles diziam que acreditavam na minha política, se propuseram a ajudar, alguns deles não se importavam em ter seus nomes ligados à minha candidatura, mas outros não queriam ter seus nomes divulgados e isso tem que ser respeitado. Agora, também existem as pessoas e empresas que financiam as campanhas políticas com outros fins, buscando um retorno disso, o que não tem como controlarmos. 

E o financiamento público de campanha? 

Isso é um debate muito complexo, se você perguntar para qualquer cidadão brasileiro se ele é a favor ou contra o financiamento público, ele vai ser contra, vai dizer que não gostaria de financiar corruptos. Esse é um debate que teria de ser aberto à sociedade. Precisamos fazer uma reforma política, não só em Bauru, mas no Estado e no país. 

O vereador Roque Ferreira já disse que a mudança não vai ocorrer na Câmara, que lá é simplesmente um paliativo para verdadeiras mudanças. Você concorda com essa afirmação? 

O que o Roque disse é verdade. Dentro da Câmara não tem debate. Quem tenta fazer esse debate mesmo é praticamente só o Roque. O Marcelo Borges faz um pouco também, mas ainda é escasso. Não se discutem questões de política e administração mais aprofundadas. Discutem que asfaltaram uma rua, que tamparam buracos, construíram creches, uma escola, mas nós perdemos um pouco esse debate maior de política. 

Você acha que o Rodrigo Agostinho tem autonomia na cidade? 

Eu não acredito que o Rodrigo seja um fantoche. Ele é inteligente, determinado, tem objetivos. Ele é uma figura que não sai de um grupo político ou de um partido político, ele não tem isso. Quando se tem, você se fortalece com o partido, com as organizações, e às vezes você tem condições de ser mais forte em relação a certas questões.  O “Jornal da Cidade”, por exemplo, ajuda a nortear a política de Bauru, mas fantoche o prefeito não é. São coisas que não são totalmente claras, mas as coisas estão dando certo e têm melhorado. 

Muita gente ficou sem água por vários dias em abril e há deficiência no transporte público em alguns setores da cidade. Como você vê o governo em relação às políticas públicas? 

A gente tem problemas na cidade que não dá para colocar na cabeça do Agostinho uma faca e dizer ‘olha, você é responsável por tudo’. Bauru é uma cidade que tem investimentos, já teve melhorias, tem investimento em políticas públicas para manter o básico funcionando. Por exemplo, o caso do DAE (Departamento de Água e Esgoto). Houve sucateamento, a cidade cresceu muito rápido e não teve investimento em redes de água e esgoto. O custo da água em Bauru é muito baixo, quem vem de fora sabe. A cidade cresceu, o Rio Batalha secou, os poços tinham que ser perfurados e isso não foi sendo feito ao longo do tempo. 
Se há uma crise instaurada, se é premeditada, intencional ou não, eu não sei. Mas é de se questionar uma empresa que era, com todas as dificuldades, administrada de uma maneira melhor, ter cinco administradores diferentes em quatro anos. É uma gestão confusa. O tratamento de esgoto vai custar R$ 120 milhões e há interesses por trás disso. É o novo ouro das empreiteiras. Há quinze anos eram os viadutos, hoje é o saneamento básico, não só em Bauru, mas no Brasil. Essa é uma discussão que temos que ter com o Rodrigo. Por outro lado, há o papel da imprensa. Por que não divulgam? Houve o caso de um homem que foi tomar banho numa fonte de uma praça por estar sem água em casa. Você ouviu no rádio? Todos ficaram sabendo? E esse é um caso muito sério, pode chegar a um colapso. 

Voltando às próximas eleições, em um primeiro momento foram lançadas três candidaturas, a do PSDB, a do PV e a do DEM. A do PSDB já foi cortada, então ficaram a Chiara Ranieri, do DEM, e o Clodoaldo Gazzetta, do PV. Quais são as suas perspectivas? 

Há uma tentativa para não haver vitória no primeiro turno. Se isso acontece, um grupo sai fortalecido. Então há uma tentativa de sobrevivência por parte dos outros grupos. Fazem uma campanha para garantir dois turnos e nesse processo há chance de pessoas se fortalecerem, de se construir lideranças que venham a disputar algum cargo futuramente. Se o Rodrigo Agostinho for reeleito, daqui a quatro anos o quadro terá que mudar, e é aí que está a importância de se consolidar agora. 

Há uma busca por um perfil de candidatos mais jovens em Bauru? 

Isso ocorre, não só em Bauru. Os nossos partidos têm conseguido renovar muito pouco a liderança. Por outro lado, nós temos também um segmento da população que não vota pelo partido, vota pelas pessoas. E tem também os políticos profissionais. Nem sempre renovação significa votar em pessoas jovens, mas sim uma troca. E na Câmara já ocorreu isso. Agora não se escuta tanto o sentimento da renovação, porque falta liderança por parte dos partidos. E então o Rodrigo vem nessa pasta nova, assim como a Chiara, que tem uma herança política familiar, mas que se lançou há pouco tempo. E há também o Gazzetta, que já disputou duas eleições. 
Me assusto quando eu penso que não dá para ficar só no partido que elegeu o Agostinho, mas me assusta ainda mais quando eu vejo essa salada que vai se formar em torno da candidatura dele. E estão escolhendo o lado que for mais forte, tanto que há quem larga o próprio partido para apoiar o Rodrigo. Como que a gente mistura alhos e bugalhos num balaio só? É preciso muita habilidade política para poder governar assim. E o Rodrigo tem toda essa habilidade para dar conta do balaio que ele formou. 

E quanto ao papel da mulher na política, houve melhora nas condições de atuação? 

Eu fui a primeira mulher no poder em Bauru, foi aquele momento em que a gente tinha que aprender a conviver com os homens. Nós criamos dois comitês, um pela mulher trabalhadora e outro pelo direito ao voto. E a situação está muito ruim, não avança. Depois de mim, teve outra vereadora e agora tem a Chiara. Quer dizer, de 1992 até agora nós tivemos a participação de três mulheres na Câmara. E dentro dos partidos cada vez mais a gente tem um refluxo no número de mulheres. Mesmo que haja um bom número disputando a eleição, elas não têm chance de se eleger. 
Por mais que a gente tenha esse movimento, no Brasil inteiro isso avançou muito pouco. Apenas 12% do Parlamento, 9% no Legislativo e tudo isso com a presidente Dilma Rousseff. Então ainda está muito ruim a nossa participação e muitas mulheres não têm força política em movimentos ou no partido, e assim você não tem como ter voto. E a mulher já tem um descrédito na política, desde a Constituição histórica do Vargas. 
E isso porque há uma cota de mulheres por partido, imagina se não houvesse essa cota. Ainda é muito pequeno o número de partidos que busca no dia-a-dia incentivar a participação feminina. Mas o programa eleitoral é masculino, não tem financiamento para a mulher, e os partidos não compreendem a importância disso, a sociedade não compreende. 

Maria José “Majô” Jandreice, 59 anos, ex-vereadora e ex-secretária da 
Educação de Bauru e atual presidente do PCdoB regional. 

21 de maio de 2012

Conheça a Universidade Autônoma do México

Da Redação SICOM PET,
por Gerardo Martínez - estudante intercambista da Universidad Nacional Autónoma de México

Começa com um sonho e termina em uma plena. Ingressar no Ensino Superior proporciona várias emoções juntas: medo, alegria, preocupações e muitas dúvidas sobre o futuro. Conhecer uma boa universidade é o que muitos estudantes procuram. No México, a qualidade de ensino é representada pela Universidad Autónoma de México, a UNAM. 

Com mais de 450 anos de existência, é uma das universidades mais antigas da América juntamente com a de Santo Domingo, na República Dominicana, e Lima, no Peru. Sua comunidade é de mais de 350 milhões de estudantes. Conta com duas modalidades de ensino no colegial, a Escola Nacional Preparatória e o Colégio de Ciências e Humanidades, 82 diferentes cursos de Licenciatura ou ensino superior e um sistema de pós-graduação com 84 programas de mestrado e doutorado, além de 49 cursos de especialização. 

A Universidade Nacional Autônoma do México é uma Instituição que responde ao presente e tem visão para o futuro como o projeto cultural mais importante do país. A universidade está comprometida com a formação das novas gerações de mexicanos, proporcionando-lhes um ensino de qualidade capaz de orientar os rumos do México. A UNAM é responsável por 50% das pesquisas no México, seu trabalho editorial a torna uma das principais instituições difusoras da cultura escrita. Está presente em 24 estados da República Mexicana e em três cidades nos Estados Unidos, além de Ottawa, no Canadá. Conta ainda com os Sistemas de Informática e de Bibliotecas mais importantes no México e da América Latina. 

A UNAM é uma das universidades mais importantes do mundo e com reconhecimento na America Latina. Sua história está ligada à formação acadêmica de milhões de alunos. Com certeza, fazer parte dessa Universidade transforma os estudantes em seres mais humanos. A UNAM, sem dúvida, faz com que o México e seus universitários sejam outros.

19 de maio de 2012

Atividades criativas fazem parte da programação do FIAA 2012

Da Redação SICOM PET, 
por Gabriela Ferri

Já ouviu falar em Economia Criativa? Essa nova forma de se fazer economia tem como criatividade, imaginação e a inovação pontos cruciais para desenvolver novos modelos de negócios. O FIAA (Fórum Ibero-Americano de Áudio Visual e Arranjos Produtivos) 2012 tenta pela primeira vez apresentar ao público de Bauru e região como ser produtivo e fazer parte dessa nova Economia.


Durante a semana do fórum em meio a palestras e mesas redondas também serão oferecidas atividades criativas. No dia 29 de maio às 14hs os inscritos no evento poderão participar da oficina “Incubadora de Cooperativas Populares (INCOP) e a Economia Solidária”.


O dia 30 será composto por um workshop que acontece das 9hs às 17hs. Com o objetivo de localizar a importância da Incubação, e apontar características e eixos estruturantes para o trabalho de planejar e preparar o nascimento e desenvolvimento de um projeto.

O último dia das atividades é marcado por um bate-papo criativo que terá inicio às 14hs. Mediado pelo grupo NeoCriativa (Núcleo de Estudos e Observação em Economia Criativa) a conversa abrirá espaço para discussão desse novo tema e como ele se insere na cidade de Bauru.

As inscrições para o FIAA podem ser feitas até dia 28 de maio pelo site http://fiaaudiovisual.blogspot.com.br/ e na sala PET.

18 de maio de 2012

FIAA - Perfil Coletivo Digital (Wilken Sanches)


O FIAA - Fórum Ibero-Americano de Audiovisual está chegando à Unesp Bauru com atividades entre os dias  28 de maio à primeiro de junho - você deve estar sabendo. Lá pelo último dia, um dos convidados de expressão que compõe a mesa de "Relatos de Experiência: políticas públicas de produção de conteúdo adotadas no Brasil" é Wilken Sanches, diretor geral do Coletivo Digital - Associação para a Democratização e Acesso à Sociedade da Informação. Para quebrar o seu galho vamos apresentar o trabalho do coletivo para você.

Coletivo Digital: 
- Uma ONG criada em 2004 com o intuito de potencializar a inclusão digital de seus integrantes e colaboradores.

Projetos: 
- implementação de telecentros; desenvolvimento e manutenção de portais de notícias e material de apoio sobre projetos de inclusão digital sob licenças de uso livres; 


- formação de entidades e de pessoas físicas interessadas no uso de Software Livre. Exemplo: Projeto Pontão de Cultura - contemplado pelo Ministério da Cultura, o coletivo promoveu a formação de cerca de 150 colaboradores nas áreas de edição de imagens, áudio e vídeo.

- colaboração em projetos de educação a distância utilizando-se da internet como ferramenta de comunicação e aprendizado;

- promoção e realização de debates e eventos tratando de questões como a importância de repensar as leis de propriedade intelectual e o uso de Software Livre na democratização do conhecimento. Exemplos: Campus Party 2010 e realização de um dia de oficinas no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo.

Todas as informações acima estão no site do Coletivo Digital, que trabalha inteiro sob a chancela de livre compartilhamento Creative Commons 3.0.

E não custa reforçar... Wilken Sanches, diretor do Coletivo Digital, estará presente no FIAA no dia primeiro de junho. Não perca!


CinePET apresenta Mostra Universitária na Virada Audiovisual

O Enxame Coletivo, em parceria com cinco cineclubes de Bauru, promove neste sábado (19), das 14h às 2h, a Virada Cultural do Audiovisual, uma alternativa à Virada Cultural Paulista do Interior que acontece no mesmo dia. O evento acontece na Antiga Estação Ferroviária de Bauru, localizada na Praça Machado de Melo, Centro.O CinePET, organizado pelo Grupo PET-RTV, entrará na programação da virada alternativa com a exibição de seis curtas universitários.

A programação é colaborativa e terá 12 horas de exibições de filmes, contando com a participação do Extinção Discos, Ouro Verde 100% Arte, Ponto de Cultura Aldire Pereira Guedes, Grupo PET-RTV e Museu da Imagem e do Som.

A proposta do evento é dar espaço para linguagens que não são contempladas na programação da Virada oficial como o audiovisual com mostras de longas, média e curtas metragem. 

CinePET: Mostra Universitária:

TRIBULAÇÕES, de Shelsea Husch, UNESP
Almir, 30 anos, é um homem rico que vive com seu primo mais velho, Levi, à custa de investimentos que faz com o dinheiro herdado de seu pai. De repente se vê em uma situação nunca enfrentada antes: sua possível falência, somada à rejeição de sua namorada, que terminara o namoro alguns dias antes. Diante dessa situação, decide não viver mais, e após alterar termos de seu seguro de vida na Centenária, sua seguradora, pede a Levi que o mate. Relutante, Levi aceita, porém mais tarde revela que pediu a um antigo colega do exército, Antonio Oliveira, para fazer o serviço. Sabendo disso, Almir se desespera, pois sua ex-namorada entra em contato e uma notícia o faz acreditar na possibilidade de recuperar sua fortuna. Desiste de seu plano de morte e sem encontrar Levi, decide pedir ajuda à seguradora, que disponibiliza dois seguranças para protegê-lo em tempo integral. Almir, Grego e Frito saem em busca de Levi e Antonio Oliveira, até que o período de cobertura do seguro expira, e Almir, sem a proteção dos seguranças, é seqüestrado. Desesperado e prestes a morrer, Almir se surpreende quando retiram sua venda e mordaça, recebendo um beijo de sua ex-namorada e os vivas e urros de seus amigos, que armaram tudo.


ABUSO, de Vitor Romera, UFSCAR
 Augusto Ferraz é um professor do ensino fundamental de uma instituição de ensino particular. Viviane é uma de suas alunas, e a responsável por disseminar um boato que irá crescer a cada minuto. O curta incita a reflexão sobre as consequências do poder da mídia quanto à disseminação de informações, porém, o foco não é o veículo em si, mas as pessoas que se vêem envolvidas nesta rede de especulações. O jornalismo irresponsável e o modo irrefreado como as notícias correm e se transformam em todos os veículos midiáticos, acabam por transformar a vida real em um espetáculo.


À PROCURA DE UMA DIGNIDADE, de Paula Costa e Raquel Feldman, UNESP
Sra Jorge Xavier é uma idosa de classe média alta que se descontenta com seu envelhecimento devido a pequenos acontecimentos de sua vida as decepções começam quando procura por uma convenção e demora a perceber que estava no lugar errado frustrada a senhora tenta resgatar sua juventude por meio de velhos discos e fotos de Roberto Carlos.



SERVIÇO DE PROFISSIONAL, de Felippe Lima, UNESP
Adaptação audiovisual da história em quadrinho de Wander Antunes e Spacca publicada em uma edição especial da revista Canalha, “Serviço de profissional” é a história de um assassino de aluguel que pretende ensinar o espectador a ser um “profissional” em homicídios. Paulão é contratado para matar Garcia. Durante a narrativa, o assassino explica as estratégias que devem ser usadas para matar a vítima. Todavia, Paulão, ao executar seu plano, é surpreendido por Garcia e acaba sendo morto por ele no final, o que leva o espectador a reinterpretar a história, agora questionando a veracidade dos fatos e ensinamentos narrados por Paulão, bem como sua capacidade de cometer crimes. O vídeo de dezessete minutos tem um tom irônico e cômico concentrado no personagem principal que tem (e busca passar) uma imagem de si que não corresponde com a realidade.


POR NÓS, GENI de Rafaela Bortoletto, UNESP
Geni é uma prostituta que vive em uma cidadezinha do interior paulista. Ela é uma mulher forte e independente, leva uma vida pacata e sem muitos amigos. A sociedade é hostil a sua presença. Tudo muda quando Sr Torres, o novo dono da fábrica que sustenta a cidade, chega com a intenção de demoli-la".

A VISITA, de Mariana Shigekyio, UNESP
Valentina vive feliz e tranquila com sua família quando a inesperada aparição de seu marido, que estava desaparecido a mais de trinta anos, muda drasticamente a sua vida. Sem saber lidar com a presença do homem, que continua estático em seu jardim, Valentina adentra em uma jornada emocional que a fará questionar o significado de sua existência até ali.

Prorrogadas as inscrições de trabalhos para o FIAA 2012

A organização do I Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos (FIAA 2012) prorrogou o prazo de submissão de trabalhos para o dia 24 de maio. Os resumos devem ser enviados para o email: fiaa2012@faac.unesp.br. Os participantes que já enviaram trabalhos têm até essa data para efetuar o pagamento da taxa de inscrição.


As inscrições para ouvintes serão realizadas até o dia 28 de maio, 19h, na sala do grupo PET-RTV, localizada no pátio das graduações da FAAC e FC. Para se inscrever pela internet, o interessado deve acessar o site do evento, preencher a ficha (localizada no menu INSCRIÇÕES) e enviá-la junto com o comprovante de pagamento por email.

O FIAA 2012 será realizado entre os dias 28 de maio e 01 de junho na Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC) da Unesp, câmpus de Bauru. O evento é organizado pelo Grupo PET-RTV, pelo Núcleo de Estudos e Observação das Economias Criativas (NeoCriativa), ambos do Departamento de Comunicação Social da FAAC/Unesp, e pelo Grupo Enxame Coletivo.

A finalidade do evento é reunir pesquisadores, profissionais e estudantes de Comunicação, Cultura e de Tecnologias Digitais para debater e divulgar a produção audiovisual, os novos processos culturais, os arranjos produtivos locais, a cadeia econômica e criativa da comunicação e da cultura no âmbito da América Ibérica, Espanha e comunidades lusófonas.

A programação completa está disponível em http://fiaaudiovisual.blogspot.com.br/

17 de maio de 2012

Universidad Pública en España durante la crisis económica europea

Da Redação SICOM PET,
por Laura López Vargas - estudante colaboradora da Espanha




El sistema de educación español en general y la universidad pública en particular se están viendo afectados por los inminentes recortes que el gobierno pretende hacer en materia de educación. Si la Universidad pública en España podía presumir de ser eficiente y capaz de albergar a alumnos que contaran con pocos recursos, de aquí en adelante la realidad va a ser bien distinta, el gobierno ha atentando contra la igualdad de oportunidades en el acceso a la Universidad, entre otros aspectos. 

El pasado 21 de abril se firmó el Real Decreto Ley 14/2012 que prevé un paquete de medidas urgentes de racionalización del gasto público en el ámbito educativo. Esto se traduce en reducción del profesorado, aumento desorbitado en las tasas de accesos a la universidad, tales como matriculación, reducción de becas para estudiantes con rentas bajas, y recortes en investigación. En definitiva medidas que empeoran la calidad de la enseñanza en España masificando las aulas e incrementando la carga docente del profesorado. 


¿Qué opinan las Universidades? 


El descontento está servido y por eso algunas Universidades españolas han decidido parar las clases en los días consecutivos a la Huelga General en la Enseñanza, que está programada para el 22 de mayo. Por su parte, La Mesa del Claustro de la Universidad de Sevilla, reunida el día 8 de mayo declaró su rechazo al procedimiento seguido por el Gobierno para la elaboración del mencionado Real Decreto Ley, el cual se ha aprobado sin ningún tipo de contacto previo con las Universidades, ni a través de la Conferencia de Rectores de las Universidades Españolas, ni a través del Consejo de Universidades. Rechaza igualmente el incremento desproporcionado de la tasas, tanto en grados como en másteres, pues estas medidas van a dificultar el acceso y la permanencia en la Universidad del alumnado más vulnerable económicamente, y se corre el riesgo de exclusión social. 


En momentos de crisis como el actual, muchas familias no podrán hacer frente a los gastos que implica la educación superior. Por ello, cabe exigir una política de becas amplia, que garantice la equidad e igualdad de oportunidades y minimice las graves consecuencias en el tejido social de la crisis económica en la que estamos, recordando que el actual volumen de becas en España representa solo una tercera parte de la media de los países de la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económico (OCDE). También afirmaron su preocupación, tras un análisis de las modificaciones de la LOU por el Real Decreto Ley, y sin descender a las cuestiones materiales o sustantivas que subyacen en la reforma, pues la interpretación de la norma presenta importantes dificultades y genera dudas. 

Por todo ello, manifiesta su rechazo al Real Decreto Ley 14/2012 y proclama su clara y firme defensa de un modelo de Universidad pública, al servicio de la sociedad en su conjunto, y con vocación de contribuir de manera constructiva y crítica al desarrollo equilibrado y justo de la sociedad así como a su cohesión desde la promoción de la docencia, la investigación, el estudio y la cultura. 



¿Qué opinan los estudiantes? 


El día 15 de mayo se realizaron asambleas estudiantiles en diferentes facultades de la Universidad de Sevilla, como la Facultad de Comunicación, Derecho, Geografía e Historia y Medicina con la intención de discutir los diferentes puntos del decreto y con el ánimo de intentar convocar un parón académico de dos semanas a partir del 22 de mayo en forma de protesta en contra de los recortes anunciados. De las más de 30 facultades que componen la Universidad de Sevilla, 17 de ellas ya han votado el Sí para comenzar el parón. El hecho de que 17 facultades hayan votado ya que sí, se traduce en que pase lo que pase en las demás facultades que aun hoy se sigue votando, el parón será definitivo. Los estudiantes se movilizan porque es su futuro, porque es el futuro de todos.

Luto na Literatura mexicana e mundial

Da Redação SICOM PET,
por Gerardo Martínez - estudante da Universidad Nacional Autónoma de México

Exemplos de amor pelo México. Trabalho como sobrenome de direito. Acima de tudo, um escritor incrível. Esse foi o memorável Carlos Fuentes. O pensador mexicano, vencedor do Prêmio Cervantes, o mais importante da literatura espanhola, morreu no último dia 15 de maio, aos 83 anos, na Cidade do México. O anúncio do presidente do México Felipe Calderón despertou uma maré de reações pelo mundo. 

Um dos mais importantes intelectuais latino-americanos, Fuentes deixa um legado com mais de 60 livros, produzidos ao longo de mais de meio século. Ele costumava dizer que não trocava a literatura por nada, só lamentava não ter tido tempo suficiente para escrever todas as histórias que imaginou. 

Além de romancista, foi novelista, ensaísta e diplomata. Fuentes é conhecido por seu olhar crítico sobre a sociedade mexicana contemporânea e a política conservadora do ex-presidente americano George W. Bush. Seus artigos sobre o tema foram compilados em 2004 no livro Contra Bush. Outras obras de destaque são "Aura" (1962), Terra mostra (1975) e Gringo velho (1985). 

O escritor despontou na literatura latino-americana com a publicação de "A região mais transparente" (1958), com a qual recebeu os mais importantes prêmios literários em espanhol e seu nome foi cogitado para ganhar o prêmio Nobel em suas quatro décadas de atividade literária. 

“A eternidade de um livro depende de seus leitores”, afirmou Fuentes em uma entrevista feita pela jornalista e escritora mexicana Christina Pacheco em seu programa Conversando com Cristina Pacheco. Em 2008, ao completar 80 anos, o governo mexicano organizou para o autor uma festa nacional, na qual ele comentou sua relação com a escrita. "Deve-se ter muito medo de escrever. Não é um ato natural como comer ou fazer amor, é de certa forma, um ato contra a natureza. É dizer à natureza que não se basta a si própria, que precisa de outra realidade, da imaginação literária", confessou o genial literato. 


“O espirito não morre. Translada-se”, escreveu o autor no seu livro Em esto creo (2008). Da mesma forma ele também é considerado pelos milhões de leitores que não vão permitir a morte de seu legado histórico.

16 de maio de 2012

Evento internacional acontece na Unesp


Da Redação SICOM PET,
Produção: Kelly de Conti



A primeira edição do Fórum Ibero-Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos (FIAA) terá
diversas atividades, como mesas de debate e mostras de cinema. O evento, que acontece
entre os dias 28 de maio e 1 de junho, é resultado de parceria entre o Grupo PET-RTV, o
NeoCriativa e o Grupo Enxame Coletivo.

O FIAA focará temas relacionados à produção audiovisual, destacando a utilização dessas
novas tecnologias nos processos culturais. As políticas públicas para o desenvolvimento de
tal campo também receberão atenção especial durante os debates, assim como a economia
política da produção cultural. Entre os convidados, há profissionais brasileiros e estrangeiros.

As inscrições já estão abertas e são feitas por meio do site do evento ou na Sala do Grupo PET-
RTV, localizada em frente ao setor de Graduação da FAAC. Ela custará 5 reais para estudantes.
Já para professores e outros funcionários, o preço será 10 reais. Mais informações estão no
site: http://fiaaudiovisual.blogspot.com.br/

O professor Antonio Francisco Magnoni, um dos idealizadores do FIAA, explica os objetivos do encontro.

15 de maio de 2012

FIAA - Perfil Ricardo Rodrigues



Por Renan Simão

Ricardo Rodrigues é formado em Imagem e Som na UFSCar da turma de 2001, é diretor da respeitada Rádio UFSCar desde 2006, é diretor da Associação das Rádios Públicas do Brasil e é conselheiro da Música e presidente do Conselho Municipal de Cultura de São Carlos. Tais credenciais impressionam, mas não mais que as que seguem abaixo:

Ricardo é diretor de um dos maiores festivais de música e multimídia brasileiros, o Festival Contato, e exerce a função desde a primeira edição, em 2007. Além disso Ricardo Rodrigues é diretor de Ação Institucional da ABRAFIN, Associação Brasileira de Festivais Independentes desde o ano passado, a associação que define e articula a realização de grandes festivais brasileiros de música tais quais: Bananada (Goiânia), Calango (Cuiabá), Demo Sul (Londrina), Mada (Natal), Jambolada (Uberlândia) e RecBeat (Recife).

Visando o FIAA, Ricardo Rodrigues é uma grande fonte de informação quanto à questões da produção e difusão audiovisual relacionada à música. Chance de saber como funcionam esses festivais ligados à lógica digital e como o Audiovisual acrescenta para a realização e promoção desses eventos.

Serviço: Ricardo Rodrigues estará presente na Mesa Redonda "Relatos de Experiência: políticas de produção e conteúdo adotadas no Brasil", dia 01 de junho, na Sala 1, durante do FIAA - Fórum Ibero-Americano de Audiovisual.

Alexandre Minghini discute o Panorama do Mercado de Audiovisual no Brasil

Da Redação SICOM PET,
Produção: Jéssica Godoy


O grupo PET-RTV realiza hoje, às 19h, na sala da FunDeB, o III Ciclo de Debates 2012 com a temática "Panorama do Mercado de Audiovisual no Brasil" com a presença de Alexandre Minghini, editor-chefe da Revista Produção Profissional, a principal revista do mercado de radiodifusão e audiovisual da América Latina, Portugal e Espanha.



Sicom PET divulga a edição de maio do Comunica PET

O Comunica PET é o boletim do grupo PET e do Departamento de Comunicação Social, produzido pelo SICOM PET, que traz as principais novidades do câmpus e da cidade na área de comunicação e tecnologias digitais, além de te manter informado sobre tudo que acontece no departamento dos cursos de comunicação.  

Na edição de maio, mostramos para você a ONG Periferia Legal, um projeto social que ajuda crianças e adultos dos bairros periféricos de Bauru.  Conheça também a pesquisa ‘’Panorama das comunicações e telecomunicações’’ realizada por professores e alunos de comunicação, que já está em sua segunda edição e a nova professora dos cursos de comunicação social da Faac, Ângela Maria Grossi de Carvalho.

E como no mês de março a Unesp recebe o I Fórum Ibero Americano de Audiovisual e Arranjos Produtivos de Audiovisual (FIAA), não poderíamos deixar de trazer para você tudo sobre o evento e a programação desse debate cultural entre a universidade e a comunidade bauruense, que acontece de 20 de maio a 30 de junho.
Tudo isso em reportagens de Jakeline Lourenço, Luana Rodriguez e Millena Grigoleti.

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